terça-feira, 30 de junho de 2009

ENTREVISTA DE CHICO XAVIER


EM LEMBRANÇA AO SÉTIMO ANO DA DESENCARNAÇÃO DE FRANCISCO CANDIDO XAVIER


8 de julho de 1927 a 8 de julho de 1997
70 anos de Mediunidade
Esclarecendo o Leitor
Optamos, nesta Edição Especial, por transcrever algumas mensagens extraídas de folhetos já publicados pela Divulgação Espírita Cristã. Muitas constam de obras de diversas editoras de renome no País, dentre as quais citamos a IDEAL (Instituto de Divulgação Espírita André Luiz), fiel colaboradora da Divulgação Espírita Cristã na edição dos folhetos.
Consideramos, ainda, oportuno transcrever, a seguir, nesta Edição, alguns trechos de uma entrevista com o médium Chico Xavier, feita a nosso pedido, por nosso confrade Dr. Elias Barbosa, em 1967:
Chico Xavier em vários temas
P – Admite você que os confrades da primeira hora de sua mediunidade psicográfica poderiam ter transformado você num literato, se você se acreditasse como tal?
R – Creio que não. A tarefa mediúnica principiou para meu entendimento como se eu estivesse saindo, muito pouco a pouco, de uma névoa... A medida que o tempo correu, a minha tela íntima se renovou totalmente e passei a compreender com clareza que as produções literárias não eram minhas e sim dos Amigos Espirituais. Dissipadas todas as minhas dúvidas, desde que o nosso abnegado Emmanuel começou a orientar-me em sentido direto, eu não teria coragem de aparecer, em campo, com mensagens que absolutamente não me pertenciam. E hoje creio que se eu insistisse agindo com mais vaidade do que aquela que possuo, afirmando que as produções eram minhas e não dos Espíritos Benfeitores, eles nossos Amigos do Alto, teriam meios de me afastar caridosamente da obra deles, situando-me na minha absoluta insignificância, que graças a Deus, reconheço.
P – Sabendo nós que Emmanuel não permitiu a você o desenvolvimento mais amplo de suas faculdades mediúnicas de efeitos físicos, queria isso dizer que ele, o nosso amigo espiritual, é menos favorável ao serviço de materializações?
R – Não, o raciocínio não é claramente este. Emmanuel considerou, quando eu me achava no desenvolvimento da mediunidade de efeitos físicos, que não convinha o meu afastamento, mesmo parcial da psicografia e que, por isso, aconselhava o encerramento de minha experiência nesse sentido. E acrescentou que o serviço do livro mediúnico em que me encontro é tarefa de materialização – a materialização dos pensamentos do Mundo Espiritual.
P – Você quer dizer que os bons Espíritos se empenham em conduzir-nos, tanto quanto possível, para as obras de assistência social?
R – Perfeitamente, Emmanuel, Dr. Bezerra de Menezes, Batuíra, André Luiz e outros instrutores da Espiritualidade nos dizem sempre que o Espiritismo sem trabalho de auxílio aos semelhantes, com base em nossa própria reforma íntima, deixa de ser Cristianismo Redivivo que é, e deve ser, para ficar isolado em teorias e afirmações estanques.
P – E quanto ao estudo? Que dizem nossos Benfeitores Espirituais?
R – A pergunta é muito própria, porque, concomitantemente com a assistência social, os Benfeitores da Vida Maior nos recomendam estudar atenciosamente e sempre, porque sem estudo não saberemos raciocinar, e sem raciocinar com segurança não saberemos discernir. Emmanuel reafirma sempre que devemos estudar e servir em qualquer idade e situação.
P – Cabe-nos, assim, defender a obra de Allan Kardec, em qualquer tempo?
R – Os espíritos amigos nos dizem que nos compete a obrigação de defender os ensinamentos de Allan Kardec, sobretudo na vivência dessas benditas lições, através de nossas próprias vidas. Compreendendo assim, reconheceremos que é necessário sermos fiéis a Kardec em todas as nossas atividades, mas não podemos esquecer que Allan Kardec nos Trouxe a Doutrina Espírita, na condição de Cristianismo Restaurado, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por isso mesmo, não seria justo de nossa parte, repelir os irmão que desejem estudar Allan Kardec conosco, tão só porque não demonstre de imediato, uma visão tão ampla da missão Kardequiana, como seria de desejar.
P – Como julga Emmanuel podermos fazer isso?
R – Afirma ele que podemos e devemos ser fiéis a Allan Kardec, com o nosso exemplo e verbo claro onde estivermos e que isso não invalida o dever de abençoar ou auxiliar os que não conseguem ver o caminho ou a vida com os nossos olhos. Nesse sentido, respondendo há tempos a uma consulta desse teor, nosso amigo espiritual replicou, alegando que um médico pode e deve auxiliar ao doente sem que para isso seja obrigado a compartilhar-lhe o leito enfermiço.
P – Qual a melhor profilaxia contra as obsessões?
R – Nossos Benfeitores Espirituais são unânimes em declarar que, o estudo das obras de Allan Kardec, para que venhamos a adquirir o conhecimento e a educação de nós mesmos, é o passo inicial indispensável, porque precisamos sanar as obsessões que nos flagelam, sem herdar qualquer cativeiro à superstição e ao medo negativo, de que vemos muitos irmãos prejudicados, quando conseguem a suspirada melhoria psíquica em outros setores religiosos. Explicada a necessidade de Allan Kardec para o afastamento do processo obsessivo, temos na profilaxia respectiva, a oração e o serviço ao próximo, na base de toda ação restaurativa. Quem quiser estudar, orar, cumprir com os próprios deveres e trabalhar em auxílio dos outros, principalmente daqueles que atravessam dificuldades e provações maiores que as nossas, alcança libertação e tranqüilidade, com toda certeza, porque os nossos adversários desencarnados são sensíveis às nossas palavras, mas só se transformam para o bem com apoio em nossas próprias ações.
(Fonte: “Divulgação Espírito Cristã” – Número 9 – Ano 2 – Setembro de 1967)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A VERDADEIRA RIQUEZA





Joana era uma menina que se considerava muito pobre. Gostaria de te coisas bonitas como as outras crianças tinham, com tudo, seu pai operário de indústria, não ganhava o suficiente para comprar o que ela desejava. Quando Joana reclamava, sua mãe dizia:
- Tenha paciência, minha filha. As coisas vão melhorar.
Mas, quando? Quero ser rica! Poder comprar roupas, calçados, brinquedos e doces gostosos! – reclamava a menina, impaciente.
A mãezinha, com imenso carinho ponderava:
- Joana minha filha, a riqueza não está apenas no dinheiro.
– Não. ... Sempre ouvi dizer que rico é aquele que possui muito dinheiro!
– Pois não é verdade. Riqueza é tudo aquilo que temos em abundância. Assim, a riqueza pode estar em muitas coisas. Por exemplo: podemos ser ricos de saúde, de inteligência, de paz, de amor, de esperança, de fé... e também de dinheiro. Podemos ser ricos de muitas coisas! Pense um pouco e descobrirá muito mais.
A menina pensou durante alguns momentos e continuou, seguindo a lógica materna: -... de paciência, de compreensão, de boa vontade...
– Isso mesmo, minha filha. Vejo que você compreendeu. Então, nós somos “realmente” pobres? Joana balançou a cabeça: - Não, mamãe. Só de dinheiro.
– Exatamente, minha filha. Jesus ensinou que devemos nos preocupar não com os tesouros da Terra, que são perecíveis, mas com os tesouros do céu, que são os únicos verdadeiros. Joana nunca mais tocou no assunto.
Algum tempo depois a situação da família ficou realmente difícil.
Os problemas com a falta de dinheiro fizeram com que o casal começasse a se desentender e a brigar todos os dias. Muitas vezes faltava o que comer em casa e sua mãe estava sempre irritada e descontente.
A harmonia do lar deixara de existir e Joana experimentava inquietação e insegurança. Ela gostaria de ajudar os pais, mas não sabia como.
Certo dia Aurora e José chamaram a filha para conversar. Joana notou que o pai estava triste com os olhos vermelhos. A mãe, tomando a palavra, explicou com delicadeza:
- Joana querida, eu e seu pais a amamos muito, você sabe. Porém nem sempre as coisas são como gostaríamos que fosse. A verdade é que tudo está muito difícil, seu pai e eu não estamos nos entendendo mais e não suporto mais esta vida.
Enfim, resolvemos nos separar.
–Como assim? - perguntou a garota, assustada.
– Separação. Divórcio. Iremos morar em casas diferentes.
Eu vou para a casa da vovó e você ficará aqui com o papai, por causa da escola. Quando terminar o ano, virei busca-la.
Joana estava perplexa. Seu mundo parecia estar desabando sobre sua cabeça. Não se contendo mais, em prantos, exclamou:
- Agora seremos pobres! José, que se mantinha calado e de cabeça baixa, levantou a fronte e, enxugando os olhos, indagou:
- O que disse, minha filha? – Que agora somos verdadeiramente pobres.
– Por que está dizendo isso, Joana? Não entendo!
– Mamãe sabe. Lembra-se, mamãe que algum tempo atrás estávamos conversando e você dizia que podemos ser ricos de muitas coisas? Aurora abaixou a cabeça, constrangida e envergonhada.
– É verdade, papai. Só que agora não seremos mais ricos de nada: nem de paz, nem de compreensão, nem de esperança, nem de alegria, nem de amor...
A menina fez uma pausa e concluiu:- Só se formos ricos de solidão, de infelicidade! Aurora e José trocaram um longo olhar.
Não foi preciso palavras para que se entendessem. Percebiam agora o mal que estavam causando á filhinha. Por falta de entendimento entre eles, por egoísmo, estavam tornando infeliz a coisa mais preciosa de suas vidas. Aurora pensou um pouco e afirmou:
- Joana, para tudo a uma saída. Seu pai e eu vamos conversar e tentar resolver nossos problemas com tolerância e compreensão. Pensar mais na família e menos em nós mesmos. Pequenas coisas não podem destruir uma família como a nossa.
Mas foi preciso que você me lembrasse, porque eu tinha esquecido. – Então não vai haver mais separação? – perguntou a menina, eufórica.
– Não querida. Graças á você! Joana pulou nos braços da mãezinha, feliz, enquanto olhava para o pai que também sorria, aliviado:
- Ainda bem, mamãe porque você é meu maior tesouro.
O IMORTAL - Maio/ 99

sexta-feira, 26 de junho de 2009

CELA OCULTA


Cada criatura, na Terra, traz consigo uma cela oculta em que trabalha com os instrumentos da provação em que se burila.
Pensa nisso e auxilia aos que te rodeiam.
Esse companheiro alcançou a fortuna, mas sofre a falta de alguém; outro dispõe de autoridade, no entanto, suporta espinhosos conflitos nos sentimentos; essa irmã construiu o lar sobre preciosas vantagens materiais, contudo, tem um filho que lhe destrói a felicidade;
e aquele outro atingiu o favor público, entretanto, é portador de moléstia indefinível a corroer-lhe todas as forças.
Quando encontres alguém que te pareça em crises de inquietação e desarmonia, isso não é sinal de que a tua presença se lhe faz indesejável.
Esse alguém estará em momentos de enormes dificuldades no reduto invisível do coração em que se aperfeiçoa. E os resíduos da luta íntima se lhe transbordam do ser pelas janelas do trato.
Observa o ponto nevrálgico da própria vida em que o sofrimento te procura para efeito de prova e compadece-te dos outros para que os outros se compadeçam de ti.
Meimei(In: ‘Somente Amor’ - Francisco cândido Xavier)

terça-feira, 23 de junho de 2009

ESPÍRITOS DA LUZ



Reunião pública de 7-3-60 .
Questão nº 267 - Parágrafo 10º. (Livro dos Espíritos)

Parafraseando a luminosa definição do apóstolo Paulo, em torno da caridade, no capítulo treze da primeira epístola aos corintios, ousaremos aplicar os mesmos conceitos aos Espíritos benevolentes e sábios que nos tutelam a evolução.
Ainda que falássemos a linguagem das trevas e não possuíssemos leve raio de entendimento, — não passaríamos para eles de pobres irmãos necessitados de luz.
Ainda que nos demorássemos na vocação do crime, caindo em todas as faltas e retendo todos os vícios, a ponto de arrojar-nos, por tempo indeterminado, nos últimos despenhadeiros do mal, para nosso próprio infortúnio, — não seríamos para eles senão criaturas Infelizes, carecentes de amor.
Ainda que dissipássemos todas as nossas forças no terreno da culpa e dedicássemos a vida ao exercício da crueldade, sem a mínima noção do próprio dever, — Isso seria para eles tão-somente motivo a maior compaixão.
Os Espíritos da Luz são pacientes.
Em todas as manifestações são benignos.
Não invejam.
Não se orgulham.
Não mostram leviandade.
Não se ensoberbecem.
Não se portam de maneira inconveniente.
Não se irritam.
Não são interesseiros.
Não guardam desconfiança.
Não folgam com a injustiça, mas rejubilam-se com a verdade.
Tudo suportam.
Tudo crêem.
Tudo esperam.
Tudo sofrem.
A caridade deles nunca falha, enquanto que para nós, um dia, as revelações gradativas terão fim, os fenômenos cessarão e as provas terminarão, por desnecessárias.
Por agora, de nós mesmos, conhecemos em parte e em parte imaginamos; entretanto, eles, os emissários do Eterno Bem, acompanham-nos com devotamento perfeito, sabendo que, em matéria de espiritualidade superior, quase sempre ainda somos crianças, falamos como crianças, pensamos quais crianças e ajuizamos infantilmente.
Estão certos, porém, de que mais tarde, quando nos despojarmos das deficiências humanas, abandonaremos, então, tudo o que vem a ser pueril.
Verificaremos, assim, a grandeza deles, como a víssemos retratada em espelho, confrontando a estreiteza de nosso egoísmo com a imensurabilidade do amor com que nos assistem.
Conforte-nos, pois, reconhecer que, se ainda demonstramos fé vacilante, esperança imperfeita e caridade caprichosa, temos, junto de nós, a caridade dos mensageiros do Senhor, que é sempre maior, por não esmorecer em tempo algum.

Emmanuel
Do livro Seara dos Médiuns. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

REFLEXÃO VÔO 447




Convidamos a todos que passarem por esse blog nesses dias para continuarmos orarando e pedindo a Jesus sobre os desencarnados dessa terrível tragédia do vôo 447 para estarmos lembrando do infinito amor de nosso Pai Celeste para que possam estar sendo amparados mais facilmente pelo plano espiritual nesse desencarne tão abrupto e necessário.
Igualmente fica o convite para uma auto-reflexão – que possamos estar refletindo em nossas vidas, sobre o que deixamos de fazer diariamente para sermos pessoas melhores – para começarmos a praticar ações para o que realmente temos vocação, para iniciarmos colaborações pequenas na caridade ao nosso próximo, para sentirmos mais a nós mesmos e principalmente para doar mais amor.
Há quanto tempo não falamos para nossa(o) parceira(o) ou nossos pais o quanto o amamos?


Uma visita a um doente, a paciência de ouvir um desabafo, a caridade de doar recursos pessoalmente aos menos favorecidos (…) tantas coisas podemos fazer para sermos realmente pessoas melhores e deixamos tudo para amanhã…
Um dia também partiremos e deixaremos de ser espíritos encarnados¹ a um corpo físico, assim como aconteceu de forma coletiva com nossos irmãos no voo 447.


No entanto agora iniciam uma nova vida, pois sabemos que pela Doutrina Espírita², suas almas não morrem. São agora espíritos vivos desprendidos do corpo físico.
Inclusive, nossas orações certamente chegarão as suas mentes, pois agora conversam através do pensamento. Nesses momentos de sono espiritual recuperam todas suas lembranças das vidas passadas e são ajudados por Espíritos mais elevados a se recomporem mentalmente para um dia poderem reencarnar novamente. Essa é a lei da evolução espiritual de maneira sintética em demasia, contudo cada vez mais verdadeira e real a medida que se estuda a obra da codificação espírita.
Interessante ainda saber que as coincidências não existem, assim como a dona de casa Sônia não embarcou, os que embarcaram certamente tinham que estar ali para quitaram dívidas de vidas anteriores³ com essa tragédia e estão agora espiritualmente mais capazes ainda de numa próxima encarnação estarem aptos a uma vida mais duradoura e livre de expiações.
Que nosso Pai Celeste possa estar iluminando a cada Espírito envolvido nesse acidente com o seu amor infinitamente grande que tem por todos nós. E que os familiares possam estar elevando seus pensamentos para transmitir paz e inspirar seus entes queridos para o caminho junto ao nosso mestre Jesus. Que assim seja.
—————————–
1. Espíritos Encarnados. Temos um corpo físico e uma corpo espiritual. Ao fecundar o óvulo o corpo espiritual se prende ao corpo físico e passa a existir um futuro ser humano naquele momento. Por isso deve-se tomar o cuidado necessário para evitar certos tipos de anticonceptivos, pois aqueles que deixam o óvulo fecundar na verdade são produtores de abortos e causam grandes males espirituais aos seus praticantes, mesmo sem saber.

2. Doutrina Espírita. Revelações sobre como é a vida espiritual e suas leis trazidas por Espíritos superiores para nosso auxilio nesse momento na Terra. Foi codificada por Allan Kardec através de perguntas aos espíritos: Uma mesma pergunta era feita a vários médiuns (pessoas capazes de entrar em contato com espíritos) em locais diferentes, comparadas, organizadas – gerando assim a codificação espírita livre de qualquer tipo de interferência da mente do medium com as obras: Livro dos Espíritos, Evangelho segundo o Espiritismo, Obras póstumas, Livro dos médiuns, Genese.

3. Dívida de vidas anteriores. Toda ação gera reação. Pela lei física da ação-e-reação um dia receberemos de volta em igual intensidade as reações que produzimos. Se elas forem negativas iremos sofrer exatamente o que produzimos anteriormente. Assim, tudo o que fizermos ao nosso próximo estamos na realidade fazendo a nós mesmos. Com “ferro fere com ferro será ferido”: Quem trair será traído, quem machucar será ferido, quem matar será morto. Contudo as boas ações irão contrabalançar com o que já fizemos de errado, por isso a grande importãncia da caridade. Jesus a todo momento tenta nos ensinar a lei da ação e reação, mas há 2000 anos atrás ficava muito difícil explicar uma lei da física que nem era conhecida ainda. Por isso Jesus nos enviou a Doutrina Espírita nesse momento evolutivo atual.
4. Médium. Chico Xavier foi o maior médium brasileiro, nos trazendo mais de 400 obras de elevado grau de conhecimento através de psicografias, facilitando o entendimento da Doutrina Espírita. Cursando apenas parte do ensino primário, mal conseguia entender certas obras que escrevia através de suas psicografias.

sábado, 20 de junho de 2009

MENSAGEM DE JEHANNE EM 15 DE JULHO DE 1909




Doce me é a comunhão com os que, como eu, amam a Nosso Senhor e Pai - e não me dói à visão do passado, por isso que ela me aproxima de vós e a lembrança de minhas comunicações com os mortos e os santos me faz irmã e amiga de todos aqueles a quem Deus concedeu o favor de conhecer o segredo da vida e da morte.
Rendo graças a Deus por me permitir transmitir-vos minha crença e minha fé e por poder ainda dizer, aos que sabem um pouco, que as vidas que o Senhor nos dá devem ser utilizadas santamente, a fim de estarmos em sua graça. Devem ser-nos gratas às vidas em que possamos desempenhar a tarefa que o todo poderoso Juiz e Pai nos assinou e devemos bendizer o que de suas mãos recebemos.
Ele sempre escolheu os fracos para realizar seus desígnios, porquanto sabe dar força ao cordeiro, conforme o prometeu; mas, este não deve misturar-se com os lobos e a alma inflamada pela fé deve guardar-se das ciladas e sofrer com paciência todas as provações e castigos que ao Senhor apraza dar-lhe.
Ele nos ministra a sua verdade sob as mais variadas formas, porém nem todos penetram a sua vontade. Submissa às suas leis e procurando respeitálas, mais acreditei do que compreendi. Eu sabia que conselhos tão salutares não podiam ser obra de inimigo e o reconforto que me deram foi para mim um arrimo e a mais doce das satisfações. Jamais soube qual era a vontade remota do Senhor. Ele me ocultou, por seus enviados, o fim doloroso que tive, compadecido da minha fraqueza e do medo que o sofrimento me causava; porém, chegada à hora, recebi, por intermédio daqueles enviados, toda a força e toda a coragem.
Ê-me doce e delicioso volver aos momentos em que primeiramente ouvi minhas vozes. Não posso dizer que me amedrontei. Fiquei grandemente admirada e mesmo um pouco surpreendida de me ver objeto da misericórdia divina. Senti subitamente, antes que as palavras me houvessem chegado, que elas vinham de servos de Deus e grande doçura experimentou em meu coração, que afinal se aquietou quando a voz do santo ressoou aos meus ouvidos. Dizer-vos o que se passava então em mim não é possível, porque eu não vos poderia descrever a minha alegria calma e intensa; mas, senti tão grande paz que, ao partirem os mensageiros, me julguei órfã de Deus e do Céu. Compreendi um pouco que à vontade deles devia ser a minha; porém, desejando imensamente que me visitassem, admirei-me das ordens que me davam e receei um pouco ver
realizados os desejos que exprimiam. Parecia-me, certamente, uma bela obra tornar-me eu a salvaguarda da França; mas, uma donzela não vai para o meio de homens d'armas. Finalmente, na doce e habitual companhia dos seres que me falavam, cheguei a ter mais confiança em mim própria e o amor que sempre consagrei a Deus me indicou a conduta a seguir, pois que não é decorosa a rebelião contra a vontade de um pai.
Foi-me penoso, embora também motivo de alegria, o obedecer e, enfim, fiz primeiramente à vontade de Deus. Por essa obediência sou feliz e nisto também acho uma razão para fazer o que Deus quer, para perdoar aos que foram o instrumento de minha morte, crente de que não tinham ódio à minha alma, tanto que lhe deram a liberdade, mas sim à obra que era por mim executada.
Tendo sido essa obra abençoada por Deus, eles eram grandemente culpados; também nenhum ódio lhes tenho às almas. Sou inimiga de tudo o que Deus reprova, da falta e da maldade. A obra que fizeram é que está fora da graça. Todos reentrarão na graça de Deus, mas a lembrança do passado não se lhes apagará. Choro o ódio que plantaram entre seus irmãos, o mau grão que semearam no campo da Igreja e que levou esta mãe que tanto amei a procurar mais a fé do que o amor do perdão. é-me grato, entretanto, vê-los emendar-se a confessar um pouco o erro que cometeram; porém, não o fizeram como eu desejara e a minha afeição à Igreja se desligará cada vez mais desta antiga reitora das almas, para se dar tão somente ao nosso doce e gracioso Senhor.
Jehanne
Mensagem constante no livro JOANA D'ARC de Léon Denis, página 236 da 14º edição

quarta-feira, 17 de junho de 2009

INEXTINGUÍVEL AMOR

Meu caro irmão e amigo.
O discípulo do Senhor não é chamado tão-somente ao curso verbal.
Aprendizado e aplicação constituem a realização.
Não te prendas, desse modo, à indagação que perde o valor do tempo.
Pensa e age ao padrão de idealismo redentor que abraçaste.
As sementes divinas devem frutificar em nossos próprios caminhos, através do esforço perseverante.
-*-
Na fase evolutiva que nos é própria, vemos aqueles que possuem a vida e os que são possuídos por ela.
Os primeiros aproveitam o dia, enriquecendo-se de valores permanentes, no rumo das aquisições eternas.
Os segundos são aproveitados pelas forças que orientam as horas, no jogo das circunstâncias fatais.
-*-
Uns criam luz e sabedoria.
Outros descansam e sofrem os conflitos da sombra.
-*-
Governando com as diretrizes superiores, convertem-se na instrumentalidade dos Celestes Desígnios. Submetendo-se às causas de ordem inferior, perseguem a ociosidade, ainda mesmo quando o regalo inútil se lhe apresente aos olhos mortais com rotulagem fascinante.
-*-
Necessário, pois, marcharmos, com desassombro e serenidade, dilatando a capacidade receptiva, à frente da Majestade Criadora.
O fenômeno nos círculos físicos e espirituais não tem outro objetivo senão acordar a mente para a revelação do Mais Alto.
-*-
Provar a divindade em nós – herdeiros das Bênçãos Universais- é muito mais que positivar a sobrevivência, além da morte.
-*-
Guardar a bondade e o entendimento na direção do Amor Supremo vale mais que o poder de demonstrar a existência dos anjos.
O Reino do Senhor começará no indivíduo ou jamais se estabelecerá na Terra, porque Deus visita o homem e educa-o através do próprio homem.
O processo de auto-aprimoramento, na sublimação do raciocínio e do sentimento, transforma-nos em servos da Lei Soberana e Compassiva, constituindo, em nossa esfera de edificações presentes, o ministério maior.
-*-
Espiritualizemo-nos, portanto, meu amigo, no caminho da perfeição e prossigamos com Jesus.
Não importa a incompreensão.
-*-
Cada criatura vê o horizonte que os próprios olhos podem abranger.
Quem ama não discute.
-*-
Serve em silencio, semeia o bem a distancia da preocupação de recompensa e segue adiante.
O trabalho cristão é a nossa alavanca renovadora.
Busquemos a ciência, realizando a sublimação.
Os dias escoam-se apressados.
As formas refundem-se, incessantemente.
A morte que modifica e seleciona, pune e corrige, atinge os próprios mundos.
-*-
Detendo o Tesouro do Conhecimento Divino, elevemos nosso coração aos santuários eternos.
-*-
Responsáveis pelas dívidas que criamos no passado, com a falsa aplicação das bênçãos recebidas, somos também candidatos à riqueza imperecível do futuro.
Situados entre os séculos que se foram e os milênios que virão, temos um diamante sublime a lapidar para o Supremo Senhor – nosso próprio coração que dorme ainda no berço de aspirações primárias, bafejado pelos raios de luz celeste.
-*-
Aperfeiçoemos o caminho, aperfeiçoando-nos.
Trabalha e auxilia sempre, auxiliando a ti mesmo.
Unamo-nos espiritualmente, em derredor do Cristo. Gravitemos, felizes, em torno d´Ele.
O sol comunica-se com o verme, a milhões de quilômetros. O Divino Mestre sustentar-nos-á, igualmente, nas profundezas de nossa humildade, abençoando-nos os propósitos de ascensão, com a luz do seu inextinguível amor.

(página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, dirigida a um irmão e amigo, na noite de 29/6/498, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas)

Livro – Abençoa Sempre – Francisco Cândido Xavier – espíritos diversos

terça-feira, 16 de junho de 2009

CAMPANHA DO VALLE DO LOIRE

Nesta data Jehanne Dárc estava em 1429 fazendo a campanha do Valle do Loire

domingo, 14 de junho de 2009

A FATALIDADE NA INTERPRETAÇÃO ESPÍRITA





A fatalidade vem sendo a vilã nas doutrinas não reencarnacionistas, para explicar as ocorrências que representam para elas, uma predeterminação e infalibilidade completa dos acontecimentos, qualquer que seja sua natureza, boa ou má; o infalível, o inevitável, o irrevogável, o funesto, o decisivo, o inadiável, o nefasto, o pré-estabelecido. Seria assim, representativa da vontade de Deus, sem no entanto explicarem o porquê dessa vontade optativa para uns e não para outros, e das suas relações com a justiça divina; estaríamos assim, vulneráveis ao fatalismo, ao destino, à sorte e ao azar. Haveria um determinismo e tudo o que acontecesse estaria pré-estabelecido, nada se podendo fazer contra ele, ou vinculado a casualidade.

Para nós espíritas, no entanto, nada acontece por acaso e a fatalidade não é um acontecimento pré-determinado ou ocasional, é uma construção; quando escolhemos as nossas provas nós somos os artífices delas, os “construtores do nosso destino e cada pessoa encontra-se num contexto parcialmente determinado pelo conjunto de suas ações desta vida, das vidas anteriores e dos períodos na erraticidade,” (01) e portanto a fatalidade, vem depois do livre arbítrio do Espírito; a matéria não tem livre arbítrio, esta sim, está sujeita a fatalidade, porque é dependente de leis biológicas e físico-químicas, numa relação de causa e efeito.

“A fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela forma para sofrer. Escolhendo-a, institui para si uma espécie de destino, que é a conseqüência mesma da posição em que vem achar-se colocado.” (02)

Na figura (no final deste texto) vemos a programação reencarnatória estabelecida pela espiritualidade superior, adaptando o gênero das provas, escolhida pelo Espírito e as expiações por eles imposta, de acordo com as necessidades deste mesmo Espírito. Este pode, no entanto, ignorar ou rebelar-se contra o protocolo pré-estabelecido e agindo por seu livre arbítrio, trilhar outro caminho, tentando burlar a lei, com graves conseqüências para o seu Espírito, repercussões no seu perispírito e às vezes até, imediatamente imprimidas no seu corpo físico.

O câncer de pulmão, por exemplo, pode não ter sido nem prova, nem expiação, mas se o homem fuma desbragadamente, o cigarro pode agir desencadeando a doença, quando existirem causas predisponentes, ou em caso contrário, determinando-a, sem que tivesse havido nenhuma eleição anterior dele ou da espiritualidade; a conseqüência fatal, a morte prematura, também não correspondia a nenhum processo estabelecido no planejamento da recorporificação do Espírito. O mau uso de seu livre arbítrio e que o levou aquela fatalidade, ao infortúnio.

“Na realidade nós somos o que fomos, encontrando-se gravadas no nosso perispírito, todas as nossas vivências e experiências pregressas, a se transmitir através do modelo organizador biológico ao novo corpo físico, não como uma fatalidade, mas como um ponto de partida, podendo ser modificada, na decorrência do que realizarmos de positivo ou negativo, na edificação de nossa proposta reencarnatória.” (03)

Quando nós persistimos no erro, no endurecimento, sujeitamo-nos às reencarnações compulsórias e portanto às expiações; a Lei do Progresso é fatal para o Espírito, que inexoravelmente seguirá o caminho da evolução e da felicidade. Quando Jesus nos convocou usando as palavras, “Sede perfeitos como vosso Pai Celestial o é” (Mateus, 5:48), colocou o verbo no imperativo, que determina assim que a perfeição terá que ser atingida, evidenciando o caminho na busca eterna por ela, que é o destino de todos nós, único compatível com a bondade, a misericórdia e a justiça infinitas de Deus. A Doutrina Espírita nos mostra que, graças esta essência do nosso Pai Celestial, nós nunca seremos deserdados, pois é inconciliável com ela, a nossa condenação a penas eternas, e alcançaremos através de reencarnações sucessivas, o que foi determinado, pois seremos todos não o que queremos, mas o que devemos ser; a lei do progresso, da reencarnação e de causa e efeito, estão também aneladas ao amor, a misericórdia e a justiça, no rosário iluminado da infinita grandeza divina.

Acreditamos numa programação reencarnatória, um protocolo pré-estabelecido no Ministério da Regeneração, feita pela Espiritualidade Superior, sob a égide de Deus, que seriam então, completamente incompetentes, se houvesse fatalidade para acontecimentos espirituais. Se o Espírito está cumprindo, no uso de seu livre arbítrio, a sua programação reencarnatória, não há como, pois, ser visitado pela fatalidade; outro Espírito não poderá se intrometer e quebrar os elos, estabelecidos neste programa.

“O determinismo, representado pelas leis de Deus, ou pela ação de Seus emissários, atuam no sentido de que terceiros não sejam atingidos pelo mau uso do seu livre-arbítrio, quando não o merecem.” (04)

O merecimento preserva o Espírito da fatalidade, de acordo com o que foi estabelecido pela lei de Deus, que não pode ser transgredida ou anulada.

“Nem livre arbítrio, nem determinismo absolutos, na encarnação, mas liberdade condicionada” (Bozzano, Ernesto, 1930) (05)

O livre arbítrio existe dentro da lei de liberdade e esta última, termina no limite entre a nossa e a do nosso semelhante; o entrelaçamento e os acontecimentos aparentemente fatais, nada mais são do que processos cármicos, consentidos pela espiritualidade.

“É o escândalo que há de vir; e que irá expiar, e daí- ai daquele por quem vier.”(...) A vítima sofre as conseqüências por seus atos anteriores; foi por ela que viera anteriormente o escândalo. Ai dela agora.” Aproveitou-se, apenas, o momento ruim para o resgate da pena do outro, que ocorreria mesmo sem a sua anuência..” (06)

Ninguém nasce para ser assassino ou estuprador, mas colocado na posição de carrasco, cede a sua má inclinação e executa a ação, pelo mau uso de seu livre arbítrio; poderia ter resistido e não tê-la praticado, pois a opção foi sua.

“Quanto aos atos da vida moral, esses emanam sempre do próprio homem que, por conseguinte tem sempre a liberdade de escolher. No tocante, pois, a esses atos, nunca há fatalidade.” (02)

A vítima, por sua sintonia, colocou-se em posição de submeter-se à ação do criminoso, que se tivesse se negado a praticá-la, dar-se-ia da mesma forma, seria do mesmo gênero, embora fosse outro o veículo que iria executá-la, pois “cada um terá que carpir seus próprios erros.” (07)

A fatalidade física, o momento da morte virá naturalmente, no tempo e maneira pré-estabelecida, a não ser que o precipitemos, pelo uso de nosso livre arbítrio (v.g. suicídio). Instante é um momento, um espaço de tempo indefinido, mais ou menos elástico, diferente de hora, minuto e segundo da morte.

“Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é” (02)

É evidente que Deus a tudo prevê, mas os acontecimentos não estão a isso condicionados; Deus previu as nossas ações, mas nós não agimos porque Deus previu, mas porque utilizamos o nosso livre arbítrio, desta ou daquela maneira e Ele, tinha ciência dessa nossa maneira de agir.

“(...) os eventos previstos já existiam na memória de Deus. Isso não quer dizer que cada um de nós tenha que passar por ali obrigatoriamente, mas que Deus, na majestade de sua postura intemporal, já nos viu, no futuro passando por ali.” (05)

Isto contra-diz o conceito de que já aconteceu o futuro e que nada podemos fazer para mudá-lo .

Agora se usamos tóxicos, guiamos nosso carro a 200 km/h ou atravessamos uma avenida, de intenso movimento de automóveis, de olhos cerrados, por exemplo, estamos no expondo e nos sujeitando a “fatalidade”, mas antes do nosso procedimento errôneo, utilizamos o nosso livre-arbítrio.

Nós moldamos nosso futuro, balizados na evolução do nosso Espírito e organizada nossa programação reencarnatória, inclusive o instante pré-fixado do nosso nascimento, que também não é fatal, cabe-nos cumpri-la, mas de acordo com nossas ações caridosas, por nossa vivência no amor, poderemos minimizar nossos débitos e nosso sofrimento, conseguindo moratória para a nossa dívida, pois “a caridade cobrirá uma multidão de pecados” (I Pedro, 4: 08)

Deus, por ser infinitamente bom, justo e misericordioso nos criou Espíritos simples e ignorantes, para que sejamos Espíritos glorificados; só há glória quando há mérito e Ele quer que a atinjamos por nossos próprios méritos, no sábio uso do nosso livre arbítrio.

A espiritualidade superior não tem qualquer compromisso com a fatalidade, podendo alterar nosso programa de acordo com o nosso merecimento; para ela, sobre o prisma espiritual, a fatalidade não é fatal, podendo ser modificada, já que “é possível renovar nosso destino todos os dias.” (07)

Jesus, nosso mestre, modelo amigo e estrela-guia nos legou o cintilo de suas parábolas, a nos iluminar o caminho; cabe a nós caminharmos na sua direção, calcando o Evangelho, porque “a cada um será dado segundo as suas obras.” (Mateus,16:27)


BIBLIOGRAFIA:

01-CHIBENI, Sílvio e Sílvia; A Concepção Espírita da Fatalidade; “Reformador”, junho/1997, pg.21.
02-KARDEC, Allan; “O Livro dos Espíritos”; FEB,1944, perg.: 851, 853 e 861; pg. 390, 391 e 394.
03-MOREIRA, Fernando A.; Reencarnação e Genética; “Revista Internacional de Espiritismo”, mar/2000, pg.56.
04-EDITORIAL; Existência e Vida, “O Clarim”, novembro/2001, pg. 02.
05-MIRANDA, Hermínio; “Diversidade dos Carismas”, Publicações Lachâtre, 2ª ed., 1994, vol. I, pg. 299 e 300.
06-EDITORIAL; Livre Arbítrio e Morte Prematura, “Mundo Espírita”, agosto/1997, pg.2.
07-SOUZA, Juvanir Borges; “O que dizem os Espíritos sobre o aborto”, FEB, 1ª ed., 2001, pg. 167 e 215.

Fernando A. Moreira
Publicado na Rev. Internacional de Espiritismo, jul/2002

terça-feira, 9 de junho de 2009

DESGOSTO PELA VIDA - SUICÍDIO

Germano Serafim
O homem não tem o direito de dispor da própria vida, somente Deus tem este direito. Por isso, o suicídio é uma transgressão da lei natural. Portanto, é importante que saibamos que tirar a própria vida é sempre um ato condenável. Porém, Deus, em sua infinita misericórdia, atenua as suas conseqüências, conforme os casos. Assim, o suicídio involuntário não é imputável a seu autor, pois o louco que o comete não sabe o que faz. Em geral, não há culpabilidade numa ação, se não há a intenção ou a perfeita consciência de que se está praticando o mal.
O suicídio voluntário, por sua vez, pode ter por motivação diferentes circunstâncias. Em seguida, algumas delas serão analisadas pelos espíritos.
O suicídio motivado por desgostar da vida é uma insensatez. O desgosto pela vida que se apodera de alguns indivíduos sem motivos aceitáveis é efeito da ociosidade e da falta de fé, que podem ser frutos da saciedade. O ocioso que se suicida deveria ter se dedicado ao trabalho, porque assim a existência não lhe teria sido tão pesada. O trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente para quem usa de seus atributos com fins úteis e de acordo com suas aptidões naturais. Quem ocupa seu tempo suporta as contingências da vida com mais paciência e resignação, ao mesmo tempo que trabalha objetivando a felicidade mais sólida e mais durável que o espera na vida futura.
Por sua vez, o suicida que tem por fim escapar às misérias e às decepções deste mundo é um pobre espírito que não teve a coragem de suportá-las. Deus ajuda os que sofrem e não aos que não têm forças nem coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes serão os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados e, nestes casos, infelizes serão aqueles que, na sua impiedade, esperam para elas uma saída naquilo que chamam de sorte ou acaso. Esta pode favorecê-los por um instante, mas somente para que mais tarde sintam, e de modo cruel, o vazio dessas palavras. Também o homem que luta com a penúria e que não se mata, mas se deixa morrer de desespero, pode até ser considerado um suicida, mas, apesar disso, terá misericórdia. Não será totalmente absolvido, porque lhe faltaram firmeza e perseverança e não usou de toda sua inteligência para sair das dificuldades. Será muito infeliz se a causa de seu desespero tiver sido o orgulho, isto é, se tratar-se de um daqueles homens em quem o orgulho paralisa os recursos da inteligência, que se envergonham de dever sua existência ao trabalho de suas próprias mãos, preferindo morrer de fome a ser rebaixados do que chamam de sua posição social. A propósito, é necessário que entendamos que há muita grandeza e dignidade em se lutar contra a adversidade, em se enfrentar a crítica de um mundo fútil e egoísta, que só tem boa vontade para aqueles a quem nada falta, os quais nos dão as costas quando deles precisamos. Por outro lado, é bom que saibamos que não deixa de ser uma estupidez sacrificar-se a vida em consideração a um mundo como este, porque ele nem se importará com este nosso ato. Para finalizar este parágrafo, ressalte-se que infelizes também serão os que levam um desgraçado a um ato de desespero, porque responderão por isso como por um homicídio. Aquele que causou um suicídio ou que poderia tê-lo evitado, é considerado mais culpado do que o suicida.
Outra motivação para dar cabo à própria vida é a vergonha por uma má ação. Este suicídio é tão reprovável como aquele provocado pelo desespero. Na verdade, este ato não irá apagar a falta e ainda acrescentará outra. Quando se teve a coragem de praticar o mal, deve-se ter também a coragem de sofrer suas conseqüências. Em todos os casos, Deus é quem julga e pode diminuir o rigor de sua justiça, conforme a causa. Assim é que aquele que comete suicídio, tentando com isso impedir que a vergonha envolva os filhos ou a família, não procede bem. Mas, como acredita que sim, Deus levará em conta a sua intenção, porque trata-se de uma expiação que o suicida impôs a si mesmo. Sua intenção atenua a falta, mas nem por isso ele deixa de ser faltoso, porque quem tira a sua vida para fugir à vergonha de uma má ação, prova que dá mais valor à estima dos homens do que à de Deus, uma vez que retorna à vida espiritual carregado de suas iniqüidades, tendo-se privado dos meios de repará-las durante a vida carnal. Mas Deus, que se deixa levar mais que os homens pelas súplicas, freqüentemente perdoa o arrependimento sincero e leva em conta nossos esforços no sentido de reparamos nossos erros. Por sua vez, o suicida, com seu ato, nada repara.
O suicídio motivado pela intenção de se chegar mais depressa a uma vida melhor é um enorme erro, e louco o que pensa ser isso possível. Para atingir com mais certeza seu intento, é muito mais produtivo que viva fazendo o bem. Na verdade, ao suicidar-se, retarda sua entrada num mundo melhor e terá que pedir que lhe seja concedido voltar, para concluir a vida que interrompeu sob a influência de uma falsa idéia. Uma falta, qualquer que ela seja, jamais dá acesso ao santuário dos eleitos.
Renunciar à própria vida com a intenção de salvar a de outrem ou de ser útil aos seus semelhantes é mais que meritório aos olhos de Deus, é sublime. Isto porque nossa vida é o bem terreno a que damos o maior valor e, por isso, desistir dela pelo bem de nossos semelhantes não se caracteriza como suicídio, mas como sacrifício, e todo sacrifício que o homem venha a fazer às custas de sua própria felicidade é resultado da prática da caridade. Todavia, não podemos nos esquecer que Deus se opõe a qualquer sacrifício inútil . Assim, ao sacrificar a própria vida, o homem deve refletir sobre se sua vida não será mais útil do que sua morte. Além do mais, Deus não vê com prazer o sacrifício, se for manchado pelo orgulho. Um sacrifício somente é meritório se for desinteressado, e algumas vezes, aqueles que o praticam, têm uma segunda intenção que diminui o valor de seu ato aos olhos de Deus.
Comete suicídio moral o homem que perece como vítima do abuso de paixões que sabe lhe abreviarão o fim, mas às quais não mais consegue resistir, porque se transformaram, pelo hábito, em verdadeiras necessidades físicas. Entende-se que ele, nesses casos, é duplamente culpado, pois nele há falta de coragem e bestialidade, somadas ao esquecimento de Deus. É mais culpado do que aquele que tira a própria vida por desespero, porque tem tempo de refletir sobre seu ato. Diferentemente de quem é vítima do abuso das paixões, quem comete suicídio num instante de desespero vive numa espécie de delírio que se aproxima da loucura. Por isso, o primeiro, mesmo não tendo dado cabo de sua vida de imediato, será muito mais punido, porque as penas são sempre proporcionais à consciência que se tenha das faltas cometidas.
O suicídio voluntário é um erro mesmo quando uma pessoa vê à sua frente uma morte inevitável e terrível. Não se deve abreviar a vida voluntariamente, ainda que se acredite que ela irá durar apenas por mais alguns instantes. É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus estabeleceu para sua existência. Isto porque ninguém pode ter a certeza de que, apesar das aparências, este fim tenha realmente chegado, e que um socorro inesperado não possa vir até o último momento. Em suma, abreviar a vida, mesmo que por um instante, será sempre uma insubmissão e falta de resignação diante da vontade de Deus. A conseqüência de tal ato será sempre uma pena proporcional à gravidade da falta e de acordo com as circunstâncias em que ela foi cometida.
A propósito, sabemos que em alguns países mulheres viúvas costumavam deixar-se queimar sobre os corpos de seus maridos. Elas não podem ser consideradas suicidas, porque obedeciam a um preconceito (ou melhor, tradição), e amiúde o faziam mais porque eram forçadas do que pela livre vontade. Mas, mesmo quando agiam espontaneamente, como julgavam cumprir um dever, seu ato não se caracteriza como suicídio. Por ele não devem ter sofrido as conseqüências como suicidas, pois são desculpáveis pela falta de formação moral e pela ignorância em que se encontravam. Esses usos bárbaros e estúpidos desapareceram com o advento da civilização.
Cometem também enorme erro aquelas pessoas que, não se conformando com a perda de entes queridos, se suicidam na esperança de ir juntar-se a eles na vida futura. O resultado é bastante diverso daquilo que esperavam, pois, ao invés de se unirem àqueles a quem amam, acabam por se afastar ainda mais deles. Assim sucede porque Deus não pode recompensar um ato de covardia e nem o insulto que lhe é lançado por não confiarem em sua providência. Essas pessoas pagarão esse instante de loucura com aflições maiores do que as que pensaram abreviar se matando, e não terão, para compensá-las, a satisfação que esperavam de reverem seus entes queridos.
Finalizando, a observação mostra que as conseqüências do suicídio realmente não são sempre as mesmas. Porém, algumas dessas conseqüências são comuns a todos os casos de morte violenta, isto é, aquela em que acontece a interrupção brusca da vida.
De início observa-se a persistência mais prolongada e firme do laço que une o espírito ao corpo. Isto acontece porque este laço está, quase sempre, na plenitude de sua força no momento em que se parte, ao passo que, quando se trata de morte natural, ele se enfraquece gradualmente e, às vezes, chega até a se desfazer antes de a vida se extinguir totalmente no corpo. As conseqüências advindas desse estado de coisas são o prolongamento da perturbação do espírito, seguida da ilusão que o faz acreditar, por um tempo mais ou menos longo, que ele ainda faz parte do mundo dos vivos.
A afinidade que permanece entre o espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo sobre o espírito, o qual, contra sua vontade, passa a sentir os efeitos da decomposição, proporcionando-lhe uma sensação plena de angústia e horror. Este estado pode persistir pelo tempo que ainda devia durar a vida que foi interrompida.
Este último efeito não é geral, mas em caso algum o suicida fica livre das conseqüências de sua falta de coragem e, cedo ou tarde, terá que pagar pelo seu erro, de um modo ou outro. Assim é que certos espíritos, informando terem sido muitos infelizes na Terra, esclareceram ser sua desgraça decorrente de um suicídio praticado numa existência anterior e, numa tentativa de suportá-las com maior resignação, haviam se submetido voluntariamente a novas provas.
Em alguns casos de suicídio, nota-se a persistência de uma espécie de apego à matéria, da qual o espírito inutilmente tenta se livrar, a fim de se dirigir a mundos melhores, mas que se tornam inacessíveis a ele. A maior parte dos suicidas sente o remorso por terem praticado um ato inútil, do qual só provam decepções.
A religião, a moral, todas a filosofias condenam o suicídio como contrário à lei natural. Todas nos dizem, em princípio, que não temos o direito de abreviar voluntariamente nossas vidas. Mas por que não nos é dado este direito? Por que não somos livres para pormos um fim em nossos sofrimentos? O Espiritismo pode nos dar a resposta, pois demonstra pelo testemunho dos que sucumbiram pelo suicídio que este ato não se constitui apenas em infração a uma lei moral, consideração que pouco importa a certos indivíduos, mas sim num ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, muito pelo contrário. Assim sendo, não é através da teoria que isto nos é ensinado, mas sim pelos próprios fatos que os espíritos de suicidas expõem sob nossas vistas.
Concluindo, o suicídio traz para o espírito as mais diversas conseqüências, e para ele não há penas previamente determinadas. Observa-se, contudo, que há uma conseqüência inevitável para todos os casos de suicídio: o desapontamento. No mais, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias, isto é, em todos os casos, as penas correspondem sempre às causas que o motivaram. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros em nova existência, que certamente será pior do que aquela cujo curso interromperam.
Publicado no Boletim GEAE Número 408 de 9 de janeiro de 2001
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Desgosto pela vida provoca suicídio.
Cheyla Toledo Bernardo
As causas mais comuns do suicídio, em todos os tempos, são o desgosto pela vida, as depressões, os insucessos amorosos ou financeiros. Algumas pessoas são levadas a esse ato por desespero, outras chegam a premeditar o fim da própria vida. Todos têm como objetivo fugir das dificuldades deste mundo, passando para um mundo melhor ou simplesmente para o nada.
As religiões sempre se pronunciaram contra esse ato, baseadas no fato de que somente Deus tem o direito de tirar qualquer vida, pois é Ele quem a dá.
A Doutrina Espírita, além de concordar com a opinião acima, prova que o nada não existe, que o indivíduo sobrevive ao túmulo, mostrando-se um poderoso antídoto contra o suicídio. A vida além da morte caracteriza-se pela continuação do homem com todas as suas características: moral, inteligência, angústias, problemas, dores, felicidade. A única coisa que o ser deixa na Terra é o corpo e seus bens materiais. Desta forma, ao tentar fugir de um sofrimento através do suicídio, o espírito percebe que, além de nada ter adiantado, ainda perdeu a oportunidade que tinha de conquistar coisas boas enquanto estava no plano terreno.
Em O Livro dos Espíritos, questões 943 a 957, Kardec formula uma série de perguntas sobre o suicídio aos Espíritos da falange da Verdade. Eles esclarecem que aqueles que chegam ao suicídio são levados pela ociosidade, ignorância e pela falta de fé. Em contrapartida, o trabalho e a religiosidade seriam o remédio para aliviar aqueles que sofrem e pensam em libertar-se deste modo.
O suicídio, sendo uma transgressão da Lei Divina (não matarás), traz sempre uma conseqüência dolorosa para quem o comete, que varia segundo as causas e as intenções que o moveram. Entretanto, Kardec cita algumas conseqüências gerais que o espírito enfrenta ao chegar no além pelas vias do suicídio:
957. Quais são, em geral, as conseqüências do suicido sobre o estado do espírito?
"- As conseqüências do suicídio são as mais diversas. Não há penalidades fixadas e em todos os casos elas são sempre relativas às causas que o produziram. Mas uma conseqüência a que o suicida não pode escapar é o desapontamento. De resto, a sorte não é a mesma para todos, dependendo das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros numa prova numa nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam. ...Há, porém, as que são comuns a todos os casos de morte violenta, as que decorrem da interrupção brusca da vida. É primeiro a persistência mais prolongada e mais tenaz do laço que liga o Espírito e o corpo... As conseqüências desse estado de coisas são o prolongamento da perturbação espírita, seguido da ilusão que, durante um tempo mais ou menos longo, faz o Espírito acreditar que ainda se encontra no número dos vivos. A afinidade que persiste entre o Espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo sobre o Espírito, que assim ressente, malgrado seu, os efeitos da decomposição, experimentando uma sensação cheia de angústias e horror... Esse efeito não é geral; mas em alguns casos o suicida não se livra das conseqüências da sua falta de coragem e cedo ou tarde expia essa falta.

domingo, 7 de junho de 2009

A ÚNICA DÁDIVA

Irmão X

Consta-se que Simão Pedro estava cansado, depois de vinte dias junto do povo.
Banhara ferimentos, alimentara mulheres e crianças esquálidas, e, em vez de receber a aprovação do povo, recolhia insultos velados, aqui e ali...
Após três semanas consecutivas de luta, fatigara-se e preferira isolar-se entre alcaparreiras amigas.
Por isso mesmo, no crepúsculo anilado, estava, ele só, diante das águas, a refletir...
Aproxima-se alguém, contudo...
Por mais busque esconder-se, sente-se procurado.
E o próprio Cristo.
- Que fazeis, Pedro? – diz-lhe o Senhor.
- Penso, Mestre.
E o diálogo prolongou-se.
- Estás triste?
- Muito triste.
- Por que?
- Chamam-me ladrão.
- Mas se a consciência te não acusa, que tem isso?
- Sinto-me desditoso: Em nome do amor que me ensinas, alivio os enfermos e ajudo aos necessitados. Entretanto, injuriam-me. Dizem por aí que furto, que exploro a confiança do povo... Ainda ontem, distribuía os velhos mantos que nos foram cedidos pela casa de Carpo, entre os doentes chegados de Jope. Alegou alguém, inconsideradamente, que surripiei a maior parte. Estou exausto, Mestre. Vinte dias de multidão pesam muito mais que vinte anos de serviço na barca.
- Pedro, que deste aos necessitados nestes últimos vintes dias?
- Moedas, túnicas, mantos, ungüentos, trigo, peixe...
- De onde chegaram as moedas?
- Das mãos de Joana, a mulher de Cusa.
- As "túnicas"?
- Da casa de Zobalan, o curtidor.
- Os mantos?
- Da residência de Carpo, o romano que decidiu amparar-nos.
- Os ungüentos.
- Do lar de Zebebeu, que os fabrica.
- O trigo.
- Da seara de Zaqueu, que se lembra de nós.
- E os peixes?
- Da nossa pesca.
- Então, Pedro?
- Que devo entender, Senhor?
-Que apenas entregamos aquilo que nos foi ofertado para distribuirmos, em favor dos que necessitam. A Divina Bondade conjuga as circunstâncias e confia-nos de um modo ou de outro os elementos que devamos movimentar nas obras do bem... Disseste servir em nome do amor...
- Sim, Mestre...
- Recorda, então, que o amor não relaciona calúnias, nem conta sarcasmos.
O discípulo, entremostrando súbita renovação mental, não respondeu.
Jesus abraçou-o e disse:
- Pedro, todos os bens da vida podem ser transmitidos de sítio a sítio e de mão em mão... Ninguém pode dar, em essência, esse ou aquele patrimônio do mundo, senão o próprio Criador, que nos empresta os recursos por Ele gerados na Criação... E, se algo podemos damos dar de nós, o amor é a única dádiva que podemos fazer, sofrendo e renunciando por amor...
O apóstolo compreendeu e beijou as mãos que o tocavam de leve.
Em seguida, puseram-se ambos a falar alegremente sobre as tarefas esperadas para o dia seguinte.

Psicografia: Francisco Cândido Xavier.Aliança Espírita - Maio de 2000.

sábado, 6 de junho de 2009

SER ESPÍRITA

Toda convicção religiosa é importante, todavia, se buscamos a Doutrina Espírita, não podemos negar-lhe fidelidade.(1) Por inúmeras razões precisamos preservar a incolumidade doutrinária. Até porque, ante as funções educativas das crenças religiosas, em geral, explica Emmanuel: só a Doutrina Espírita permite-nos o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face.(2) Se as religiões "preparam" as almas para punições e recompensas no além-túmulo, só o conceitos kardecianos elucidam que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina.
A Doutrina codificada por Allan Kardec nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho. Por representar em si mesmo a liberdade e o entendimento. Há quem interprete seja a Terceira Revelação obrigada a miscigenar-se com todas as peripécias aventureiras e com todos os exotismos religiosos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula. Mas temos que acautelar-nos sobre esse lisonjeiro ecletismo, buscando dignificar a Doutrina que nos consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade (3) para que não colaboremos, sub-repticiamente, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.
O legado da tolerância não se pode transfigurar na omissão da obrigatória advertência verbal ante às enxertias conceituais e práticas anômalas que alguns confrades intentam impor nas hostes do movimento doutrinário.
Inobstante repelir as atitudes extremas não devemos abrir mão da vigilância exigida pela pureza dos postulados espíritas e não hesitemos, quando a situação se impõe, no alerta sobre a fidelidade que devemos a Kardec e a Jesus.
É importante não esquecermos que nas pequeninas concessões vamos descaracterizando o projeto da Terceira Revelação. É óbvio que a luta pela pureza e simplicidade doutrinária sem vivê-la é consolidar focos de perturbação, impondo normas para os outros, despreocupados da própria vigília.
Destarte, para evitarmos determinadas práticas perfeitamente dispensáveis em nome do Espiritismo, entendamos que prática de fidelidade aos preceitos kardecianos é processo de aprendizagem com responsabilidade nas bases da dignidade cristã, sem quaisquer laivos de fanatismo, tendente a impossibilitar discussão sadia em torno de questões controversas , porém não olvidemos que Espírita deve ser o nosso caráter, ainda mesmo nos sintamos em reajuste, depois da queda. Espírita deve ser a nossa conduta, ainda mesmo que estejamos em duras experiências. Espírita deve ser o nome do nosso nome, ainda mesmo respiremos em aflitivos combates conosco mesmo. Espírita deve ser o claro adjetivo de nossa instituição, ainda mesmo que, por isso, nos faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.(4)
E, ainda, Emmanuel admoesta: Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos. Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas. (5)
FONTES:
1- Xavier, Francisco Cândido. Religião dos Espíritos, ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ:Ed. FEB, 2003
2- Idem
3- Idem
4- Idem Ibidem
5- Idem

sexta-feira, 5 de junho de 2009

PERANTE A PÁTRIA



Ser útil e reconhecido à Nação que o afaga por filho, cumprindo rigorosamente os deveres que lhe tocam na vida de cidadão.
Somos devedores insolventes do berço que nos acolhe.
No desdobramento das tarefas doutrinárias, e salvaguardando os patrimônios morais da Doutrina, somente recorrer aos tribunais humanos em casos prementes e especialíssimos.
Prestigiando embora a justiça do mundo, não podemos esquecer a incorruptibilidade da Justiça Divina.
Situar sempre os privilégios individuais aquém das reivindicações coletivas, em todos os setores.
Ergue-se a felicidade imperecível de todos, do pedestal da renúncia de cada um.
Cooperar com os poderes constituídos e as organizações oficiais, empenhando-se desinteressadamente na melhoria das condições da máquina governamental, no âmbito dos próprios recursos.
Um ato simples de ajuda pessoal fala mais alto que toda crítica.
Quando chamado a depor nos tribunais terrestres de julgamento, pautar-se em harmonia com os princípios evangélicos, compreendendo, porém, que os irmãos incursos em teor elevado de delinqüência necessitam, muitas vezes, de justa segregação para tratamento moral, quanto os enfermos graves requisitam hospitalização para o devido tratamento.
Diante das Leis Divinas, somos juizes de nós mesmos.
Nunca adiar o cumprimento de obrigações para com o Estado, referendando os elevados princípios que ele esposa, buscando a quitação com o serviço militar, mesmo quando chamado a integrar as forças ativas da guerra.
Os percalços da vida surgem para cada Espírito segundo as exigências dos próprios débitos.
Expressar o patriotismo, acima de tudo, em serviço desinteressado e constante ao povo e ao solo em que nasceu.
A Pátria é o ar e o pão, o templo e a escola, o lar e o seio de Mãe.
Substancializar a contribuição pessoal ao Estado, através da execução rigorosa das obrigações que lhe cabem na esfera comum.
O genuíno amor à Pátria, longe de ser demagogia, é serviço proveitoso e
incessante.

“Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”
— Jesus. (LUCAS, 20:25.)

Ditado Pelo Espírito - André Luiz - Psicografia Waldo Vieira

quarta-feira, 3 de junho de 2009

TRAGÉDIAS COLETIVAS = VÔO 447 DA AIR FRANCE

Muitos desses acertos de contas são demonstrados pelos Espíritos, em diversas obras da literatura espírita. André Luiz narra um desastre aéreo, em que o piloto, confuso pelo denso nevoeiro, não pôde evitar o choque da grande aeronave, espatifando-se contra a montanha. Neste caso, um instrutor espiritual comenta que “as vítimas certamente cometeram faltas em outras épocas, atirando irmãos indefesos da parte superior de torres altíssimas para que seus corpos se espatifassem no chão; suicidas que lançaram-se de altos picos ou edifícios, que por enquanto só encontraram recursos em tão angustiante episódio para transformarem a própria situação”. (1)
Quanto aos parentes mais próximos das vítimas, como inseri-los no contexto dos fatos?
Pela lógica da vida, eles (os parentes, sobretudo os pais), muitas vezes, foram cúmplices de delitos lamentáveis no passado, e, por isso, necessitam passar por essas penas, entronizando-se, aqui, a idéia de que o acaso não existe na concepção espírita.
Como entender a magnanimidade da Bondade de Deus e o ensinamento do Cristo, ante as mortes coletivas, ocorridas em l961, naquele patético incêndio do “Gran Circus Norte-Americano”, em Niterói?
Como compreender os óbitos registrados no terremoto que atingiu a cidade histórica de Bam, no Irã, no final de 2003?
Como explicar o acidente com o Boeing da Flash Airlines, que ocorreu no Egito, provocando a morte de 148 pessoas que estavam a bordo daquela aeronave, em 3 de janeiro de 2004?
Qual o significado dos que foram tragados pelas águas do Tsunami, tragédia, cujas dimensões deixaram o mundo inteiro consternado?
O que pensar, ainda, sobre o naufrágio do Titanic, transatlântico que transportava cerca de 2.200 pessoas?
O que dizer das quase 3.000 vítimas decorrentes do ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, a 11 de setembro de 2001?
Como explicar também, a morte de 228 pessoas do vôo Rio-Paris da AIR FRANCE
Como interpretar esses destinos?
Para as tragédias coletivas, somente o Espiritismo tem as respostas lógicas, profundas e claras, que explicam, esclarecem e, por via de conseqüência, consolam os corações humanos, perante os ressaibos amargosos dessas situações. O fato é que nós criamos a culpa, e nós mesmos formatamos os processos para extinguir os efeitos. Ante as situações trágicas da Terra, o ser humano adquire mais experiência e mais energias iluminativas no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar cada instante de sua vida. Com as verdades reveladas pelo Espiritismo, compreende-se, hoje, a justiça das provações, entendendo-as como sendo uma amortização de débitos de vidas pregressas. Autores espirituais explicam, a respeito desse assunto, que indivíduos envolvidos em crimes violentos, no passado e, também, no presente, a lei os traz de volta, por terem descuidado da ética evangélica. Retornam e se agrupam em determinado tempo e local, sofrendo mortes acidentais de várias naturezas, inclusive nas calamidades naturais. Assim, antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até, porque, dependem de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação , uma vez que a lei cármica admite flexibilidade, quando o amor rege a vida e “o amor cobre uma multidão de pecados.” (2)
Nossos registros históricos pelas vias reencarnatórias, muitas vezes acusam o nosso envolvimento em tristes episódios, nos quais causamos dor e sofrimento ao nosso próximo. Muitas vezes, em nome do Cristo, ateamos fogo às pessoas, nos campos, nas embarcações e nas cidades, num processo cego de perseguição aos “infiéis”. Com o tempo, ante os açoites da consciência, deparando-nos com o remorso, rogamos o retorno à Terra pelo renascimento físico, com prévia programação, para a desencarnação coletiva, em dolorosas experiências de incêndios, afogamentos e outras tantas situações traumáticas para aliviar o tormento que nos comprime a mente.
Ao reencarnarmos, atraídos por uma força magnética (sintonia vibratória), conseqüente dos crimes praticados coletivamente, reunimo-nos circunstancialmente e, por meio de situações drásticas, colhemos o mesmo mal que perpetramos contra nossas vítimas indefesas de antanho. Portanto, as faltas coletivamente cometidas pelas pessoas (que retornam à vida física) são expiadas solidariamente, em razão dos vínculos espirituais entre elas existentes. Destarte, explica Emmanuel:
“na provação coletiva verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro. O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona então espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas na dívida do pretérito para os resgates em comum, razão por que, muitas vezes, intitulais – doloroso acaso - às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais.” (3)
Embora muitos acidentes nos comovam profundamente, seriam as tragédias suficientes para o resgate de crimes cruéis praticados no pretérito remoto?
Estamos convencidos de que não, muito embora as situações - como essa vivenciada no dia 17 de julho de 2007 – nos levam a questionar, como, por exemplo:
Por que esses acontecimentos funestos que despertam tanta compaixão?
Seria uma Fatalidade?
Coisa do destino?
Que conceitos estão nos desenhos semânticos dessas palavras?
Para o espírita “fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte” (4), pois, como disseram os Espíritos a Kardec : “quando é chegado o momento de retorno para o Plano Espiritual, nada “te livrará” e frequentemente o Espírito também sabe o gênero de morte por que partirá da terra”, “pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência”. (5)
Mais, ainda: “Graças à Lei de Ação e Reação e ao Livre-Arbítrio, o homem pode evitar acontecimentos que deveriam realizar-se, como também permitir outros que não estavam previstos”. (6)
A fatalidade só existe como algo temporário, frente à nossa condição de imortais, com a finalidade de “retomada de rumo”.
Fatalidade e destino inflexível não se coadunam com os preceitos kardecianos. Quem crê ser “vítima da fatalidade”, culpa somente o mundo exterior pelos seus erros e se recusa a admitir a conexão que existe entre eles. O homem comum, nos seus interesses mesquinhos, não considera a dor senão como resgate e pagamento, desconhecendo o gozo de padecer por cooperar, sinceramente, na edificação do Reino do Cristo. Aquele que se compraz na caminhada pelos atalhos do mal, a própria Lei se incumbirá de trazê-lo de retorno às vias do bem. O passado, muitas vezes, determina o presente que, por sua vez, determina o futuro. "Quem com ferro fere, com ferro será ferido" (7), disse o Mestre. Porém , cabe uma ressalva, nem todo sofrimento é expiação.
No item 9, cap. V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta: trata-se, freqüentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento".(8).
São claras as palavras do Codificador. Não estão corretos aqueles que generalizam e afirmam que todo sofrimento é resultado de erros praticados no passado. O desenvolvimento das potencialidades, a subida evolutiva, requer trabalho, esforço, superar desafios. Neste caso é a provação, e não, a expiação, ou seja, são as tarefas a que o Espírito se submete, a seu próprio pedido, com vistas ao seu progresso, à conquista de um futuro melhor.
Dentro do princípio de Causa e Efeito, quem, em conjunto com outras pessoas, agrediu o próximo não teria que ressarcir o débito em conjunto?
É esse o chamado "carma coletivo". (9) Toda ação que praticamos, boa ou má, recebemos de volta. Nosso passado determina nosso presente não existindo, pois, favoritismos, predestinações ou arbítrios divinos. A doutrina espírita não prega o fatalismo e nem o conformismo cego diante das tragédias da vida, mesmo das chamadas tragédias coletivas. O que o Espiritismo ensina é que a lei é uma só: para cada ação que praticamos, colheremos a reação.
O importante para os que ficam por aqui , na Terra, para que tenham o avanço espiritual devido, é não falir pela lamentação, pela revolta pois “as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”.(10)
Diante do exposto, afirmamos que a função da dor é ampliar horizontes, para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio. Por isto, diante dos compromissos cármicos, em expiações coletivas ou individuais, lembremo-nos sempre de que a finalidade da Lei de Deus é a perfeição do Espírito, e que estamos, a cada dia, caminhando nesta destinação, onde o nosso esforço pessoal e a busca da paz estarão agindo a nosso favor, minimizando ao máximo o peso dos débitos do ontem.
FONTES:
(1) Xavier, Francisco Cândido. Ação e Reação, Cap. XVIII, RJ: Ed FEB, 2005
(2) Cf. Primeira Epístola de Pedro Cap. 4:8
(3) Xavier, Francisco Cândido. O Consolado, RJ: Ed FEB, 2002, Perg 250
(4) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, pergs. 851 a 867
(5) Idem
(6) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, perg(7) Cf. JOÃO. 18:11
(8) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, item 9, cap. V
(9) A palavra karma é oriunda da raiz sânscrita "kri", cujo significado é ação. Karma é portanto, Lei de Causa e Efeito, ou ainda, de acordo com a terceira lei de Newton, conhecida como o “princípio da ação-e-reação”, que diz: "a toda ação corresponde uma reação, com mesma intensidade, mesma direção, mas de sentido contrário". E o Cristo, ao recolocar a orelha do centurião romano, decepada pela espada de Pedro, sentenciou: "Pedro, embainha tua espada, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido". Podemos notar, aí, dois enunciados da mesma Lei de Ação e Reação: um, de maneira científica e, outro, de modo místico. O vulgo diz : "Quem semeia vento, colhe tempestade".
(10)Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 1989, Cap.14,

segunda-feira, 1 de junho de 2009

FOTOS DE 1920 DA CANONIZAÇÃO DE JEHANNE D'ARC EM ROMA




CANONIZAÇÃO DE JEHANNE D'ARC


JORNAL DE CANONIZAÇÃO

pronunciamento de Canonização de SANTA JOANA D’ARC
Em 1904, quase 450 anos depois que ela foi reabilitada, Joan foi declarado Venerável pela Igreja.
Em 1909, ela foi mais elevada para a designação Bendita e, finalmente, ela foi elevada à categoria mais elevada da Igreja, quando ela foi canonizada em 1920.
A seguinte declaração foi feita pela Igreja naquele momento. É traduzida do comentário oficial Vaticano, Acta Apostolicae Sedis, para esse ano, por Samuel E.


NO SOLENE CANONIZAÇÃO do Beata Joana of Arc, realizada na Basílica do Vaticano, sobre o décimo sexto dia do mês de Maio de 1920, no domingo dentro da oitava da Ascensão do Senhor. Para o triplo petição, "sinceramente, mais fervorosamente, mais fervorosamente", feito através do advogado Consistorial, Dom. Virginius Iacoucci, pelo mais ilustre cavalheiro Antonius Vico, Prefeito da Sagrada Congregação romana, Procurador da Canonização, a seguinte resposta foi dada pela maioria Dom reverendo. Aurelius Galli, Secretário de Estado, em nome de Sua Santidade: I. É com a maior boa vontade que a Santíssimo Pai(1).
A maioria destes solene abre processo, e com um coração muito agradecido a Deus, através de cuja bondade que ele não apenas testemunhas da alegria do dia, mas ele próprio é o primeiro colocado na celebração desse . Por isso está na ordem do dia que ele tem, por que Jesus Cristo foi nomeado professor da verdade e paladino da justiça beatificar inalterável decreto com a santidade do corajoso solteira na recordação dos homens e os mais inocentes, e por ela para decretar a Maior honras, sempre apagar da memória a mancha da sua condenação injusta. Aqui podemos admirar o desenho da Divina Providência. Por uma vez que era antes um tribunal ilegal que Joana foi tentada, foi mais do que uma vez que ela foi ouvida manifestam um apelo ao Romano Pontífice, o que muito recurso, embora não suficiente para a sua estadia cruel castigo, foi no entanto destinados aos exercer um poder e evocar um efeito ultrapassou todas as expectativas. Não foi, portanto, muitos anos mais tarde Callixtus que validou o nome da empregada doméstica de Orleans de todas as acusações, e agora, quase cinco séculos depois, é com a autoridade e aprovação de Deus que nosso mais Bendito Senhor, aqui nesta reunião mais solene das nações do mundo, proclama-a muita donzela um exemplar de santidade e louva-a para todo o mundo cristão, um objeto de veneração, de imitação. E neste grande ajuntamento de pessoas locais e visitantes do exterior, ele é especialmente encantado com a presença visível da França, cujo mais ilustre cidadão, aquele que representa o seu público, ele presente aqui, juntamente com muitos de seus bispos, nem ele tem o menor dúvida, mas que esta nobre da nação viva a devoção a Joana d'Arc, a venerável salvadora do seu país, será de grande benefício espiritual para ela. Entretanto, em vista da gravidade da mesma ocasião, ele deseja que todos aqui presentes para ele rezar a Deus, invocando as intercessões de Maria, da Imaculada Mãe de Deus, a sua mais Bendito Esposa José, Pedro e Paulo, os Chefes dos Apóstolos , e o resto de toda a companhia do céu.
II. Antes ele proclama solenemente o edital, o mais Santíssimo Padre, que entendam que estamos aptos prima com mais insistência nossa humilde petição de iluminação divina, os pedidos de nós uma vez mais fervorosa invocação do autor da sabedoria, o Espírito Santo.
III. Eis que esse momento de tempo, tão aguardada por bons homens, chegou agora, quando a santidade de Joana d'Arc, super eminente em todos os aspectos, seja ratificada pela autoridade de Pedro. Maior católico de todo o mundo ouvir, e tal como tem vindo a admirar a sua corajosa ações em defesa do seu país, pode-lo agora e daqui em diante veneram-na como uma luz brilhando mais brilhante da Igreja Triunfante.

(1)Papa Bento XV