quarta-feira, 30 de setembro de 2009

LIVRO: EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS - VAMPIRISMO ESPIRITUAL


PARASITISMO NOS REINOS INFERIORES : Comentando as ocorrências da obsessão e do vampirismo no veículo fisiopsicossomático é importante lembrar os fenômenos do parasitismo nos reinos inferiores da Natureza.
Sem nos reportamos às simbioses fisiológicas, em que microorganismos se alhergam no trato intestinal dos seus hospedadores, apropriando-se-lhes dos sucos nutritivos, mas gerando substâncias úteis à existência dos anfitriões, encontraremos a associação parasitária, ao domínio dos animais, à maneira de uma sociedade, na qual uma das partes, quase sempre após insinuar-se com astúcia, criou para si mesma vantagens especiais, com manifesto prejuízo para a outra, que passa, em seguida, à condição de vítima.
Em semelhante desequilíbrio, as vítimas se acomodam, por tempo indeterminado, à pressão externa dos verdugos; contudo, em outras eventualidades, sofrem-lhes a intromissão direta na intimidade dos próprios tecidos, em ocupação impertinente que, às vezes, se degenera em conflito destruidor e, na maioria dos casos, se transforma num acordo de tolerância, por necessidade de adaptação, perdurando até à morte dos hospedeiros espoliados, chegando mesmo a originar os remanescentes das agregações imensamente demoradas no tempo, interferindo nos princípios da hereditariedade, como raízes do conquistador, a se entranharem nas células que lhes padecem a invasão nos componentes protoplasmáticos, para além da geração em que o consórcio parasitário começa.
Em razão disso, apreciando a situação dos parasitas, perante os hospedadores, temo-los por ectoparasitas, quando limitam a própria ação às zonas de superfície, e endoparasitas quando se alojam nas reentrâncias do corpo a que se impõem.
Não será licito esquecer, porem, que toda simbiose exploradora de longo curso, principalmente a que se verifica no campo interno, resulta de adaptação progressiva entre o hospedador e o parasita, os quais, não obstante reagindo um sobre o outro, lentamente concordam na sociedade em que persistem, sem que o hospedador considere os riscos e perdas a que se expõe, comprometendo não apenas a própria vida, mas a existência da própria espécie.

TRANSFORMACÕES DOS PARASITAS : Temos, assim, na larga escala dos acontecimentos dessa ordem; os parasitas temporários, quais as sanguessugas e quase todos os insetos hematófagos, que apenas transitoriamente visitam os hospedadores; os ocasionais ou os pseudoparasitas, que sistematicamente não são parasitas, mas que vampirizam outros animais, quando as situações do ambiente a isso os conduzam, os permanentes de desenvolvimento direto, que dispõem de um hospedador exclusivo e a cuja existência se encontram ajustados por laços indissolúveis, quase todos relacionáveis entre os endoparasitas; os parasitas chamados heteroxênicos, que se fazem adultos, em ciclo biológico determinado, contando com um ou mais hospedeiros intermediários, quando se encontram em período larval, para atingirem a forma completa no hospedeiro definitivo; os hiperparasitas, que são parasitas de outros parasitas.
Concluído-se que o parasitismo, entre os animais, não decorre de uma condição natural, mas sim de uma autêntica adaptação deles a modo particular de comportamento, é justo admitir se inclinem para novos característicos na espécie.
Assim é que, o parasita, no regime de adaptação a que se entrega, experimenta mutações de vulto a se lhe exprimirem na forma, por reduções ou acentuações orgânicas, compreendendo-se, desse modo, que o desaparecimento de certos órgãos de locomoção em parasitas fixados, e a conseqüente formação de órgãos necessários à estabilidade em que se harmonizam devem ser analisados como fenômeno inerentes à simbiose injuriante, notando-se nesses seres a facilidade da fecundação e a resistência vital, com a extrema capacidade de encistamento, pela qual segregam recursos protetores e se isolam dos fatores adversos do meio, com o frio e o calor, tolerando vários períodos de abstenção de qualquer alimento, a exemplo do que ocorre com o percevejo do leito, que consegue viver, mais de seis meses consecutivos, em completo jejum.
Continuando a examinar as alterações nos parasitas em atividade, assinalamos muitos platelmintos e anelídeos que, em virtude do parasitismo, perderam ao apêndices locomotores, substituindo-os por ventosas ou ganchos.
Identificamos a degeneração do aparelho digestivo em vários endoparasitas do campo intestinal e, por vezes, a total extinção desse aparelho, como acontece a muitos cestóides e ancantocéfalos que, vivendo, de maneira invariável, na corrente abundante de sucos nutritivos já elaborados no intestino de seus hospedadores, convertem os órgãos bucais em órgãos de fixação, prescindindo de sistema intestinal próprio, de vez que passam a realizar a nutrição respectiva por osmose, utilizando toda a superfície do corpo.
De outras vezes, quando o parasita costuma ingerir grande massa de sangue, demonstra desenvolvimento anormal do intestino médio, que se transforma em bolsa volumosa a funcionar por depósito de reserva, onde à assimilação se opera, vagarosa, para que esses animais, como sejam as sanguessugas e os mosquitos, se sobreponham a longos jejuns eventuais.
André Luiz

Um comentário:

  1. Tenho muita curiosidades em conhecer um vampiro lindo e viriu,como faco????sou linda!!!

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