sábado, 31 de outubro de 2009

MUDANDO DE RUMO

Vivemos em meio a muitas dificuldades. Há muitas pessoas enfermas dos nervos, do estômago, do fígado e de inúmeras outras patologias.
Aflições, dores e amarguras nos cercam por todos os lados. Dores físicas e morais nos assolam constantemente. Todos, neste mundo de provas e expiações, sofrem.
O sofrimento é conseqüência da atitude mental e aflitiva que adotamos frente aos problemas que nos afligem. O mal e o bem estão em nossos pensamentos. Se soubéssemos que a maioria de nossas doenças advém desses estados mentais mórbidos e pessimistas, tentaríamos uma mudança de atitudes. Se ao invés de culparmos nossos pais, parentes ou amigos por nossos problemas e nos conscientizássemos de que somos os grandes culpados por tudo que nos acontece, certamente estaríamos melhores. O certo é que ninguém nos poderá fazer infelizes, sem nosso consentimento. Temos em mãos o comando da nossa vida de nossos atos e atitudes. Se quisermos podemos mudar o destino mudando nossa vida e nossa maneira de pensar.
Se os outros podem, nós podemos também. Quantas pessoas tristes deprimidas e infelizes conseguiram superar suas atribulações através do querer, da mudança de rumos e de atitudes?
O grande Platão dizia que: “Os grandes nos parecem muito grandes porque nós os observamos de joelhos”.
Quando uma criatura humana está imbuída de um forte desejo de mudança, tudo lhe será possível e viável.
Mudança de atitudes é opção pessoal e independe das pessoas que nos cercam. A felicidade está sempre ao nosso alcance, bastando apenas nosso esforço e determinação para consegui-la. Felicidade é luta, conquista e muito esforço próprio.
Aquele que tem fé deposita sua confiança em Deus mais do que em si mesmo, pois sabe que é um simples instrumento da vontade de Deus e nada pode sem ele.
Por isso, o apóstolo Paulo gostava de dizer: “Tudo podemos naquele que nos conforta” (Fp 4:13). Nada é pois impossível ao homem que crê.
O desejo ardente, a confiança e a fé são forças infalíveis. Na maioria das vezes foram nós mesmos quando no mundo espiritual que escolhemos nossas provações atuais. Na condição de encarnados infelizmente só podemos ver uma face da moeda. A fé é o remédio certo para o sofrimento. Quem duvida é logo possuído pela aflição. A fé se diz da confiança que se tem no cumprimento de um compromisso assumido, da certeza de se atingir um fim, uma meta. Fé é certeza intuitiva da existência de Deus.
Entendamos de uma vez por todas que as circunstâncias que nos cercam, mesmo as mais ásperas, são a vontade do Criador em nosso favor.
Nenhum pai dá um escorpião a um filho que pede pão.
Não cai uma folha de uma árvore sem a vontade de nosso Pai Celestial.
Somos filhos de Deus e, portanto filhos do amor. Precisamos mudar destruindo a ignorância que existe em nós e se queremos melhorar nosso Pai nos apoiará.
“Tudo é possível ao homem que crê” (Mc 9:25)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ORAÇÃO DIA DOS MORTOS


Senhor Jesus!

Enquanto nossos irmãos na Terra se consagram hoje à lembrança dos mortos-vivos que se desenfaixaram da carne, oramos também pelos vivos-mortos que ainda se ajustam à teia física...
Pelos que jazem sepultados em palácios silenciosos, fugindo ao trabalho, como quem se cadaveriza, pouco a pouco, para o sepulcro;
pelos que se enrijeceram gradativamente na autoridade convencional, adornando a própria inutilidade com títulos preciosos, à feição de belos epitáfios inúteis;
pelos que anestesiaram a consciência no vício, transformando as alegrias desvairadas do mundo em portões escancarados para a longa descida às trevas;
pelos que enterraram a própria mente nos cofres da sovinice, enclausurando a existência numa cova de ouro;
pelos que paralisaram a circulação do próprio sangue, nos excessos da mesa;
pelos que se mumificaram no féretro da preguiça, receando as cruzes redentoras e as calúnias honrosas;
pelos que se imobilizaram no paraíso doméstico, enquistando-se no egoísmo entorpecente, como desmemoriados, descansando no espaço estreito do esquife...
E rogamos-te ainda, Senhor, pelos mortos das penitenciárias que ouviram as sugestões do crime e clamam agora na dor do arrependimento;
pelos mortos dos hospitais e dos manicômios, que gemem, relegados à solidão, na noite da enfermidade;
pelos mortos de desânimo, que se renderam, na luta, às punhaladas da ingratidão;
pelos mortos de desespero, que caíram em suicídio moral, por desertores da renúncia e da paciência;
pelos mortos de saudade, que lamentam a falta dos seres pelos quais dariam a própria vida;
e por esses outros mortos, desconhecidos e pequeninos, que são as crianças entregues à via pública, exterminadas na vala do esquecimento...
Por todos esses nossos irmãos, não ignoramos que choras também como choraste sobre Lázaro morto...
E trazendo igualmente hoje a cada um deles a flor da esperança e o lume da oração, sabemos que o teu amor infinito clarear-nos-á o vale da morte, ensinando-nos o caminho da eterna ressurreição.

Emmanuel

Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Religião dos Espíritos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O LEGADO MISTICO DE JOANNA D'ARC


"Papel de Marcia Quinn Noren," O Legado Místico de Jeanne d'Arc "suavemente guias não-católicos em uma compreensão mais profunda da espiritualidade de Joan. Sua intenção é chegar a eles, exatamente onde eles estão. Sua maneira de abri-los à vida milagrosa de Joan é proposta, de amor e carinho. reverência Joan para a Mãe de Deus se expressa, de crédito e está totalmente determinado a fonte definitiva de seus atributos surpreendentes, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o Filho de Deus e Senhor do Universo, o um homem cujo nome Joan gritou sete vezes no momento de sua morte; Jesus, O Cristo.

Introdução a "The Legacy Mystic de Jeanne d'Arc"
Por Marcia Quinn Noren

"Seis anos de pesquisa e viagens de três campo separado para a França me permitiram traçar passos de Jeanne d'Arc's e toda as paisagens e os campos de batalha, em monumentos e criptas, onde os aromas, sons e visões do mundo físico, habitado não mudaram tanto assim , em quase seiscentos anos. Minha intenção é apresentar um retrato íntimo da Donzela de Orleães enigmático que aos dezessete anos, apareceu publicamente pela primeira vez como um profeta, extraordinariamente ativo e guerreiro física transcendente. iniciado pelo arcanjo Miguel no seu pai jardim com a idade de treze anos, ela manteve sua missão de unir um segredo França por quatro anos antes de pisar em seu destino heróico. "

Preparado para apresentação no XIX Conferência Internacional sobre o Estudo do xamanismo e de modos alternativos de cura Realizada no Centro de Santa Sabina, San Rafael, CA, 31 de agosto através de 2 de setembro de 2002, do prazo para a publicação em 2002, como parte do processo da Conferência pelo Dr. Ruth Inge Heinze

Jeanne d 'Arc, inspirou fascínio e estudo, uma vez que ela se tornou uma lenda em sua própria vida, durante a Baixa Idade Média. Dela é uma história de coragem e transcendência espiritual ativa, envolto em paradoxo e contradição. O complexo de eventos que cercam seu aparecimento repentino de uma aldeia camponesa para a mais improvável de estádios públicos, apresenta a viagem do herói clássico e Grail Quest.
Controvérsia decorre do grande número de elementos desconcertantes em sua história. Jeanne d'Arc era um místico que declarou abertamente que sua capacidade de alterar o curso dos acontecimentos humanos veio através de conhecimentos adquiridos durante as interações pessoais com mensageiros do reino divino. Através de seus assessores diretos durante o desenrolar de cada dia, ela se tornou capaz de facilitar em grande escala "manifestações no Aqui e Agora", ativando o que Ruth-Inge Heinze descreve como as relações "dinâmica entre a ordem implícita e explícita". (Nota 1)
Entre os resultados imediatos ea longo prazo da obra Jeanne d'Arc concluído durante sua vida breve foram medidos e legitimado pelo lugar que é visto para segurar, fechando o Age of Chivalry na linha de tempo da história. Os efeitos de suas ações, descrito por testemunhas como milagroso, não foram retiradas com sucesso como acontecimentos mitológicos, pelo materialismo científico.
Apesar de seu legado místico é identificado com medieval, judaico-cristã as referências e símbolos, Jeanne d'Arc's claramente não foi compreendida pela cultura ocidental, ela saiu, não por feministas ou historiadores, nem mesmo pelos teólogos dentro de sua própria tradição. Na virada do milênio, ela foi retratada em filmes e biografias dos acadêmicos igualmente, como um fanático cujas visões e as vozes são mais frequentemente descontadas como as invenções de uma vívida, a imaginação se brilhante.
Ao levantar-la para fora da caixa "conceitual", no qual ela tem sido historicamente estudados, paradigmas rígidos podem ser liberados como novos estabelecer-se para a compreensão de sua forma particularmente activa do misticismo. Vendo sua vida através de uma lente que considera que o estudo do xamanismo permite que uma ponte a ser construída no tempo e na geografia, que inclui todas as culturas e eras.
O volume crescente de investigação interdisciplinar explorando a dinâmica do xamanismo é um ramo de estudo através do qual Jeanne d'Arc e seu domínio sobre as múltiplas dimensões pode tornar-se mais claramente compreendidas e confortavelmente definido. Seu trabalho foi xamânica em que foi iniciado por um único propósito, para restabelecer a sua comunidade para o bem-estar e plenitude. Ela ativamente ajuda do Céu, para curar tudo o que ela sabia da Terra.
Ela também pode ser visto como a personificação da divina Criança, uma menina que foi chamado, "Daughter of God", por seus guias. Registros de dois ensaios separados medieval fornecer a fonte mais confiável de provas sobre ela. Traduzido em francês contemporâneo só recentemente, em meados do século XIX, as transcrições foram amplamente publicadas e podem ser acessados na Internet. (Nota 2) Um excelente análise e discussão rica dos registros julgamento pode ser encontrado em "Jeanne d'Arc, por ela mesma e seu Testemunhas, Pelo universalmente respeitados, falecido historiador francês, Regine Pernoud. (Nota 3)
Ambos os estudos fornecem evidência clara de que Jeanne d'Arc não era esquizofrênica, histérica, narcisista ou grandioso. Pelo contrário, as testemunhas de seu comportamento descrever sua atitude como a de um pensamento, calmas e cristalinas, a personalidade integrada, que agiu com precisão. Crônicas históricas, biografias, romances e ensaios, nem sempre deixar essa impressão, como eles ressoam com o tom era subjetiva de cada autor, cultura, religião, perfil psicológico, as fontes de informação, e assim por diante.
Depoimento concedido por Jeanne d'Arc durante seu julgamento fornece as respostas para muitas perguntas que qualquer um gostaria de perguntar a ela, se lhe for dada a oportunidade. Falando em sua própria defesa, sob a pressão mais extremo imaginável, ela resistiu sendo intimidado pelo tribunal eclesiástico. Ela anunciou sua intenção de responder às suas perguntas de forma seletiva, enquanto ela estava sob a direção de seu conselho celeste usar discrição nessas divulgações. Sua voz é ousado e consistente, e os desafios do direito eclesiásticos fundamentais para julgá-la.
Ao contrário de outros místicos cristãos, que pareciam ter saído de um convento ou seita, ela entrou de forma autónoma e de repente, em seu destino no centro de uma guerra selvagem. O que não é tão conhecido, é que sua iniciação no papel que acabaria por tornar-se dela teve lugar alguns anos antes, quando ela recebeu uma visitação na forma de um arcanjo do Antigo Testamento, cujo nome hebraico é "Mi-Col - El "," Voz de Deus ".
"Quando eu tinha treze anos, eu tinha uma voz de Deus para me ajudar a governar sozinho. A primeira vez, eu estava apavorado. A voz veio-me ao meio-dia: era verão, e eu estava no jardim do meu pai. Eu não estavam em jejum no dia anterior. Eu ouvi a voz na minha mão direita, em direcção à igreja. Houve uma grande luz sobre todos os". (Jeanne d'Arc) (nota 4)
"Prometi então para manter a minha virgindade, enquanto que deve agradar a Deus". (Jeanne d'Arc) (nota 5)
"Eu vi isso muitas vezes antes que eu soubesse que era Saint Michael. Depois ele me ensinou e me mostrou essas coisas que eu sabia que era ele. "(Jeanne d'Arc) (nota 6)
"Quem é São Miguel?" Esta questão não foi perguntado a ela, durante o julgamento. Sua identidade era bem conhecido para os europeus ocidentais de todas as classes, durante a Idade Média. Na França, o monumento, na costa da Normandia dedicado a ele é um dos sete homem-feito maravilhas do mundo, criado ao longo de séculos de tempo. "Le Mont St. Michel" sobe para o céu a partir do lodo das marés circulando abaixo. Neste lugar, refúgio onde através dos tempos, cavaleiros, monges, reis e peregrinos têm procurado, não invasores estrangeiros que já conseguiu a ultrapassagem. Na época de Joana d'nascimento Arc's, isso foi visto como prova de Michael invencibilidade do arcanjo.
Rabbi Morris B. Margolies fala de Michael em A Gathering of Angels: Angels in Jewish Life and Literature. Encontrados em todo o misticismo hebraico antigo como "o arquétipo de todos os anjos judaica; guardião e salva-vidas, por meio de toda a literatura rabínica," de todos os anjos, apenas Michael foi designado como o "Príncipe de Israel, o curador especial e modelo do povo judeu ". (Nota 7)
"Misericordioso e-indulgente" Michael emerge da idade da literatura judaica antiga quanto o comandante-em-chefe de toda a hoste angélica. Em 3 Baruch, um livro no Pseudeupigrapha, Ele é o anjo que aceita as orações e oferendas do homem e transmite-os a Deus, contrariamente a uma tarefa longa crença judaica queridas que não existem intermediários entre as orações do homem, e Deus. "Nota de rodapé (8)
Em esculturas e pinturas de Michael, às vezes ele é visto carregando a balança da justiça. Na maioria das vezes ele segura um escudo, que aparece como um guerreiro com armadura calma, o cabelo de streaming, asas gigantes desfraldada. Sua espada está desenhada e pronta para atacar a entidade preparava abaixo de seu pé, às vezes descrita como uma criatura reptiliana, mas com mais freqüência, uma forma diabólica humana.
Esta imagem apresenta-lo em seu papel bíblico na cabeça das forças de protecção de Deus, a um "vitorioso" que lança a encarnação do mal, do céu. Jeanne d'Arc expressa as emoções que sentiu, ao experimentar a sua presença.
"Ele não estava sozinho, mas devidamente assistido pelos anjos celestiais. Eu os vi com os olhos do meu corpo assim como eu vejo você. E quando me deixou Eu chorei, e desejou que eles poderiam ter me levado com eles. E eu beijei o chão, onde estivera, para lhes fazer reverência. "(Jeanne d'Arc) (nota 9)
Ele me disse que Santa Catarina e Santa Margarida viria para mim e que eu devo seguir os seus conselhos, que foram nomeados para orientar e aconselhar-me o que eu tinha que fazer, e que eu devo acreditar no que me dizia, por ele estava no comando de nosso Senhor. " (Jeanne d'Arc) (nota 10)
O que se sabe sobre Santa Catarina e Santa Margarida? Cada uma destas mulheres viveram durante o 4th século, mas também não era conhecida no Ocidente, após a 9th século. Durante a Idade Média, eles se tornaram santos extremamente popular na Europa, já mártires cristãos que tinham ido desafio para a morte. Jeanne d'Arc se tornaria a contragosto martirizado-se, na tenra idade de dezenove anos. Catherine Margaret e morreu sob tortura, nas mãos daqueles que os mais altos escalões do poder, durante as suas eras.
Esculturas de Santa Margarida e Santa Catarina adornam as paredes da maioria das igrejas católicas medievais. Uma imagem de pedra de Margaret está na igreja paroquial onde Jeanne d'Arc foi batizado. Na aldeia vizinha de Maxey, há uma estátua de Santa Catarina. Jeanne reverenciada tanto dessas imagens, durante sua vida. Alguns biógrafos têm sido levados a sugerir que, quando ela tornou-se pressionado por informações concretas sobre o banco das testemunhas, a sua familiaridade precoce com estes santos antigos desencadeou a invenção subconsciente de suas identidades como os pertencentes à sua voz. Seu próprio testemunho de que refuta a teoria.
Santa Catarina de Alexandria, no Egito e Santa Margarida de Antioquia, na Síria levavam uma vida que não são suportados por documentação escrita, em suas respectivas partes do Oriente Médio. Mesmo a Enciclopédia Católica permite que este factor irá decepcionar os estudiosos, mas, mesmo assim, as tradições verbais que apoiaram suas lendas que sobreviveram a continuar a sua influência na 21r Century.
Ao contrário de Jeanne d'Arc, Catarina e Margarida ambos foram muito educados, e impressionantemente bonito. Eles estavam cada tão carismático e competente na oração pública, os seus discursos convertido multidão inteira de antigos adversários para o Cristianismo. Em memória de Santa Margarida de Antioquia, deve-se mencionar que ela ainda é creditado com milagres contemporâneos, e invocado como protetor das mulheres grávidas quando entram na agonia do parto. Em imagens dela, ela é vista como elegante e sereno, enquanto que na companhia de um dragão. A lenda diz que, quando ingeridas pelo animal, que irrompeu a partir do seu ventre. Ela segura uma caneta de pena em alguns retratos, símbolo da sua formação e habilidade com a língua.
O Santuário de Santa Catarina, na base do Monte Sinai, contém seus restos mortais e um grande mosteiro, onde uma biblioteca de textos sagrados é mantido, considerada apenas a segunda que realizou no Vaticano. Astrofísico e místico Gregg Braden foi permitido entrar na biblioteca de lá, depois de apelar para a graciosidade dos monges que vivem e trabalham no interior. Ele observou-os usando a tecnologia de computador para digitalizar os textos sagrados, em uma corrida para preservá-los para a humanidade. Os monges Braden disse que eles tinham percebido a ameaça de destruição que vem, na forma de uma "Grande Guerra", que ameaçam a sobrevivência de tudo dentro do santuário, e suas vidas. (Nota 11)
Que Michael, Catherine e Margaret foram as identidades por trás das "vozes" que recomendava Jeanne d'Arc, no decurso da sua missão não parece arbitrária, considerando seus atributos combinados. Testemunhas de seus níveis heróicos de agilidade física e mental, falar com ela súbita aquisição destas forças, em seus depoimentos.
Chamado para a cidade de Toul, ela defendeu-se perante um juiz eclesiástico, pela primeira vez aos dezesseis anos, a execução de uma réplica da vitória contra um homem que alegou que tinha sido prometida a ele, no casamento. Durante sua vida, Catherine Margaret e ambos tinham recusado homens que tentaram pressioná-los para o casamento também, e foram posteriormente executados, como as mulheres radicalmente independente da fé.
Após o seu simulador iniciou suas visitas diárias, (ela testemunhou que veio com ela a cada dia e, às vezes, muitas vezes dentro de vinte e quatro horas, sempre que tinha necessidade deles e, quando chamou a sua atenção), ela foi sobre a sua vida sem dissociar, ou psicologicamente "divisão". Ela foi vista a cair em um estado de êxtase de oração, ao invés de transe. Seu comportamento manifesto não mostrar uma percepção alterada da realidade, nem se fala excessivamente. Ela usou grande discrição e discernimento. Um senso de humor ativa foi expressa na interação verbal e física, com seus camaradas de armas.
Testemunhas descrevem a infância de uma menina especialmente alegre, reverente, obediente, cuja data de nascimento foi lembrado, pois caiu em um dia santo; janeiro Festa de Reis, 1412. Como todos os camponeses em que tempo e lugar, sua família era analfabeta, e registros de nascimento não foram mantidas com precisão. Sua aldeia natal, na região nordeste de Lorena, foi nomeado para Saint Remy, o século sexto bispo de Reims, que coroou Clovis, o primeiro rei dos francos.
Ao lado da casa da família, os sinos tocaram a partir da torre da igreja naquela noite, anunciando que Isabelle Romee, esposa de Jacques d'Arc, tinha dado à luz sua segunda filha e quinto filho, Jehanette. Ela iria testemunhar que ela tinha aprendido a Oração do Senhor, Creed Apóstolo, e "Ave Maria" diretamente de sua mãe. In love com o som dos sinos da igreja, foi batizado e confirmado em arcos românicos no interior do santuário, e recebeu a Eucaristia na Páscoa.
A Guerra dos Cem Anos impacto na vida diária em Jeanne d'aldeia Arc's. Quando mercenários itinerante ameaçou saquear Domremy, ela dirigiu o gado de seu pai para um abrigo nas proximidades. Ela se escondeu com sua família na cidade vizinha de refúgio murado Neufchateau, enquanto Domremy foi saqueado e queimado por soldados da Borgonha, aliado com as tropas Inglês. Pestilence voltou a assolar a população da França na virada do século XV, na forma da Peste Negra.
Duas instituições, a monarquia francesa e Igreja Católica formaram uma única estrutura de poder governamental sobre a população, mas a Casa Real de Valois, no entanto, nesse momento especial, em um estado avançado de degradação, negação e falência. Charles VI foi declarado louco, durante o seu reinado. A legitimidade de seu filho, Charles, que era o delfim (o herdeiro do trono) estava em questão grave. Durante esta crise, o exército francês tinha sido deixado a definhar, sem apoio financeiro ou de disposições, e tornou-se absolutamente ineficazes na luta contra a invasão de Inglês em curso.
Estas são apenas algumas das muitas circunstâncias extremas que chamou de uma solução extraordinária, em que momento e de que lugar geográfico. Místico do século XX Abd-Ru-Shin descreve este portal, através do qual o investigador Graal passa.
"... Sofrendo alguma parte da grande criação em perigo extremo, e os apelos ardente origem ao Criador, em seguida, um Servo do navio é enviado como um portador desta Love intervir helpingly na necessidade espiritual. Que flutua apenas como um mito e uma lenda na obra da criação, então entra Criação como uma realidade viva ". (Nota 12)
O grau de sofrimento humano visto no século XV, início da França é comparável à registrada na história bíblica. Ao completar a sua missão heróica, é conveniente que cristã e medieval símbolos heráldicos dominar Jeanne d'Arc's legado místico. Estas tradições ligadas ao povo da França às suas origens fisicamente, emocionalmente e espiritualmente.
Quando Saint Remy, um outro grande orador, coroado Clovis depois batizando-o como um cristão na Catedral de Reims, três importantes símbolos metafísicos emergiram deste rito de coroação primeiro que ligar permanentemente a monarquia francesa com a Igreja Católica. Primeiro, Rheims se tornaria o primeiro e único santuário aceita pelo povo da França como local do país coroação legítima.
Em segundo lugar, um frasco de santo conhecido como o Ampola era (e é) mantida na Abadia de Rheims. Ele contém as sacre, (Óleo consagrado), que havia santificado cada coroação francês. Em primeiro lugar utilizado para ungir Clovis, que tinha sido entregue a Saint Remy, no bico de uma pomba.
A lenda do terceiro símbolo, os lírios de ouro da França ou Fleurs de Lys, vem de Clovis. Ele tinha sido um pagão até chegar desespero durante uma crise. No calor da batalha, ele orou ao Deus de sua esposa cristã, Clotilde e venceu a luta, com sua força de ter sido redobrado. Cada uma das crescentes em seu escudo tornou-se misteriosamente passa a ter um lírio de ouro (formado por três pétalas vinculado), representando a Trindade. Desse ponto em diante, o Fleur De Lys seria o símbolo identificado com a todos os monarcas da França, com a Igreja, e também tornar-se associado com Jeanne d'crista Arc's e nome da família. (Nota 13)
Houve uma misteriosa ausência de atenção para um detalhe importante que parece, obviamente, pertinentes, relacionadas com Jeanne d'conexão espiritual Arc's pessoal para o símbolo da fleur. Durante os anos de sua infância, ela visitou regularmente um santuário, Nossa Senhora de Bermont, Situado a alguma distância de sua aldeia, acima da floresta de carvalhos densamente arborizada, conhecida como a Bois Chesnu. Oferecendo privacidade e solidão, ela foi atraído para ir lá aos sábados, à oração e à meditação.
Às vezes, acompanhado por sua irmã Catherine, ela pegou uma trilha que sobe para cima para o nordeste, a uma clareira na mata. Nesta clareira repleta de flores amarelas na primavera, ela reuniu buquês para colocar aos pés de uma estátua de madeira, localizado dentro do santuário. Nossa Senhora de Bermont, A escultura policromada reverenciado por Jehanette, usa uma coroa de ouro simples desvaneceu-se. Suas vestes são pintadas em tons ricos de azul, magenta e vermelho.
Ela fica pronta, uma jovem mãe embalando seu bebê, um sorriso, imagem animada angelical de Jesus, na curva de seu braço esquerdo. A fonte da sua alegria pode aparecer para ser o pequeno pássaro que detenha. Mas, então, torna-se claro para o espectador que sua atenção é atraída para outra coisa. Em cima de um cetro delgado, agarrou na mão direita de sua mãe, é um símbolo que detém o seu olhar, extasiado. É o Fleur De Lys, O "Lírio da França".
O Jehanette jovens, que meditava antes essa imagem impressionante, levaria os símbolos que ela reverenciado em seu papel como um líder espiritual, quando ela se tornou "La Pucelle" a empregada. "Across the banner levava como farol de foco de seus soldados, o "nomes Jhesus" e "Maria" foram afixados. Estes nomes sagrados precedida do texto de cada carta que ditou a sua escribas. no dedo indicador da mão esquerda, usava uma faixa simples gravado com três cruzes, e estes nomes .
Após o início da diária visitações celestiais, Jeanne d'comportamento Arc's tornou-se mais graves, como a natureza da sua missão tornou-se delineadas. Ela seria levado a percorrer uma grande distância de casa, através de inúmeros salões do poder, em uma cadeia de acontecimentos. Ela aprendeu a confiar em que infinitos recursos estariam disponíveis para ela, que as circunstâncias o justifiquem.
Quando ela protestou que não tinha experiência em tais formas de liderança, que ela não sabia de nada sobre a equitação e de guerra, suas vozes garantiu que ela seria levada a operar de forma rápida e eficaz entre aqueles que tinham autoridade. Ela teria êxito em convencê-los a permitir o seu acesso à corte real muito deficientes e exército francês. Incentivado por seus conselheiros espirituais para ser verbalmente ousado e franco, sua pureza de intenções e humildade foi tão carismático que outros estavam cativos. Após a sua chegada a Chinon, ela identificou o delfim que tentou esconder sua identidade a partir dela, em seguida, seis semanas depois, levou a equipe de liderança de seus chefes de guerra.
Suas palavras e presença pessoal teve o efeito de espiritualmente e fisicamente outros eletrizante, cobrando-lhes com renovada fé e energia ilimitada. A evidência apóia esta em cada página de sua história. Desde o primeiro dia que ela divulgou a sua identidade e propósito, em janeiro de 1429, ela foi infundida com a crença de que Deus iria permitir que ela entregar o que prometeu. A fim de fazê-lo, com sucesso, desprendida das forças de influência dentro do tribunal que contra a sua pessoa e procurou obstruir a de ganhar impulso para a frente.
Ela convenceu Charles, seus assessores, os soldados e companheiros que se ela fosse permitido liderar o exército francês e recuperar o controle de Orleans rapidamente, nada iria impedi-los de ir toda a maneira para ter de volta de Paris. Vitória francês viria rapidamente, disse ela, habilitado por Deus, mas depende da fé seu exército. Após sua profética, muito difícil de conquistar vitórias ao longo do Loire além de Orleans, que se seguiu ficou conhecido como o milagre da "incruenta março", quando fileiras de soldados Inglês virou cauda e correu, mediante a simples visão dela.
Jeanne d'Arc acredita que a invasão da França Inglês deve chegar ao fim, para a paz voltar. Embora ela tenha sido criticada por não tentar a resistência passiva, em cartas enviadas aos líderes Inglês, ela ofereceu-lhes oportunidade de voltar ao seu país, imediatamente ou enfrentar a destruição iminente, pelo seu exército. O plano ela realizou foi eficaz. Na retomada França da dominação Inglês "de tempestade", de forma rápida e, de repente, vidas foram poupadas em ambos os lados. Ela sabia que a posterior coroação de Charles VII poria fim à carnificina na França, e reparar as fronteiras interiores que tinha sido rasgado áspero, por cem anos de guerra.
Seu otimismo veio de ter sido dito por seu conselho angelical que dentro de um único ano de sua instigante esta seqüência de ação, o povo da França, que havia se dissipado sob invasão estrangeira e foi dividido pela guerra civil, que se unem. Suas vozes constantemente lembrados de que ela era o único ser humano capaz de cumprir esta tarefa, e que tinha vindo diretamente para ela, de Deus. Ela não podia dizer "não."
Três anos se passaram depois de sua primeira visita de Michael, durante a qual manteve seu próprio conselho, abstendo-se de confiar em ninguém. Às vezes durante este período, a mãe avisou-a de um sonho em que seu pai a tinha visto sair de casa com os soldados. Ela testemunhou que ele ameaçava afogá-la, se ela deve tentar fazê-lo, e atribuiu a guarda de seus irmãos dela, com cuidado. Ela manteve suas intenções de deixar bem como a presença de seus guias de um segredo de todos, incluindo sua mãe, o padre de sua paróquia, e seu amigo mais próximo, Hauviette.
Um dos mais cativantes, aspectos extraordinária história de Jeanne d'Arc's é o ritmo acelerado em que grandes eventos unfolded fundamental, uma vez que ela deixou Domremy e chegou em Vaucouleurs. Quando a linha do tempo é estudado, fica claro que sua influência foi breve, mas explosiva. Ela tinha acabado de completar dezessete anos antes de sua chegada ao castelo de Sir Robert de Boudricourt a quem ela tinha guias disse que reconhecer à primeira vista como o homem cuja aprovação, ela deverá receber, antes que ela pudesse começar a sua missão. Vestido com uma capa com capuz vermelho, ela se apresentou pela primeira vez usando o nome que ela tinha sido dado por sua voz, Jehanne; La Pucelle, Ou, "a empregada."
Quatro meses depois, ela já tinha levantado o cerco de Orleans e Charles se prepara para receber a sua coroa de Reims, que terá lugar em Julho. Antes de ser liberado para ação para atingir estes objetivos específicos, ela foi interrogada durante várias semanas pelos tribunais dos doutos, na cidade de Poitiers. Os documentos das sessões nunca foram encontrados, que teria sido queimada pelo Bispo de Reims durante sua vida, e teria fornecido a evidência mais favorável. Ela se refere a esses registros freqüentemente em seu depoimento, dizendo que ela tinha respondido a suas perguntas, antes.
Suas respostas em Poitiers convencido literalmente todos no poder que ela tinha sido agraciada com inspiração divina. Um exame pélvico confirmou a virgindade dela e trouxe garantia de tudo o que ela tinha sido cuidadosamente e completamente testado, e que ela não tinha nem consorciado com Satanás, nem obtidos através de seus poderes de feitiçaria.
No mês de abril, La Pucelle se preparou para a guerra. Ela foi orientada a pedir uma espada específico que suas vozes disse foi enterrado atrás de um altar na Igreja de Santa Catarina, na cidade de Fierbois. Ela foi informada de que seria reconhecido pelo seu rumo cinco cruzes. Foi trazido para ela de que lugar tendo aparecido milagrosamente; vindo para ela de fora da terra, tanto na forma Excalibur tinha vindo para King Arthur, de fora da água. Ela iria utilizá-lo na condução de suas tropas, lâmina apontada para baixo com o punho elevado, para formar uma cruz. Durante a agressão, a Espada de Santa Catarina não era apenas um símbolo. Ele recebeu e bateu golpes. Mas em seu depoimento, Jeanne d'Arc testemunhou que nunca tinha tido uma vida com ele.
Seus guias espirituais dirigiu o projeto de seu padrão de batalha branco. Sobre o campo de ouro Fleur De Lys, Foram costuradas muitas imagens religiosas, símbolos e nomes tidos como sagrados por seu soberano, Carlos, e pela comunidade, ela procurou fazer todo novamente. No mês seguinte a sua libertação do questionamento de Poitiers, foi montado um terno de puro (branco), armadura pesada, e treinaram duro para o seu papel à frente, como um guerreiro equestre.
Ela era dotada de um cavalo segundo pelo duque de Alençon, quando a sua primeira reunião, que o impressionou com seu cavalo e habilidades justa. Ele se tornaria um de seus companheiros mais confiáveis de armas. Sua estável viajando cresceria de modo a incluir cinco coursers (guerra-cavalos, ou destriers), E mais de sete trotters, usados para viajar de lugar para lugar. (Nota 14)
Ditando cartas de ultimato ao Inglês, ela começou a expressar opiniões fortes sobre questões de estratégia, como o tempo para lançar um ataque contra o New Orleans se aproximou. Esta foi a sua batalha mais importante, embora de modo algum, a última. Com Orleans liberada em 8 de maio de 1429, ela não permitia que seus exércitos para descansar à sombra dos louros, nem permitir que ela Charles para se distrair.
Em meados de junho, ela levou seu exército para recuperar várias cidades ao longo do Loire. Em seguida, Jeanne d'Arc voltou sua atenção diretamente para Charles, movendo-o com segurança através de território inimigo declarou, em direção a Catedral de Reims. É a minha teoria pessoal de que o propósito divino por trás de sua coroação teve nada a ver com o seu ser bem adequado ao papel da monarca. Ele era muito simples e justa, o próximo na linha para herdar a coroa. De maior importância para Jeanne d'Arc em que ela foi dado a entender do Sagrado, era que esse ritual ter lugar no solo sagrado de Rheims. Ela sabia que o povo da França iria autenticar Charles como seu monarca só se ele fosse coroado em que o santuário, junto com os símbolos sagrados que há muito caracteriza o rito da coroação.
Se ela não tinha acreditado em plena Charles, ela não poderia ter ido para frente, com nada disto. O seu simulador instruiu a fazer, ela fez. Como foi visto, por meio de legitimação ele, a França voltou a plenitude. A história não tem encontrado digno de sua vida, mas ela não julgar ou condenar. Pouco depois de sua coroação, o seu apoio a ela começou a diminuir.
Sua captura foi em 8 de setembro de 1430 durante um ataque lançado para proteger a cidade de Compiegne, sem um exército adequado. Ela já tinha experimentado perdas, mas continuou a reunir tropas que ela podia para essas escaramuças passado lamentável, sabendo que o tempo era da essência. Seus guias espirituais tinha avisado a ela que dentro de um ano, seu tempo de ação eficaz seria superior e acabado, embora ela não estava certo exatamente como a sua liberdade teria chegado ao fim. Ela foi informada que, após sua captura, ela teria, de facto, ser levado para o Paraíso.
Durante sua carreira militar, tinha sido visto a curar a partir de sua própria morte lesões gravíssimas. Ela tanto previsto e evitado a morte de outras pessoas. No entanto, durante o julgamento, ela permaneceu na negação de que seu destino seria a morte da única maneira que apavorada ela, pelo fogo. Quando informado sobre 30 de maio de 1431 que iria enfrentar este tipo de morte naquele mesmo dia, ela cortava seu cabelo e chamado o homem que ela acreditava ser responsável pela engenharia de sua traição. Ela enfrentou a figura vestida de Pierre Cauchon, que tinha iniciado e alimentou um processo da experimentação e disse: "Bishop, Eu morro por você! Nota (15)
Ela condenou ninguém, e no jogo, todos perdoou que ter prejudicado o seu. Antes de morrer, ela foi autorizada a receber a Eucaristia novamente. Ela havia sido privado de qualquer confessando seu padre pessoais ou receber a Eucaristia, desde a sua captura. Durante sua carreira militar, ela tinha observado este ritual quase diário. A rigorosa observância do ritual espiritual era exigido de seus soldados, também. Ela barrado prostitutas e proibiu maldição em seu campos, criando uma mudança radical no comportamento convencional. A fim de honrar a sua fonte de sua força, ela insistiu em que eles se ajoelham em oração antes da batalha. Seu primeiro ato pessoal após cada vitória era encontrar um santuário em que dar graças a Deus, Jhesus, Maria, Miguel, Catarina e Margarida.
Profecia final La Pucelle foi falado na fogueira. Ela expressou tristeza que a cidade de Rouen acabaria por sofrer, por sua vida ter sido tomadas lá. Como a Segunda Guerra Mundial se aproximava do fim, bombas caíram diretamente sobre praça pública Rouen de execução, o Lugar de Marché em 30 de maio de 1944, as quinhentas e décimo terceiro aniversário da morte de Joana d'Arc's. A destruição que um dia nivelou 12th igreja do século que estiveram perto do jogo, e mais de 9.500 casas. (Nota 16)
Na lembrança de sua morte, é importante compreender o quanto ela lutou para continuar vivendo. Sem ter sido dada a oportunidade de se tornar uma mulher, ela permanece para sempre em nossas mentes como a menina cuja fé mudou a história. Uma das minhas imagens preferidas dela é Aos dezessete anos, quando ela estava prestes a partir para sempre, a paisagem que ela tinha nascido em. Ela se virou para agradecer os cidadãos de Vaucouleurs que tinham sido as primeiras pessoas a acreditar que ela tinha sido enviado por Deus para aliviar as suas misérias. Eles tinham fornecido com o seu abrigo e comida, enquanto rezava e esperava depois de ter sido duas vezes negada permissão para sair.
Vestido de calças e túnica, ela montou seu cavalo e aproximou-se do primeiro monumento em arco de pedra conhecida como "a Porta da França", que está hoje perto das ruínas do castelo de Boudricourt's. Ela assegurou que a multidão reunida para desejar-lhe bem que a protecção divina poderia protegê-los como ela e sua companhia de seis homens montaram onze dias e noites direto para o castelo de Chinon, através do território inimigo, em frio profundo fevereiro atrasado. As palavras que ela falou naquele dia eram simples e claras. "Eu nasci para isto!" (Nota 17)


Referências e Notas de Rodapé:
1) Heinze, Ruth-Inge. (1991). Shamans of the 20th Century. Irvington Publishers, Inc., NY. (p. 9)
2) Frohlick, Virgínia L. Santa Joana d'Arc Center, Albuquerque, NM. http://www.stjoan-center.com
3) Pernoud, Regine. (1994). Joana d'Arc, por ela mesma e seu Testemunhas. Scarborough House, Lanham, MD.
4) Trask, Willard, Transl. (1996). Joan of Arc: In Her Own Words. Turtle Point Press, NY. (p. 6)
5) Ibid.
6) Ibid.
7) Margolies, Morris B. (1994). A Gathering of Angels Angels in Jewish Life and Literature. Ballantine Books, NY. (p. 83)
8) Ibid.
9) Trask, (p. 6)
10) Ibid.
11) Braden, Gregg. Gravação de Áudio: Monterey (CA) do Profeta Conferência. Apresentação verbal dado 30 de abril de 2002.
12) Abd-Ru-Shin. (1996). Na Luz da Verdade, A Mensagem do Graal. Graal Foundation Press, Gambier, OH. (p.78)
13) Hinkle, William M. (1991). O Fleurs de Lis dos Reis de França 1285-1488 Assim. Ilinois Univ. Press, Carbondale e Edwardsville. (p. 35)
14) Pernoud, R. & Clin, M.V., Adams, J., Trad. (1998). Joan of Arc, a sua história. St. Martin's Press, NY. (p. 38)
15) Pernoud, (p .228)
16) PREAUX, A., Prouin, N. & Jardin, R. (1986). Rouen, O Mercado Velho. Charles Corlet, Publications Ltd. (SARL) Conde-sur-Noireau, França. (p. 3)
17) Trask, (p. 19)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

RECONHECIMENTO E GRATIDÃO


“De caminho para Jerusalém, passava Jesus pela divisa entre a Samaria e a Galiléia. Ao entrar ele numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe, e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Jesus logo que os viu disse-lhes: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. E em caminho ficaram limpos. Um deles, vendo-se curado, voltou dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe, e este era samaritano. Perguntou Jesus: Não ficaram limpos os dez? Onde estão os outros nove?
Não se achou quem voltasse a dar glória a Deus senão este estrangeiro? E disse ao homem: levanta-te e vai; a tua fé te curou.”
(Lucas, XVII, 11-19)

“Muitos dos seus discípulos se retiraram, e não andavam mais com Jesus.
Perguntou, então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna: e nós temos crido e conhecemos que tu és o Santo de Deus.”
(João, VI, 66-69)

“Marta, preocupada com o serviço, chegando-se ao Senhor disse: a ti não se te dá que minha irmã me tenha deixado só a servir? Manda-lhe, pois, que me ajude. Mas respondeu-lhe o Senhor: Marta, está muito ansiosa e te ocupas com muitas coisas, entretanto poucas são necessárias, ou antes uma só; porque Maria escolheu a boa parte que não lhe será tirada.”
(Lucas, X, 40-42.)

“Aí tendes uma guarda; ide segurá-lo como entendeis. Partiram eles e tornaram seguro o sepulcro, selando a pedra e deixando ali aguarda”.
(Mateus, XXVII, 65-66.)

“Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas pára ir embalsamá-lo.”
(Marcos, XVI, 1.)

Reconhecimento e gratidão são as duas expansões da alma humana, que assinalam muito bem o estado moral de cada indivíduo.
O reconhecimento é o testemunho da genuinidade de uma coisa, de um fato, de uma pessoa.
O reconhecimento é princípio inteligente que nos aproxima da verdade.
Como ato de discernimento, o reconhecimento pode dar lugar ao bom ou mau juízo que façamos de um objeto ou de uma pessoa.
Como virtude moral, o reconhecimento é o princípio da gratidão: onde aquele chega a seu mais elevado cimo, esta começa a sua espiral que se eleva ao infinito.
O reconhecimento, que é discernimento espiritual, obedece sempre ao estado de espírito do julgador.
O reconhecimento, como produto do benefício, é a confissão do bem, pelo bem que o bem nos fez.
A gratidão grava a idéia do bem e mantém, pelo autor do benefício, vivo sentimento de carinho.
O reconhecimento lembra a idéia do benefício. A gratidão aviva a lembrança do benfeitor.
O reconhecimento é um movimento de inteligência, variável, como variável é a inteligência em cada ser humano.
A gratidão é uma confirmação da razão, sancionada por gesto do coração.
Há reconhecimento e há gratidão; onde aquele para, por não poder continuar o seu caminho, esta começa num sulco de luz, a ascensão para a Eternidade.
Não há virtude mais nobre, por isso mesmo mais rara que a gratidão. Ela nos conduz pelo amor e nos eleva a Deus.
Muitas são as almas reconhecidas, mas poucas são as que têm gratidão.
Dos dez leprosos curados em terras da Palestina, só um voltou a dar graças ao Senhor. De todos os restabelecidos pelo Senhor não se contam, talvez, três, que lhe seguissem os passos. De todos os que ouviram dos melodiosos lábios a Palavra de Salvação, insignificante foi o número dos agradecidos; inúmeros foram os que reconheceram o Verbo de Deus, e muito maior em número foram os que, apesar de O reconhecerem, repudiaram a sua Palavra.
Padres, doutores, rabinos, escribas, fariseus, governadores e césares, depois que reconheceram o Poder do Verbo Divino, é que resolveram crucificar o Inocente!
E aquele mesmo que depois de haver mostrado o seu reconhecimento na maisalta expressão de inteligência, 1ava as mãos ao derramamento de sangue e acede ao sacrifício da vítima, porque não tem coragem de ser grato.
O mundo está cheio de reconhecidos, mas vazio de gratidão.
De oitenta e quatro discípulos que seguiam o Mestre Nazareno, setenta e dois abandonaram-no em meio do caminho dando motivo à pergunta do Humilde Galileu aos outros doze: “E vós também não vos quereis retirar? Ao que respondeu Pedro:
Para quem havemos nós de ir, Senhor? Tu tens Palavras de Vida Eterna!”
O reconhecimento incita o interesse; a gratidão reveste o amor.
Marta e Lázaro são reconhecidos, mas só Maria tem gratidão: “Venit mulier habens alabastrum unguenti nardi spicati pretiosi et fracto alasbastro, effudit super ejus — uma mulher com um frasco de fino perfume de nardo ungiu-O”. (Marcos, XIV, 3.)
Nicodemos, movido pelo reconhecimento, vai ao encontro de Jesus, mas como não tem gratidão, espera a noite para se aproximar do Filho de Deus: Nicodemos hic venit ad Jesum nocte. (João, 111, 1-2.)
No reconhecimento só age o interesse.
Na gratidão é o amor que fala.
Para guarda do sepulcro, Herodes envia milícia; Madalena leva flores e perfumes.
O reconhecimento é o princípio inteligente que nos aproxima da Verdade; a gratidão é um dever que a ela nos alia.
Na vida particular, como na vida social, há reconhecimento e gratidão; mas aquele, quando lustrado pela nobreza de caráter, é o princípio em que germinam as graças que nos dão a pureza de sentimento.
O reconhecimento é, finalmente, para a gratidão, o que a bolota é para o carvalho.
Assim como aquela só se transforma em árvore por força do tempo e poder dos elementos, o reconhecimento só se caracteriza em gratidão depois de um cultivo acurado da lei do Amor lembrada pelo Cristo e de uma evolução proveitosa do Espírito nos ciclos ascendentes da Verdade.

sábado, 17 de outubro de 2009

VINTE E SEIS MANEIRAS DE IDENTIFICAR SE UMA MENSAGEM PROVÉM DE UM BOM ESPÍRITO

Seja você espírita ou não, provavelmente, já se viu em determinada situação em que alguém lhe transmitiu alguma "mensagem", recebida por algum médium, adivinho ou "sensitivo", tendo você como especial destinatário.
É muito provável, também, você conhecer pessoas que andam consultando e recebendo instruções de espíritos por aí, na intenção de obter soluções rápidas para seus problemas ou aflições. Há também o caso daquele seu vizinho que "recebe" tal e qual entidade e "trabalha" em casa mesmo.
Pois bem, você deve ter ficado em dúvida, sem saber discernir o conteúdo dessas mensagens. Teria sido proveniente de um espírito mesmo? Ou então, no mínimo, teria esse espírito uma índole moral superior capaz de merecer a sua confiança?
Levando ainda essa questão para o campo estritamente psíquico, da influenciação espiritual, a que todos estamos sujeitos e que ocorre inconscientemente, na rotina de nossas vidas, podemos observar a natureza de nossas próprias cogitações mentais. O que estamos cogitando? Seja o que for, será algo digno de alguém preocupado com a auto-educação espiritual?
Respostas para dúvidas mediúnicas estão na obra de Allan Kardec
O codificador do espiritismo, Allan Kardec, em sua obra O Livro dos Médiuns, deixou tudo isso muito bem claro e, para os estudiosos da doutrina, o que falamos aqui não é nenhuma novidade. Mas, para quem está chegando agora e para os que se interessam em recapitular o aprendido, aqui vão 26 maneiras de identificar se uma comunicação é proveniente de um espírito superior ou não:

1.- Não há outro critério para discernir o valor dos espíritos senão o bom-senso.

2.- Conhecemos os espíritos pela sua linguagem e pelos seus conselhos, ou seja, pelos sentimentos que inspiram e os conselhos que dão.

3.- Uma vez admitido que os bons espíritos não podem dizer e fazer senão o bem, tudo o que for mau não pode provir de um bom espírito.

4.- A linguagem dos espíritos superiores é sempre digna, nobre e elevada, sem mistura de trivialidades. Dizem tudo com simplicidade e modéstia, não se gabam jamais, não exibem seu saber nem a sua posição entre os outros.
A linguagem dos espíritos inferiores ou vulgares tem sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que indique baixeza, presunção, arrogância, fanfarrice, acrimônia, é indício característico de inferioridade, ou de fraude se o espírito se apresenta sob um nome respeitável e venerado.

5.- Não é pela forma material e nem pela correção do estilo que se julga um espírito mas, sim, sondando-lhe o íntimo, esquadrinhando suas palavras, pesando-as friamente, maduramente e sem prevenção. Todo desvio de lógica, razão e de sabedoria, não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome com o qual se vista a entidade espiritual comunicante.

6.- A linguagem dos espíritos elevados é sempre idêntica, senão quanto à forma, pelo menos quanto ao fundo. Não são contraditórios.

7.- Os bons espíritos não dizem senão o que sabem, calam-se ou confessam sua ignorância sobre o que não sabem.
Os maus falam de tudo com segurança, sem se preocuparem com a verdade. Toda heresia científica notória, todo princípio que choque o bom-senso, mostra a fraude se o espírito se diz esclarecido.

8.- É fácil reconhecer os espíritos levianos pela facilidade com que predizem o futuro e precisam fatos materiais que não nos é dado conhecer. Os bons espíritos podem fazer pressentir as coisas futuras quando esse conhecimento for útil, mas não precisam jamais as datas: todo anúncio de acontecimento com época fixada é indício de uma mistificação.

9.- Os espíritos elevados se exprimem de maneira simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia de idéias, de expressões sempre inteligíveis e ao alcance de todos, sem exigir esforço para ser compreendido. Têm a arte de dizerem muitas coisas com poucas palavras, porque cada palavra tem sua importância.
Os espíritos inferiores, ou falsos sábios, escondem sob a presunção e ênfase o vazio dos pensamentos. Sua linguagem, freqüentemente, é pretensiosa, ridícula, ou obscura à força de querer parecer profunda. Mas não é.

10.- Os bons espíritos jamais ordenam: não se impõem, aconselham e, se não são escutados, se retiram. Os maus são imperiosos, dão ordens, querem ser obedecidos e permanecem mesmo assim. Todo espírito que se impõe, trai sua origem. São exclusivos e absolutos em suas opiniões, e pretender ter, só eles, o privilégio da verdade. Exigem uma crença cega e não apelam à razão, porque sabem que a razão os desmascariam.

11.- Os bons espíritos não lisonjeiam. Aprovam quando se faz o bem, mas sempre com reservas. Os maus dão elogios exagerados, estimulam o orgulho e a vaidade, pregando a humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles a quem desejam captar.

12.- Os espíritos superiores estão acima das puerilidades da forma e em todas as coisas. Só os espíritos vulgares podem dar importância a detalhes mesquinhos, incompatíveis com as idéias verdadeiramente elevadas. Toda prescrição meticulosa é um sinal certo de inferioridade e de fraude da parte de um espírito que toma um nome importante.

13.- Desconfie dos nomes bizarros e ridículos que tomam certos espíritos que querem se impor à credulidade. Seria soberanamente absurdo tomar esses nomes a sério.

14.- Desconfie também dos espíritos que se apresentam muito facilmente com nomes extremamente venerados e não aceite suas palavras senão com a maior reserva. Neste caso é necessário um controle severo e indispensável, porque, freqüentemente, é uma máscara que tomam para fazer crer em pretendidas relações íntimas com os espíritos excepcionais. Por esse meio afagam a vaidade do médium e dela se aproveitam para induzi-lo, constantemente, a diligências lamentáveis ou ridículas.

15.- Os bons espíritos são muito escrupulosos sobre as atitudes que podem aconselhar. Em todos os casos, não aconselham jamais se não houver um objetivo sério eminentemente útil. Deve-se considerar como suspeitas todas as que não tiverem esse caráter, ou não estiverem de acordo com a razão. É ainda necessário refletir maduramente todo conselho recebido para não correr o risco de expor-se a mistificações desagradáveis.

16.- Os bons espíritos podem também serem reconhecidos pela sua prudente reserva sobre todas as coisas que podem comprometer. Repugna-lhes revelar o mal.
Os espíritos levianos ou malévolos se comprazem em fazê-lo realçar. Enquanto que os bons procuram suavizar os erros e pregam a indulgência, os maus os exageram e sopram a cizânia por meio de insinuações pérfidas.

17.- Os bons espíritos prescrevem unicamente o bem. Toda máxima, todo conselho que não esteja estritamente conforme a pura caridade evangélica, não pode ser obra dos bons espíritos.

18.- Os bons espíritos não aconselham jamais senão coisas perfeitamente racionais. Toda recomendação que se afaste da reta linha do bom-senso ou das leis imutáveis da natureza, acusa um espírito limitado e, por conseqüência, pouco digno de confiança.

19.- Os espíritos maus ou simplesmente imperfeitos se traem ainda por sinais materiais ante os quais a ninguém poderiam enganar. Sua ação sobre o médium é algumas vezes violenta, nele provocando movimentos bruscos e sacudidos, uma agitação febril e convulsiva, que se choca com a calma e a doçura dos bons espíritos.

20.- Os espíritos imperfeitos, freqüentemente, aproveitam os meios de comunicação de que dispõem para dar pérfidos conselhos. Excitam a desconfiança e animosidade contra aqueles que lhe são antipáticos, os que podem desmascarar suas imposturas são, sobretudo, o objeto de sua repreensão.
Os homens fracos são seu alvo para os induzir ao mal. Empregando, sucessivamente, os sofismas, os sarcasmos, as injúrias e até sinais materiais de seu poder oculto para melhor convencer, procuram desviá-los da senda da verdade.

21.- O espírito de homens que tiveram, na Terra, uma preocupação única, material ou moral, se não estão libertos da influência da matéria, estão ainda sob o império das idéias terrestres, e carregam consigo uma parte de preconceitos, de predileções e mesmo de manias que tinham neste mundo. O que é fácil de se reconhecer pela sua linguagem.

22.- Os conhecimentos com os quais certos espíritos se adornam, com uma espécie de ostentação, não são um sinal de sua superioridade. A inalterável pureza dos sentimentos morais é, a esse respeito, a verdadeira prova de sua superioridade moral.

23.- Não basta interrogar um espírito para conhecer a verdade. É preciso, antes de tudo, saber a quem se dirige, porque os espíritos inferiores, ignorantes eles mesmos, tratam com frivolidade as questões mais sérias.
Também não basta que um espírito tenha tido um grande nome na Terra, para ter, no mundo espírita, a soberana ciência. Só a virtude pode, em purificando-o, aproximá-lo de Deus e desenvolver seus conhecimentos.

24.- Da parte dos espíritos superiores, o gracejo, freqüentemente, é fino e picante, mas jamais é trivial. Entre os espíritos gracejadores que não são grosseiros, a sátira mordaz é sempre muito oportuna.

25.- Estudando-se com cuidado o caráter dos espíritos que se apresentam, sobretudo do ponto de vista moral, se reconhece sua natureza e o grau de confiança que se lhe pode conceder. O bom-senso não poderia enganar.

26.- Para julgar os espíritos, como para julgar os homens, é preciso saber primeiro julgar a si mesmo. Infelizmente, há muitas pessoas que tomam sua opinião pessoal por medida exclusiva do bom e do mau, do verdadeiro e do falso. Tudo o que contradiga sua maneira de ver, suas idéias, o sistema que conceberam ou adotaram, é mau aos seus olhos. A tais pessoas, evidentemente, falta a primeira qualidade para uma justa apreciação: a retidão do julgamento. Mas disso não suspeitam. É o defeito sobre o qual mais nos iludimos.

Acreditamos que tendo essas considerações em mente, fica bem mais fácil discernirmos a qualidade de nossos próprios pensamentos e também nos precavermos de tanta charlatanice que anda deturpando a essência esclarecedora do espiritismo por aí.

Centro de Estudos Espíritas Paulo Apóstolo, Ceepa, Mirassol, SP

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A IDENTIDADE JAMAIS REVELADO DO ESPÍRITA DE VERDADE

A primeira manifestação ostensiva do Espírito de Verdade ao professor Hippolyte Léon Deni-zard Rivail ocorreu em sua casa no dia 25/3/1856 através de pancadas. O relato que se segue se baseia nas próprias palavras do Codificador do Espiritismo.
A 25 de março de 1856 estava Allan Kardec em seu escritório, trabalhando no preparo d' O Li-vro dos Espíritos, quando ouviu ressoarem pancadas repetidas na parede. Ele procurou, sem sucesso, a causa dos ruídos e voltou ao trabalho. Sua mulher, Amélie, entrando cerca das 10 horas no escritó-rio, ouviu os mesmos ruídos. De novo, procuraram localizar a causa do barulho, sem nenhum resul-tado, e as coisas foram se repetindo de tal modo que bastava Kardec voltar à tarefa e as pancadas se faziam ouvir em diferentes pontos da sala.
No dia seguinte, na reunião que se realizava na casa do sr. Baudin, Kardec pediu aos Espíritos explicação para o fato.
Eis como ele mesmo transcreveu em "Obras Póstumas" o diálogo que então se verificou:
"– Ouvistes o fato que acabo de narrar. Podereis dizer-me a causa dessas pancadas que se fizeram ouvir com tanta insistência?
– Era o teu Espírito familiar.
– Com que fim vinha ele bater assim?
– Queria comunicar-se contigo.
– Podereis dizer-me o que queria ele?
– Podes perguntar a ele mesmo, porque está aqui.
– Meu Espírito familiar, quem quer que sejais, agradeço-vos terdes vindo visitar-me. Quereis ter a bondade de dizer-me quem sois?
– Para ti chamar-me-ei Verdade, e todos os meses, durante um quarto de hora, estarei aqui à tua disposição.
– Ontem, quando batestes, enquanto eu trabalhava, tínheis alguma coisa de particular a dizer-me?
– O que eu tinha a dizer-te era sobre o trabalho que fazias. O que escrevias me desagradava e eu queria fazer-te parar.
– A vossa desaprovação versava sobre o capítulo que eu escrevia, ou sobre o conjunto do traba-lho?
– Sobre o capítulo de ontem: faço-te juiz dele. Torna a lê-lo esta noite e reconhecerás os erros e os corrigirás.
– Eu mesmo não estava muito satisfeito com esse capítulo e o refiz hoje. Está melhor?
– Está melhor, mas não muito bom. Lê da 3a à trigésima linha e re¬conhecerás um grave erro.
– Rasguei o que tinha feito ontem.
– Não importa. Essa inutilização não impede que subsista o erro. Relê e verás."
Jobard e Sanson vêem o Espírito de Verdade
– Dois anos depois, Kardec anotaria em uma de suas obras: “Tendo eu interrogado esse Espírito, ele se deu a conhecer sob um nome alegórico (eu soube, depois, por outros Espíritos, que fora o de um ilustre filósofo da Antiguidade).”(Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas, Edicel, pp. 227 e 228.)
A respeito do assunto, vale a pena consultar o volume da Revista Espírita de 1862, pp. 72 e 172, bem como o livro “Kardec, Irmãs Fox e Outros”, de Jorge Rizzini, pp. 11 e 12, após o que será fácil concluir, com apoio no que o próprio Codificador registrou:
1o. O Espírito de Verdade não é Jesus, mas um Espírito familiar de Allan Kardec. Como sabe-mos, a expressão “Espírito familiar” está definida com clareza na obra da codificação, que nos ensina, na questão 514 d´O Livro dos Espíritos, que o Espírito familiar é alguém da família espiritual, é “o amigo da casa”.
2o. O Espírito de Verdade foi um filósofo na Antiguidade, cujo verdadeiro nome terreno ele não quis declinar, provavelmente porque sua divulgação não traria à obra em curso nenhum proveito. Lembremos também que o Codificador, ao assinar suas obras espíritas, ocultou seu verdadeiro nome, entendendo que usá-lo não traria vantagem ao trabalho e poderia mesmo prejudicá-lo.
3o. O Espírito de Verdade não é uma plêiade, uma falange, uma reunião de Espíritos superiores, mas uma individualidade espiritual, o que pôde ser comprovado quando Jobard e Sanson, então de-sencarnados, afirmaram tê-lo visto no recinto da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Aliás, reportando-se a esse Espírito, Kardec escreveu: “A qualificação de Espírito de Verdade não pertence senão a um só, e pode ser considerada como um nome próprio. Está especificada no Evangelho. Ali-ás, esse Espírito se comunica raramente e apenas em circunstâncias especiais” (Revista Espírita de 1866, pág. 221).
4o. Kardec jamais entendeu ou deu a entender que esse Espírito fosse o próprio Jesus, um equí-voco que tem sido repetido por autores e palestrantes espíritas, sem nenhum fundamento. Para os que duvidam do que ora dizemos convidamos a que leiam o comentário que Kardec fez a propósito da comunicação atribuída a Jesus, inserta no item IX do cap. XXXI d´O Livro dos Médiuns.

O Espírito de Verdade em pessoa na Sociedade Espírita de Paris

Com respeito à individualidade do Espírito de Verdade, tema que jamais foi motivo de dúvida entre Kardec e seus seguidores, é interessante recordar os depoimentos de dois amigos do Codifica-dor, expressos em reuniões realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
Depois de sua desencarnação, o Sr. Jobard, confrade e amigo íntimo de Kardec, comunicou-se várias vezes na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, de cujas sessões participava então com freqüência, na condição agora de Espírito liberto das vestes físicas.
Em 11 de novembro de 1861, em resposta a uma pergunta de Kardec: “Vedes os Espíritos que aqui estão conosco?”, Jobard, valendo-se da médium Sra. Costel, respondeu o que segue:
“Vejo, principalmente, Lázaro e Erasto; depois, mais afastado, o Espírito de Verdade, planando no espaço; depois uma multidão de Espíritos amigos que vos cercam, agradecidos e benevolentes”. (Revista Espírita de 1862, pág. 72.)
Praticamente seis meses depois, em 2 de maio de 1862, o Sr. Sanson, amigo e companheiro de Kardec na Sociedade Espírita de Paris, recentemente desencarnado, também descreveria, a pedido do Codificador, o ambiente espiritual da Sociedade no momento das reuniões. Eis parte do diálogo que então se registrou:
Kardec: – Entre os Espíritos que aqui se acham vedes o nosso presidente espiritual São Luís?
Sanson: – “Está sempre ao vosso lado e, quando se ausenta, sabe sempre deixar um Espírito su-perior, que o substitui.”
Kardec: – Não vedes outros Espíritos?
Sanson: – “Perdão: o Espírito de Verdade, Santo Agostinho, Lamennais, Sonnet, São Paulo, Luís e outros amigos que evocais estão sempre nas vossas sessões.” (Revista Espírita de 1862, pág. 172.) (M.B.O.)


O Espírito de Verdade segundo Jorge Rizzini

A competência e a autoridade intelectual do confrade Jorge Rizzini, autor de inúmeras obras de grande importância para os estudiosos da Doutrina Espírita, não é preciso ser aqui lembrada. Dele é o excepcional livro Kardec, Irmãs Fox e Outros, que a EME Editora publicou em 1994.
Composta de 17 capítulos, a obra dedica parte do capítulo primeiro ao assunto de que ora trata-mos, que é ali desdobrado em três partes: a questão da denominação da Entidade, a discussão da idéia de que o Espírito de Verdade seja uma falange de Espíritos e, por fim, a identidade do Espírito.

Espírito Verdade ou Espírito de Verdade?

1o. – No tocante ao pseudônimo que o Espírito de Verdade preferiu utilizar por ocasião da codi-ficação do Espiritismo, Jorge Rizzini segue a opinião da maioria, que prefere grafá-lo “Espírito de Verdade”, diferentemente de Canuto Abreu, que lhe chamava simplesmente “Espírito Verdade”, omitindo a preposição “de”, assunto de que já tratamos neste jornal em julho último. É bom lembrar que Kardec também usava a forma preferida por Rizzini: L´Esprit de Vérité, como podemos ver na edição francesa de 1866 d´O Evangelho segundo o Espiritismo, tanto no prefácio como no cap. VI.
Escreveu então Jorge Rizzini (obra citada, pág. 11): “Preferimos a tradição evangélica: ´Espírito de Verdade´. Além da tradição histórica, acrescentemos este fato decisivo: em uma das mensagens em língua francesa dirigidas a Allan Kardec o pseudônimo da Entidade crística aparece com a prepo-sição, ou seja, Espírito de Verdade, de conformidade com o Novo Testamento”.

Espírito de Verdade é o nome de uma falange?

2o. – Rizzini não aceita a idéia, que vez por outra ouvimos no meio espírita, de que o Espírito de Verdade seja uma falange, uma plêiade, uma reunião de Espíritos.
Eis o que ele escreveu (obra citada, pág. 12): “O insigne Espírito de Verdade é uma individuali-dade! Lembremo-nos de que em sua primeira mensagem (psicografada em 1856 em Paris pelas irmãs Baudin) a Entidade afirmou, dirigindo-se a Allan Kardec: ´ – Para ti, eu me chamarei A VERDADE...´
“Note-se que a Entidade não escreveu: ´Nós` e, sim, conforme se lê em ´Obras Póstumas`: ´Eu me chamarei A VERDADE`.
“Outra prova da sua individualidade está no fato de que seu pseudônimo aparece nos prolegô-menos de ´O Livro dos Espíritos` entre os nomes de Sócrates, Platão, Fénelon, Santo Agostinho, Erasto etc. Oferecemos, ainda, outra prova que reputamos, também, inquestionável. Abramos o livro ´O Céu e o Inferno`, edição da Edicel, página 167. Em uma sessão mediúnica dirigida por Allan Kardec e realizada na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas manifestou-se o Espírito Jobard, o qual fora presidente honorário daquela instituição e amigo particular do próprio Kardec. A certa altu-ra do diálogo com Jobard perguntou Kardec:
– Vedes os Espíritos que aqui se encontram conosco?
– Vejo, sobretudo, Lázaro e Erasto. Depois, mais distanciado, o Espírito de Verdade que paira no espaço.”

Jesus e o Espírito de Verdade são a mesma pessoa?

3o. Com respeito à idéia de que o Espírito de Verdade seja o próprio Cristo, Jorge Rizzini é cate-górico (obra citada, pág. 12):
“Não. Se fosse, jamais teria dito aos apóstolos: ´... eu rogarei ao Pai e Ele vos enviará outro Consolador, para que fique eternamente convosco: o Espírito de Verdade.”
Os que pensam de forma contrária apóiam-se principalmente na semelhança de linguagem que se nota entre algumas comunicações assinadas pelo Espírito de Verdade e as palavras de Jesus cons-tantes do Evangelho.
Esclarece então Jorge Rizzini:
“A semelhança de personalidade, e até de linguagem (uma é reflexo de outra), explica-se pelo fato de que a evolução de ambos pode apresentar o mesmo nível ou quase o mesmo. Recordemos que Jesus não disse que enviaria o Espírito de Verdade; o que o Mestre disse, e com ênfase, é que rogaria a Deus e o Pai, então, enviaria o Espírito de Verdade à Terra. O Espírito de Verdade foi um ilustre filósofo da Antiguidade. E, por ser puro, é que o insigne Espírito foi porta-voz do Cristo ao trazer para nosso planeta o Espiritismo...”
Com relação à notícia de que a mencionada Entidade fora um ilustre filósofo da Antiguidade, Rizzini faz a seguinte observação:
“Dissemos que o Espírito de Verdade é um filósofo da Antiguidade. Essa informação encontra-se em uma obra de Kardec publicada em 1858 e que o Codificador jamais reeditou. Refiro-me ao livro ´Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas`. Examine o leitor as páginas 227-228 do volume ´Iniciação Espírita`, das Obras Completas de Allan Kardec (1a edição) lançada pela Edicel Ltda., ou a página 91 da 2a edição de ´Instruções Práticas` publicada pela Livraria O Clarim, então sob a direção de Cairbar Schutel. Eis aí a revelação que Allan Kardec nos deu sobre o Espírito de Verdade: ´Tendo eu interrogado esse Espírito, ele se deu a conhecer sob um nome alegórico (eu sou-be, depois, por outros Espíritos, que fora o de um ilustre filósofo da Antiguidade)´.”
(Marcelo Borela de Oliveira)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

SOBRE A CRIANÇA

As notícias da imprensa, nos últimos dias, referentes a crianças rejeitadas, induziram os nossos amigos, em visita ao nosso ambiente de trabalho espiritual, a longos comentários sobre a infância. Crianças abandonadas, enjeitadas, desprotegidas, doentes, problemas de aborto e lutas dos pequeninos pela sobrevivência foram os assuntos de nossa conversação antes da reunião, dando-nos o desejo de prosseguir-nos mesmos temas.
Iniciada a reunião, O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ofereceu para estudo o item 18 do capítulo XIII, sobre os órfãos. As explanações a respeito foram muito felizes. Ao fim da reunião foi lida a mensagem de nosso caro Emmanuel.

ANTE OS PEQUENINOS
Emmanuel

Observa a criança e reconsidera o tratamento que talvez lhe tenhas dado até agora.
Sabes desincumbir-te dos compromissos para com os adultos;
Respeitar os semelhantes;
Instruir os companheiros menos cultos quanto à orientação no próprio caminho;
Auxiliar aqueles outros irmãos que te pedem simpatia e consolo.
*
Considera os pequeninos que se ajustam à existência e faze o mesmo.
*
Não prometas à criança o que não hás de cumprir e guia-lhe o passo, sempre que a vejas órfã de rumo.
Não nos referimos unicamente aos rebentos humanos que se desenvolvem no chão das necessidades materiais.
Estejam eles – os pequeninos – em ásperas provas no mundo ou acobertados pelo reconforto doméstico, são, todos eles, espíritos sedentos de apoio c luz na marcha evolutiva que lhes compete realizar.
Não lhes imponhas rejeição ou sofrimento a pretexto de penúria nem lhes relegues a vida ao abandono, na suposição de que a assistência puramente mercenária lhes resolva os problemas.
*
Aceita-os e convive com eles nos alicerces da sinceridade que te caracteriza o trato com os amigos amadurecidos nos melhores raciocínios da Humanidade.
Nem fantasia.
Nem violência.
Atenção e amor.
Verdade humanizada e entendimento constante.
Culto de bondade e prestação de serviço, nos mesmos recursos de que te utilizas na edificação dos afetos que te rodeiam.
*
Leva teus filhos ao pediatra e ao dentista, ao cabeleireiro e ao alfaiate, satisfazendo às exigências da vida comum.
Não olvides conduzi-los à idéia de Deus e às lições vivas do bem, a fim de que se lhes modele o coração para a Vida Superior.
*
És a imagem.
A criança é a objetiva.
Ou, melhor considerando, a criança é a terra adubada em que semeamos.
E de toda plantação que lhe dermos, os frutos correspondentes virão depois.

Livro: Caminhos de Volta - Psicografia: Francisco C. Xavier - Espíritos diversos

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

INIMIZADES

Herança preponderante em a natureza humana,que procede do primarismo ancestral, a inimizade é expressão inferior que ergastula a sua vitima à selvageria da qual se deveria libertar.
A conquista da paz e do amor, que leva à saúde integral, faz-se lentamente, através da superação dos impulsos violentos dos instintos dominadores, que insistem em permanecer.
A inimizade é o fenômeno perturbador que instala cizânia e turbulência onde medra e em quem se instala.
Irradia-se como um morbo pestífero, contaminando todos quantos a enfrentam, porque se utiliza da mentira a da calúnia para dominar as mentes e envenenar os corações.
Apóia-se em argumentos doentios quanto falsos, pretendendo defender falsamente a dignidade que se lhe apresenta ferida e exige reparação do que considera como ofensa, desconsideração ou afronta...
Essa conduta é filha predileta do egoísmo, que se expressa como prepotência ou jactância que o orgulho intoxica.
À medida, porém, que o Espírito se liberta das injunções penosas dos atavismos primários, a inimizade cede passo à tolerância e à compreensão das ocorrências que afetam todas criaturas.
Em passo relativamente próximo, a cultura hedonista, extravagante e perversa utilizava-se do duelo para reparar aparentes ou reais danos morais, afrontar adversários legítimos ou pressupostos, transferindo os ódios para futuro espiritual, infelizmente programando renascimento dolorosos, obsessões cruéis até o momento em que o amor em forma de perdão venha libertar os atormentados litigantes.
Um inimigo desencarnado é mais perturbador e virulento do que mergulhado no corpo físico.
Hoje, no entanto, é quase igual a conduta humana em relação aos inimigos.
O progresso moral dos povos eliminou esse tipo de homicídio legal em nome da honra.
No entanto, o processo de evolução individual não conseguiu modificar as paisagens íntimas das criaturas, nas quais o duelo mental permanece hediondo, engendrando combates e vinganças terríveis, em nome da alucinação de que se fazem vítimas.
As inimizades, geradas pelos embates e incompreensões do inter-relacionamento pessoal, ou resultante das antipatias que medram insensatamente, devem ser enfrentadas mediante
Reflexões de paz através de orações em favor daqueles cujas vibrações de rancor buscam encontrar campo mental e emocional naqueles contra os quais são direcionadas.
Inimigos repontam, inevitavelmente, em todo lugar, confirmando o estágio de evolução do planeta terrestre, que ainda hospeda incontáveis Espíritos em fase de desenvolvimento evolutivo inferior.
Encontram-se abençoados certamente pela oportunidade para crescer e libertar-se das faixas constritoras do primitivismo no qual estorcegam..
Comprazem-se, no entanto, em perseguir, em malsinar, em descarregar as energias mórbidas naqueles com os quais antipatizam.
Não são necessariamente vítimas solicitando reparação, cobrando dívidas espirituais, mas criaturas estúrdias, invejosas, que necessitam de compaixão e de fraternidade, nunca de revide ou combate.
Implicam com facilidade e voltam-se contra as demais com ferocidade estranha e insistente, que lhes constitui estímulo e motivação para continuarem a viver...
Não sabem caminhar ao lado, preferindo estar contra, ao invés de cooperando, dificultando o acesso ao progresso.
Insistem em permanecer na conjuntura perturbadora, que lhes parece fazer bem, embora os danos morais profundos, fechando os sentimentos e a razão a qualquer possibilidade de mudança de conduta.
Desde que não as podes evitar, porquanto sempre as defrontarás pelo caminho de ascensão,
não lhes sintonizes com os pensamentos deletérios, nem lhes dês ocasião de debater, explicando-te ou procurando parlamentar fraternalmente.
Nada que justifique a inimizade sob o ponto de vista moral e racional.
Trata-se de uma quase irracionalidade.
Segue, porém, adiante, sem te fixares nesses irmãos infelizes da retaguarda espiritual. Nunca revides por palavras, atos ou sequer pensamentos.
Eles necessitam de socorro e da terapia da misericórdia que dimana do amor.
Tenta entendê-los e não lhes comentes a enfermidade espiritual, ampliando o campo de ação perturbadora.
Faze silêncio em torno das suas agressões e não dês maior importância aos ultrajes que te dirigem.
O tempo, esse grande educador, e as Soberanas Leis despertá-los-ão conforme a ti mesmo aconteceu.
Aprende com eles paciência e humildade.
Fazendo-se teus algozes, constituirão teus mestres, porque te ensinarão bondade sob perseguições e amor em situações penosas.
O diamante que brilha experimentou o buril e o cinzel que lhe retiram a ganga, oferecendo-lhe beleza e majestade.
Jesus, o Amigo por excelência, não obstante a dedicação total à Humanidade, não passou incólume entre esses pobres e infelizes membros da comunidade humana.
Uns odiaram-nO por inveja; outros o detestaram pela impossibilidade de fazerem o que Ele realizava; mais outros, vitimados pelo despeito e amargurados pela própria pequenez perseguiram-nO; todos, no entanto, porque se não amavam a si mesmos, soberbos e egoístas, por detectarem a grandeza dEle e a inferioridade pessoal.
Urdiram tramas hediondas, disseminaram calúnias, perseguiram-nO, crucificaram-nO, e Ele, não obstante, retornou para erguê-los do paul moral onde se encontravam na direção do Reino, em gloriosa ascensão reparadora.
Faze o mesmo. Mas se te faltarem os valores hábeis para esse cometimento libertador, perdoa-os e segue em paz, não sendo inimigo de ninguém, embora haja aqueles que preferiram ser teus inimigos.

JOANNA DE ÃNGELIS
Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na reunião mediúnica da noite de 26 de junho de 2000, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ESPIRITISMO BÁSICO

O porque do nome "Espiritismo"
Espiritismo provém do francês Spiritisme, nome cunhado por Allan Kardec, em 1857, para designar o conjunto de princípios científicos, filosóficos, religiosos e morais que compõem a Doutrina cuja codificação lhe havia sido confiada pelos espíritos superiores que o guiaram e responderam às suas indagações.
O termo Espiritualismo (Spiritualisme), então e até hoje disponível na língua francesa e em outros idiomas, não atendia, como ainda não atende, ao objetivo de nomear uma Doutrina. É, antes, um conceito abrangente que engloba todo um conjunto de tradições religiosas, práticas místicas e posturas filosóficas existentes desde os primórdios da humanidade e que compartilham a crença na existência dos espíritos e suas manifestações e na imortalidade da alma.
O Espiritismo, portanto, é uma doutrina Espiritualista. Resta claro, por outro lado, que Espiritualismo não é sinônimo de Espiritismo.
Esta explicação se faz necessária devido a dois fatos distintos. No Brasil, há uma diversidade de cultos espiritualistas de origem africana, dentre eles, cultos dos mais dignos e merecedores de todo respeito. No entanto, pessoas equivocadas chamam os seguidores de tais cultos de espíritas, quando deveriam ser chamados pelo nome adequado ao culto em questão, nome que sempre existe e que os seguidores conhecem e pelo qual se denominam. Nos Estados Unidos a confusão é com o Novo Espiritualismo (New Spiritualism) , um conjunto de cultos e tradições que também se desenvolveu a partir da segunda metade do século XIX, mas que não segue a Doutrina dos Espíritos conforme codificada por Kardec e não compartilha dos mesmos princípios e práticas.

O que nos ensina o Espiritismo
O Espiritismo não possui dogmas de fé. Kardec, com a experiência de educador que possuía, inspirado e auxiliado pela falange de espíritos superiores liderada pelo Espírito da Verdade, compilou em cinco obras básicas a Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos, como muito propriamente a chamava, por ser ela constituída em sua maior parte pelas respostas que aqueles nobres espíritos deram às perguntas criteriosamente colocadas por ele e por respeitáveis estudiosos que com ele trabalharam.
As cinco obras fundamentais do Espiritismo são: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Nesta ordem, as cinco obras compõem um completo conjunto didático que leva o leitor a uma reflexão séria e cautelosa sobre os principais temas existenciais que sempre empolgaram a mente humana. Nada ali é tratado como dogma. Cada princípio colocado é examinado à luz da razão, da lógica e do bom senso. Nada se pede ao leitor que aceite sem pensar.
Quem desejar realmente conhecer o Espiritismo, deve ler e estudar suas obras fundamentais, a chamada Codificação Espírita. Para que se tenha uma visão simplificada, no entanto, relacionamos, a seguir, alguns de seus princípios básicos:
Deus é a inteligência primária, criadora de todos os seres e de todas as coisas, que permeia todo o Universo, estando presente em cada criatura e transcendendo toda a Criação; além da dimensão material, existe uma dimensão espiritual, onde habitam espíritos desencarnados, que se encontram em diferentes estágios de evolução. Os espíritos encarnados habitam a dimensão material em seus diversos mundos. As dimensões material e espiritual se interpenetram; todas as leis da Natureza são leis de Deus; o que se chama hoje de sobrenatural nada mais é do que o natural que hoje se desconhece; são leis de Deus, tanto as físicas quanto as morais, se identificando estas facilmente como aquelas que se encontram imutáveis desde o mais longínquo passado, não sendo passageiras nem afeitas a uma ou a outra religião, cultura ou etnia; o Céu e o Inferno não existem como locais, como destino final para onde vão os justos ou os pecadores. Ao se desprender do corpo, na chamada morte, o espírito irá perceber, com seus sentidos sutis, exatamente as projeções mentais que tiver criado no período que precede a desencarnação. Na dimensão espiritual as projeções mentais são percebidas pelos sentidos como se fossem realidades materiais, permitindo a percepção pelo espírito tanto dos monstros mais horrendos, quanto das mais enlevantes belezas. Dessa forma, cada espírito construirá para si mesmo seu inferno ou seu paraíso. A afinidade entre os espíritos e as ligações causa-efeito criarão comunidades das mais diversas matizes, ao longo de um amplo leque de evolução espiritual; Os espíritos evoluem sempre, reencarnando tantas vezes quanto for necessário para o seu aprendizado; O espírito encarnado goza de livre-arbítrio, mas sofre constantemente os efeitos reativos de suas ações passadas, boas ou más. Da mesma forma, sofrerá no futuro o efeito de suas ações atuais. É o princípio de causa e efeito, que as tradições orientais chama de carma; Não existem anjos nem demônios que tenham sido assim criados desde toda a eternidade. Os espíritos empedernidos no mal projetam sobre os sentidos alheios uma aparência que se assemelha aos padrões de identificação que a cultura do indivíduo que os percebe tenha neste imprimido. Poderão, dessa forma, ser percebidos por um encarnado ou desencarnado ocidental como dotados de chifres e de rabo e vestidos com roupa vermelha ou com as formas animalescas mais grotescas. Da mesma forma ocorre com os que perseveraram no caminho do bem, que poderão ser percebidos vestidos de branco, dotados de asas e portando uma auréola sobre a cabeça ou como seres diáfanos e luminosos; Os espíritos são criados simples e ignorantes e, ao longo das diversas encarnações vão evoluindo em bondade e sabedoria, sendo classificados pelo Espiritismo como pertencentes a diferentes ordens: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima e se religaram ao Criador; Bons Espíritos, nos quais a sabedoria e o desejo do bem predominam; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

Existe e sempre existiu um continuo intercâmbio entre espíritos desencarnados e encarnados, de acordo com afinidades emocionais entre eles existentes, seus hábitos e sua conduta social comuns. Espíritos inferiores, sujeitos às más paixões, não conseguem se comunicar com encarnados evoluídos em bondade e sabedoria, da mesma forma que espíritos sábios não logram transmitir inspiração a encarnados devassos ou perversos. As companhias espirituais de um encarnado são semelhantes às companhias encarnadas que ele eleger para si; Médium é o nome que se dá ao encarnado que serve de veículo, de meio, à comunicação entre encarnados e desencarnados. Ser médium não significa ser espírita, sequer denota boas qualidades morais;
Sendo a mediunidade um dom, isto é, algo pelo que o indivíduo não fez qualquer esforço ou gasto para obter, ela deve ser praticada de graça em benefício dos necessitados. O Espiritismo é fiel à máxima: "Dai de graça o que de graça recebeis". Se, por um lado, nem toda prática mediúnica gratuita seja espírita, por outro, toda prática mediúnica espírita é gratuita.
Jesus Cristo é o guia supremo da Humanidade. Com suas palavras e seu exemplo de vida ele é o Mestre, o irmão mais velho que venceu, o modelo a ser seguido por todos nós. Não ensinou o que aprendeu nos livros mas o que já sabia por experiência própria. Exortou-nos a ter fé demonstrando do que a fé é capaz, curando enfermos, multiplicando pães e peixes, andando sobre as águas. Declarou-se Filho de Deus e nos ensinou a chamar a Deus de Pai, para que também nos soubéssemos Seus filhos. Conclamou-nos a amar nossos irmãos como a nós mesmos, dando no Calvário o testemunho sublime de seu amor por nós. Demonstrou a imortalidade da alma, dialogando com os espíritos de Moisés e Elias no monte Tabor e aparecendo aos seus discípulos após a morte do seu corpo na cruz.

O Espiritismo tem hierarquia, símbolos e rituais?
O Espiritismo não tem sacerdotes, nem hierarquia eclesiástica. Não existe forma de tratamento diferenciada entre os espíritas, chamando-se entre si, simplesmente, de irmãos ou irmãs.
Qualquer grupo de espíritas pode formar um Centro ou uma Casa Espírita, seguindo em suas reuniões e demais atividades as orientações contidas na própria Codificação ou em obras doutrinárias específicas.
No Brasil, os Centros Espíritas se congregam em Conselhos Regionais, Uniões ou Federações estaduais, tendo-se a Federação Espírita Brasileira como entidade coordenadora à nível nacional.
O espiritismo não tem rituais, não usa imagens, símbolos, talismãs, objetos especiais, nem adereços de espécie alguma. Tampouco prescreve qualquer dieta alimentar. A esse respeito é sempre bom lembrar que Hitler era vegetariano e que, somente isso, não fez dele exatamente um santo.

O Espiritismo é Exclusivista?
O lema do Espiritismo é "Fora da Caridade não Há Salvação" em contraponto ao lema "Fora da Igreja não Há Salvação".
Para o Espiritismo, um indivíduo que siga a trilha do bem, sendo justo, honesto, amando e respeitando seus irmãos, mesmo que siga outra religião ou ainda que diga não seguir religião alguma em particular, está no caminho certo e seguro de retorno "à casa do Pai".
Por outro lado, estanca seu progresso e estaciona no caminho o indivíduo que se diz espírita e fala mal dos outros, recusa auxílio a quem precisa ou prejudica seu irmão. De nada lhe valerão os passes e a freqüência a reuniões doutrinárias, enquanto não praticar sua reforma íntima e se voltar para o bem.

Como pode alguém se tornar espírita?
Uma pessoa que queira se tornar espírita não precisa passar por qualquer forma de batismo ou iniciação.
A rigor, basta que essa pessoa se deseje melhorar.
No entanto, há três premissas básicas que devem ser atendidas, premissas essas bem colocadas por Kardec no capítulo I de O Livro dos Médiuns. São elas:
Crer-se em Deus
Crer-se que se tem uma alma
Crer-se que essa alma sobrevive após a morte
Um espírita é uma pessoa que se instrui, lendo as obras da Codificação e boas obras espíritas e participando de reuniões de estudo dessas obras.
Um espírita é uma pessoa que pratica a caridade, fiel ao lema "Fora da Caridade não há Salvação". A caridade é, de todas as virtudes, a mais excelente, como coloca São Paulo de forma eloqüente em sua Primeira Epístola aos Coríntios. Mas caridade não é o ato de dar esmolas. Caridade é, antes de tudo, amarmos ao próximo como a nós mesmos, como exortou o Cristo. Jamais fazermos aos outros o que não queremos que nos façam a nós. Tratar os outros como nos seria agradável ser por eles tratados. Ajudar a quem precisa, a quem está menos evoluído, material ou espiritualmente, do que nós. E sem jamais esperar qualquer recompensa ou a admiração alheia.

Fonte Internet Página da Instituição Espírita Joanna de Ângelis -

http://www.ieja.org/