terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A TRAJETÓRIA DAS ALMAS

“Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos”, lançamento do Departamento Editorial da Federação Espírita Brasileira poucos meses depois de «Reencarnação e Imortalidade», no final de 1976, é deste o natural seguimento e, segundo to­das as indicações, terá do nosso público ledor a mesma favorável acolhida.
O que disse o prefaciador no seu A Guisa de Prefácio ao volume «Reencarnação e Imortalidade» é extensivo a este, integrantes ambos, a rigor, de uma só e mesma obra.
Os escritos de Hermínio C. Miranda refletem aspectos importantes da vida real dos seres humanos, seres eternos e imortais, que sobrevivem ao fenômeno da morte e tornam a reencarnar, evoluindo nos planos visível e invisível do planeta, intercomunicantes e solidários entre si. Além disso, provam, sem margem a quaisquer sofismas, a comunicabilidade dos mesmos seres hoje, entre os dois planos referidos, como há milênios, do que são atestados inconfundíveis as escrituras de todos os séculos e de diferentes povos.
Explica o Espírito Emmanuel que, “isoladamente, cada um tem no planeta o mapa das suas lutas e dos seus serviços”, sendo «o berço de todo homem o princípio de um labirinto de tentações e de dores, inerentes à própria vida na esfera terrestre, labirinto por ele mesmo traça­do e que necessita palmilhar com intrepidez moral». E conclui: «Qualquer alma tem o seu destino traçado sob o ponto de vista do trabalho e do sofrimento, e, sem paradoxos, tem de combater com o seu próprio destino, porque o homem não nasceu para ser vencido; todo Espírito labora para dominar a matéria e triunfar dos seus impulsos inferiores. »
Militando nas colunas de «Reformador», o mensário quase centenário da Casa de Ismael, uma atividade perseverante ao longo de mais de dois decênios, o autor deste livro, e de outros que estão sendo examinados ou programados pelo osso Departamento Editorial, tem sido invariavelmente o estudioso que ajuda, com a sua palavra de serenidade, lógica e fé, os caminheiros que se embrenham pelo «labirinto» das provas e expiações, dando-lhes as indicações que lhes facilitem a identificação da saída da sombra para a luz.
É ainda Emmanuel quem declara, a propósito da trajetória das almas: «Da irritabilidade à sensação, da sensação à percepção, da percepção ao raciocínio, quantas distâncias preenchidas de lutas, dores e sofrimentos!... Todavia, desses combates necessários promana o cabedal de experiências do Espírito em sua evolução gloriosa. A racionalidade do homem é a suprema expressão do progresso anímico que a Terra lhe pode prodigalizar; ela simboliza uma auréola de poder e de liberdade que aumenta naturalmente os seus deveres e responsabilidades. A conquista do livre-arbítrio compreende as mais nobres obrigações. Chegado a esse ponto, o homem se encontra no limiar da existência em outras esferas, onde a matéria rarefeita oferece novas modalidades de vida, em outras mais sublimes manifestações...
Foi por entender da maior conveniência que os trabalhos de Hermínio O. Miranda, já publica­dos em nosso periódico, se tornassem acessíveis a todos os espíritas e estudiosos em geral, que lhe sugerimos a elaboração das duas coletâneas, dentre os estudos dados à luz nesse período. Organizadas com o devido cuidado, não sem serem antes submetidos os respectivos textos a minuciosa re­visão e atualização, podem elas representar nas estantes de todos nós uma síntese de variadas e vastas obras, verdadeira biblioteca especializada, de interesse permanente e sempre ao alcance para consulta ou simples leitura.
(Prefácio de Francisco Thiesen, Presidente da Federação Espírita Brasileira, ao livro “Sobrevivência Comunicabilidade dos Espíritos”, o mais recente lançamento do Departamento Editorial da FEB).
Francisco Thiesen
Fonte: Reformador – maio, 1977

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