quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2010: PREVALEÇA A LUZ SOBRE AS TREVAS

O ser humano é como uma criança espiritual que cresce vida a vida, desenvolvendo suas capacidades de entendimento e atuação dentro da supremacia cósmica. Enquanto não aprendemos a discriminar realidade/ilusão e atuar de acordo com o Superior, sofreremos em forma de tristezas e doenças esse desacordo.
Ninguém pode desejar mal ao outro sem desejar mal a si mesmo.
Ninguém faz bem ao outro e não fica em paz com Deus em si mesmo.
A Suprema Lei Universal para a evolução dos seres é assim. É Justiça, é despertar e ascensão.
Se eu quero evoluir, preciso de entendimento, compaixão, humildade e vigor da alma para não me deixar abater pelo “desconectado”. Deus e a Espiritualidade Suprema só querem o BEM.
Todo e qualquer sentimento que não estiver dentro dessa tônica, demonstrada por tantos e tantos sábios, santos, mestres e iluminados de todas as nações, religiões e gerações, como Buda, Jesus e Krishna, deve ser deixada de lado, como algo que está destinado a desaparecer por si mesmo.
Devemos procurar em nós próprios a raiz do ódio, dos sentimentos agressivos e arrancá-los, com disposição para sermos terreno fértil da paz e do amor de Deus.
Plante em você a fé, irrigue-a com um viver consciente em pensamento, palavras e atos de Luz e deixe crescer a Árvore da Realização Suprema, que tem suas raízes no Eterno e seus galhos estendem-se ao Infinito, alimentando com sabedoria nosso ser.
Que em 2010 estejamos ainda mais alinhados na Sublime Realização de UNIFICAÇÃO DA CONCIENCIA em Deus UNO e ETERNO.
Desejar o bem, a saúde, a prosperidade para todos, indistintamente é abrir a consciência para uma vida fértil e o corpo para ser instrumento construtor nos desígnios divinos.
Sejamos cada vez mais UM COM Deus e em Deus trazendo para as nossas vidas, seu AMOR, SUA PAZ E SUA GLÓRIA e desejando o mesmo para todos os que nos cercam, sem restrições.
Deseje apenas o bem, para o próximo ano, e para todo os outros de tua vida.
Não desanime jamais de fazer a LUZ prevalecer Sempre.

Sérgio Ribeiro

domingo, 27 de dezembro de 2009

EM TORNO DA DOUTRINA


O capítulo III de O Evangelho Segundo o Espiritismo começa com uma frase incontestável: A casa do Pai é o universo.
E que outra expressão poderia traduzir, para o entendimento humano, o conceito da casa de Deus?
A casa de Deus é o universo, Sua onipresença traduz a expressão de Sua vontade absoluta, a conduzir cada expressão de vida nesse imenso caminho para a perfeição.
Muito se especula sobre a vida no universo, sobre seres que habitam outros mundos, suas naturezas, suas ações...
A ciência, escudada na arrogância humana de só aceitar aquilo que vê, sente e prova, procura evidências de vida baseando-se nos padrões terráqueos, sentenciando que, se em tal planeta não existe sinal de água, então lá não existe vida !
Mas, por que o universo haveria de ter a Terra como padrão? Os sinais vitais da Terra podem ser específicos para ela, já em Júpiter, por exemplo, podem ser outros... A vida é um constante processo de adaptação.
Kardec nos fala, por inspiração dos Espíritos, das diferentes categorias de mundos habitados, cada uma delas referindo-se aos estágios evolutivos de seus habitantes, sendo que esses estágios são coerentes com as necessidades físicas de adaptação, ou seja, nos mundos inferiores, onde a existência é toda material, as condições biológicas de seus moradores estão adaptadas a uma vida grosseira, pesada, dominada por paixões. O perispírito desses habitantes, por coerência, ainda se reveste de material denso, pesado, modelando seres equivalentes ao ambiente.
Já nos mundos desenvolvidos, onde a influência da matéria diminui, a vida é mais espiritual e isso se reflete no próprio ambiente que abriga os seus moradores, detentores de um perispírito mais fluido, em sintonia com processos espirituais mais elevados.
A vida é evolução, ela se processa em vários níveis, dando a todos a oportunidade de crescimento.
Se existem formas diferenciadas de mundos, adaptadas aos seus ciclos evolutivos, então as condições de vida também podem variar, de acordo com as necessidades de cada humanidade.
As muitas moradas da casa de nosso Pai, são a expressão de Sua vontade, num processo organizado que tem por finalidade, proporcionar o progresso individual e coletivo dos seus filhos.
Se cada um puder parar, à noite, por alguns minutos e olhar para o céu, vai perceber um milagre que está diariamente ante os nossos olhos, é a vida pulsando no universo, o fantástico movimento estelar... É como se a cintilação dos astros nos enviasse uma mensagem, dizendo que Deus está presente, que as formas de vida podem ser diferentes, mas são vida.
Somos ainda muito pequenos, estamos em crescimento, mas se orarmos com o melhor que nosso coração puder realizar, sem dúvida vivenciaremos a realidade de que a promessa de Jesus é eterna, quando Ele diz que há muitas moradas na casa de nosso Pai e que Ele está sempre preparando novos lugares para lá nos alojar.
É reconfortante saber que somos os artífices do nosso caminho, que nossa fé e nossa esperança nos conduzirão, sempre, com segurança, pelas moradas do Pai.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

VIVÊNCIA EVANGÉLICA

O Culto do Evangelho no Lar é a reunião dos familiares de boa vontade neste propósito para estudar o Evangelho do Cristo, para melhor vencerem as dificuldade do caminho, uma vez que se apóiam mutuamente no mesmo entendimento desta doce doutrina que tem um objetivo só para todos: assimilar os ensinamentos de Jesus e pô-los em prática para alcançar a perfeição.
À medida que as criaturas vão se reunindo, ampliando o número dos participantes dentro do lar para o estudo do Evangelho, numa demonstração de fé nas lições do Mestre Jesus, vai aumentando a compreensão entre si, vão sentindo a inconfundível proteção Espiritual, vão conquistando paz interior.
O Culto do Evangelho no Lar abre as portas para aquelas pessoas que tem suas atividades de trabalho em horários que coincidem com os horários que as comunidades religiosas realizam. Beneficia até mesmo as de pouca afinidade com tais maneiras de proceder, preferindo o seu Lar para ser um sincero e verdadeiro templo onde temos como altar os nossos corações conforme o ensino de Jesus ."
"O Culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. (...)
A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, e novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo.
Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum. (...)" (Francisco Cândido Xavier - Culto Cristão no Lar - livro "Luz no Lar" 1978 3a ed.FEB)
"Não olvides a necessidade do Cristo no cenáculo de amor em que te refugias. (...)" (Cultura Espírita União - Jesus em Casa - do livro Família - 1981pg 25)
"(...) Cultivar o Evangelho, no santuário familiar, é nortear a nossa experiência para o reinado de Deus em nós e fora de nós. (...)"
"(...) Quando o Lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu. Quando a família ora, Jesus se demora em casa. Quando os corações se unem aos liames da Fé, o equilíbrio oferta bençãos de consolo e a saúde derrama vinho de paz para todos.
Jesus no lar é vida para o Lar.
Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem invariável. Distende, de tua casa cristã, a luz do Evangelho para o mundo atormentado.
Quando uma família ora em casa, (...) toda a rua recebe o benefício da comunhão com o Alto. (...)"
"Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa.
Prepara a mesa, coloca água pura, abre o Evangelho, distende a mensagem de fé, enlaça à família e ora. Jesus virá em visita. (...)"Divaldo Pereira, Jesus Contigo do livro Messe de Amor - pelo Espírito Joanna de Ângelis. 1966)
"Depois da prece com que nos cabe agradecer ao Senhor o pão da alma, abre as páginas do Evangelho e lê, em voz alta, alguns dos seus trechos de verdade e consolo para o que receberá a inspiração dos Amigos Espirituais.
Entre dez a 30 minutos.
Em seguida, na intimidade da palavra livre e sincera, todos os companheiros devem expor suas dúvidas, seus temores e dificuldades sentimentais.
Através da conversa edificante, emissários da Esfera Superior distribuirão idéias e forças, em nome do Cristo, para que horizontes novos iluminem o espírito de cada um. Não afastes da linha direcional do Evangelho entre os teus familiares. Continua orando fiel, estudando com aqueles a quem amas as diretrizes do Mestre e, quanto possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da Boa-Nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a inspiração consoladora do Cristo.
Aprenderás que semelhante prática vale por visita de nossos corações ao Eterno Benfeitor, que nos tomará o esforço por trilho de acesso à Sua Divina Luz, transformando-nos o culto da Boa-Nova em fonte de bênçãos, dissolvendo em nosso campo de trabalho as sombras da discórdia e da ignorância, do desequilíbrio e da irritação.
Criar semelhante serviço, pois, no domicílio de nossas almas, é simples dever, porquanto, pela palavra que ensina e ajuda, aprenderemos a abrir as portas do coração para que, na intimidade de nós mesmos, possamos sentir a Divina Presença de Jesus. (...)

Conduta Espírita

sábado, 19 de dezembro de 2009

PELOS ESQUECIDOS DA TERRA

JESUS! Lembrando o Teu convite endereçado a todos nós, há mais de dois mil anos: “Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados que eu vos aliviarei”, aproveitamos a oportunidade para fazer-te um pedido em nome dos “esquecidos”, por ocasião de Tua descida ao nosso mundo, entre os dias 24 e 25 de Dezembro, quando comemoramos o Teu aniversário natalício.
Como sabes Senhor, eles se encontram em toda parte, a começar pelas crianças que acordam famintas, esquecidas pela sociedade indiferente à sua sorte, e que por isso acabam encontrando a desencarnação na cruel desnutrição. Rogamos pelas mães abandonadas por parceiros desalmados; vencidas pela miséria, elas esquecem de si mesmas para poderem sustentar os filhos e acabam vitimas da traiçoeira tuberculose.
Pedimos também pelos pais esquecidos, Senhor, que tudo fazem pelos filhos, sacrificando-se inúmeras vezes para o bem-estar deles, e depois são relegados a um segundo plano na velhice, razão pela qual acabam desencarnando apunhalados moralmente pela ingratidão daqueles de quem tanto esperavam no inverno de suas vidas.
Jesus! É certo que não temos a pena de morte em nosso país. Mas há coisa pior do que as vítimas do esquecimento do Poder Público, que apodrecem nas prisões sem as mínimas condições de se reabilitarem perante a vida social? É por isso que intercedemos em favor desses relegados dos poderes constituídos, abandonados nos cárceres, para que sejam restabelecidos a dignidade e o respeito que devemos a esses irmãos em humanidade.
Médico de nossas almas! Rogamos pelos enfermos, esquecidos nas filas dos hospitais, para serem atendidos não se sabe quando, e pelos que são deixados nos corredores à míngua de socorro e atendimento, em flagrante desrespeito às suas dores e, sobretudo, à sua inconteste condição humana.
Governador do Planeta Terra! Embora tenhas sido relegado ao esquecimento pelos Doutores da Lei, pelos poderosos de Tua época e pelos falsos líderes religiosos, jamais esqueceste dos humildes, dos pecadores, dos sofredores de toda a sorte, pois sempre acolheste a todos eles através do Teu Verbo tocado de infinito amor e profunda compreensão.
Além de endereçarmos esta rogativa pelos esquecidos deste mundo, rogamos também em favor, das crianças que estão ainda por nascer, pois existem parlamentares querendo assassiná-las, por meio de aprovação de uma lei que permitirá, infelizmente, a prática do aborto indiscriminado. Ou seja: “esquece-las” pelo resto da vida.
Neste NATAL, vem Senhor, amparar todos os esquecidos que se encontram aflitos e sobrecarregados neste planeta, a fim de aliviares suas dores causadas pela ambição dos insaciáveis, pela indiferença dos egoístas e pela falta de compaixão dos insensíveis.
Vem, portanto, Senhor, confortar o coração dos que foram vencidos pela miséria, pela fome, pela enfermidade, pelas injustiças, porque eles não possuem voz para aclamar por piedade aos “vencedores” da Terra!


Por Gérson Simões Monteiro

Presidente da FUNTARSO

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

ESPÍRITOS DA LUZ


Reunião pública de 7-3-60 .
Questão nº 267 - Parágrafo 10º. (Livro dos Espíritos)

Parafraseando a luminosa definição do apóstolo Paulo, em torno da caridade, no capítulo treze da primeira epístola aos corintios, ousaremos aplicar os mesmos conceitos aos Espíritos benevolentes e sábios que nos tutelam a evolução.
Ainda que falássemos a linguagem das trevas e não possuíssemos leve raio de entendimento, — não passaríamos para eles de pobres irmãos necessitados de luz.
Ainda que nos demorássemos na vocação do crime, caindo em todas as faltas e retendo todos os vícios, a ponto de arrojar-nos, por tempo indeterminado, nos últimos despenhadeiros do mal, para nosso próprio infortúnio, — não seríamos para eles senão criaturas Infelizes, carecentes de amor.
Ainda que dissipássemos todas as nossas forças no terreno da culpa e dedicássemos a vida ao exercício da crueldade, sem a mínima noção do próprio dever, — Isso seria para eles tão-somente motivo a maior compaixão.
Os Espíritos da Luz são pacientes.
Em todas as manifestações são benignos.
Não invejam.
Não se orgulham.
Não mostram leviandade.
Não se ensoberbecem.
Não se portam de maneira inconveniente.
Não se irritam.
Não são interesseiros.
Não guardam desconfiança.
Não folgam com a injustiça, mas rejubilam-se com a verdade.
Tudo suportam.
Tudo crêem.
Tudo esperam.
Tudo sofrem.
A caridade deles nunca falha, enquanto que para nós, um dia, as revelações gradativas terão fim, os fenômenos cessarão e as provas terminarão, por desnecessárias.
Por agora, de nós mesmos, conhecemos em parte e em parte imaginamos; entretanto, eles, os emissários do Eterno Bem, acompanham-nos com devotamento perfeito, sabendo que, em matéria de espiritualidade superior, quase sempre ainda somos crianças, falamos como crianças, pensamos quais crianças e ajuizamos infantilmente.
Estão certos, porém, de que mais tarde, quando nos despojarmos das deficiências humanas, abandonaremos, então, tudo o que vem a ser pueril.
Verificaremos, assim, a grandeza deles, como a víssemos retratada em espelho, confrontando a estreiteza de nosso egoísmo com a imensurabilidade do amor com que nos assistem.
Conforte-nos, pois, reconhecer que, se ainda demonstramos fé vacilante, esperança imperfeita e caridade caprichosa, temos, junto de nós, a caridade dos mensageiros do Senhor, que é sempre maior, por não esmorecer em tempo algum.

Emmanuel
Do livro Seara dos Médiuns. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sábado, 12 de dezembro de 2009

EVOCAÇÃO DO NATAL.



O maior de todos os conquistadores, na face da Terá, conhecia, de antemão, as dificuldades do campo em que lhe cabia operar.
Estava certo de que entre as criaturas humanas não encontraria lugar para nascer, à vista do egoísmo que lhes trancava os corações; no entanto, buscou-as, espontâneo, asilando-se no casebre dos animais.
Sabia que os doutores da Lei ouvi-lo-iam indiferentes, com respeito aos ensinamentos da vida eterna de que se fazia portador; contudo, entregou-lhes, confiante, a Divina Palavra.
Não desconhecia que contava simplesmente com homens frágeis e iletrados para a divulgação dos princípios redentores que lhe vibravam na plataforma sublime, a abraçou-os tais quais eram.
Reconhecia que as tribunas da glória cultural de seu tempo se lhe mantinham cerradas, mas transmitiu as boas novas do Reino da Luz à multidão dos necessitados, inscrevendo-as na alma do povo.
Não ignorava que o mal lhe agrediria as mãos generosas pelo bem que espalhava; entretanto, não deixou de suportar a ingratidão e a crueldade, com brandura e entendimento.
Permanecia convicto de que as noções de verdade e amor que veiculava levantariam contra ele as matilhas da perseguição e do ódio; todavia, não desertou do apostolado, aceitando, sem queixa, o suplício da cruz com que lhe sufocavam a voz.
É por isso que o Natal não é apenas a promessa da fraternidade e da paz que se renova alegremente, entre os homens, mas, acima de tudo, é a reiterada mensagem do Cristo que nos induz a servir sempre, compreendendo que o mundo pode mostrar deficiências e imperfeições, trevas e chagas, mas que é nosso dever amá-lo e ajuda-lo mesmo assim.

Espírito: EMMANUEL.
FONTE: LIVRO ANTOLOGIA MEDIÙNICA DO NATAL –
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

Digitado por: Lúcia Aydir – SP/08/2005.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ESPÍRITOS DE EXTRATERRESTRES E ESPÍRITOS DESENCARNADOS



Pergunta: Qual a diferença de espíritos desencarnados e espíritos de extraterrestre.

Resposta: O principio inteligente é um só no cosmo. Não há nenhuma diferença entre um espírito desencarnado ou um ser que está encarnado em outro mundo e que toma uma nave se desloca, chega próxima a terra e se desdobra, e se potencializa nos ambientes espirituais da terra, e pare-passos com os espíritos desencarnados, às vezes ajudam a quem está encarnado a dar mensagem, como notar? É muito difícil, na verdade alguns segmentos do espiritismo sequer aceitam a possibilidade de seres extraterrenos darem mensagem tal qual os espíritos dão. Bobagem, pois é possível!
Nós temos que entender uma coisa, os seres extraterrestres, eles tem três maneira de se comunicar conosco que moramos na terra, uma delas é chegar com a nave pousar aqui, pronto chegamos, a outra é mandar mensagem de radio, a outra através da telepatia.
Que nos é dito, e que pelo fato de estarmos isolados da convivê ncia cósmica, porque formamos uma raça que desaprendeu à atitude amorosa para com a vida e para com os seus semelhantes. Por estarmos ainda numa espécie de penalidade, cumprindo os últimos anos desse isolamento esses seres como eles são elegantes, eles não se aproximam e fazem os contatos da forma como oficialmente poderia já ter feito, pousando para todo mundo vê ou mandando mensagem via radio, eles ainda se comunicam por telepatia no sentido de chamar atenção. Mas alguns poucos anos a comunicação será direta, será vista e objetiva, enquanto não for, só resta a eles essa opção, como essa opção de telepatia se confunde com o intercambio mediúnico e como o intercâmbio mediúnico foi envolvido pelos padrões do espiritismo. Tem diretor de Centro Espírita que diz: no meu centro espírita ET não entra. Como é que o diretor do Centro Espírita vai conseguir identificar quem é ET. Ai os amigos espirituais tipo Rochester ficam brincando: o que tem de ET se disfarçando de defunto para poder entrar nos centros espíritas, para dar suas mensagem, ninguém na terra imagina a quantidade. Por eles não estão nem ai para as nossas esquisitices, porque, não há nenhuma diferença entre uma alma de alguém desencarnado na terra e a alma de alguém que vive em outro mundo que chegou aqui e está aqui em visita.
Para quem não consegue entender isso com facilidade, na questão 172 dos livros dos espíritos, o livro dos espíritos é o livro básico da codificação espírita, ali Kardec questionava aos espíritos codificadores: - Nossas diferentes existências corporais passam todas na terra? Os espíritos responderam: Não, não todas, mais em diferentes mundos, a que temos neste mundo nem é a primeira e nem a última é uma das mais materiais, portanto distante da perfeição. Quer dizer que os espíritos estavam deixando claro para Alan Kardec, que nem todas existências corporais de nossos espíritos passavam na terra, já tinha passado em outros mundos e quando da terra saíssem, quando tivesse cumprido o período de aprendizagem previsto para cá iremos para orbes mais evoluído. Na questão 181 do mesmo livro, Kardec torna a questionar: os seres que vivem nesses diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos? Pois que Kardec já havia percebido, que os espíritos desencarnados estavam falando de espíritos encarnado em outros corpos em outros mundos, por isso que ele chamou, os seres que vivem nos diferentes mundos tem corpos semelhantes aos nossos daqui da terra. Então o próprio espiritismo tratar de encarnação em mundos diversos.
Kardec e Flammario n conversavam sobre muitas humanidades celestes que existiam por ai, exatamente, pois que na época dele já conversam a respeito disso. Se o termo extraterrestre existisse naquela época eles teriam chamado.
O fato é que parte da equipe que assessorou o Espírito da Verdade quando a codificação espírita, parte era de seres de que nunca tinha vivido na terra. Algumas dessas individualidades haviam estado aqui ao tempo de Jesus, saíram com ele e voltaram com ele para ajudar a codificação espírita, tecnicamente alguns podia ser considerado, como extraterrestre ai é que os espíritos afirmam com absoluta tranqüilidade. O movimento espírita não aceita com muita tranqüilidade essa questão.



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O CENTRO ESPÍRITA

EM HOMENAGEM AOS 135 ANOS DE NASCIMENTO DE VIANNA DE CARVALHO, UM DOS MAIORES TRIBUNOS ESPÍRITAS.


A medida que a Doutrina Espírita alcançava as mentes e os corações ansiosos de esclarecimento e consolo, aumentando a carga de trabalho do ínclito Codificador eis que ele fundou a 1º de Abril de 1858 a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que funcionou inicialmente na galeria de Valois, n° 35 em Palais-Royal.
Pára que ficassem definidos os seus objetivos, declarou-os no Artigo 1° do seu Regulamento:
— Tem por finalidade precípua o estudo dos fenômenos espíritas e das suas aplicações, as manifestações morais, físicas, psicológicas e históricas da sociedade.
Como continuasse a crescer o número de interessados no estudo dos postulados espiritistas, providenciou a ampliação do Regulamento ainda no mesmo ano, de forma a compatibilizar os interesses gerais com os fundamentos doutrinários da novel Ciência filosófica e religiosa.
Esse cuidado especial do mestre lionês preservaria a mensagem reveladora dos enxertos e adulterações que sempre ocorrem, na razão direta em que se expandem, em que se popularizam as idéias novas.
Dessa forma, aquela Sociedade se tornaria o primeiro Centro Espírita onde os debates saudáveis e os desdobramentos dos conteúdos científicos, filosóficos, morais e religiosos da Doutrina encontrariam campo para serem aprofundados.
Sob a sua presidência, as discussões permaneciam em alto nível e quando se tornavam acaloradas, a sua intervenção sábia acalmava os ânimos a sua autoridade moral e cultural silenciava os mais renitentes. Outrossim, ali teriam lugar as memoráveis tertúlias espirituais, quando venerandas Entidades, utilizando-se de médiuns sérios e dedicados ofereciam lições ricas de sabedoria consolando e iluminando os membros atenciosos interessados no próprio desenvolvimento intelecto-moral bem como no da Humanidade para a qual veio o Espiritismo.
Dirimiam-se dificuldades de interpretação e consolidavam-se no seu recinto as bases do pensamento espírita com vistas ao porvir da sociedade humana.
Exemplo, verdadeiro modelo de instituição, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas deixou precioso legado, que o Centro Espírita moderno atualiza e mantém.
Célula máter do Movimento por facultar-lhe o desenvolvimento e propagá-lo, é escola de relevante importância para quantos se interessam pelo Espiritismo.
É escola, por oferecer os mais significativos recursos culturais para a educação das almas, encarnadas ou não.
No seu labor desdobram-se as instruções que capacitam o aprendiz à conquista de uma existência feliz, enquanto adquire discernimento para conduzir-se com acerto. Ao mesmo tempo, propõe o limar das arestas e o disciplinar da conduta, aprimorando-a e condicionando-a às lições éticas do Evangelho de Jesus, desvelado pela interpretação racional que haure na Codificação.
Doutrina eminentemente educativa, o Espiritismo tem a ver com todos os ramos do conhecimento, por isso mesmo conclamando ao seu estudo sistematizado e cuidadoso, bem como à sua reflexão meticulosa. Nas suas classes ressaltam os valores da inteligência e da razão para serem cultivados, aplicados no comportamento como roteiro de segurança.
Igualmente é oficina de trabalho, por ensejar atividades múltiplas em benefício do próximo e da comunidade.
Sem lugar para a ociosidade dourada ou para a indiferença mórbida, a ação dignificadora nele se desdobra em mil expressões que elevam o ser. completando-o, planificando-o, dando-lhe sentido psicológico a existência planetária.
Desde a sua administração na busca incessante de qualidade até os serviços mais humildes quão indispensáveis, é celeiro de paz que resulta da valiosa aplicação das horas dos seus membros no trabalho libertador.
Da mesma forma é templo de oração, destituído de ritualística, de cerimonial, de qualquer tipo de culto externa, caracterizando-se pela simplicidade, sendo agradável e propicio à elevação dos pensamentos a Deus e à ação da caridade em todas as suas expressões.
Nas suas dependências devam ser preservadas os valores morais, a compostura, a dinâmica do amor, a fim de que a perfeita sintonia com Deus Jesus e os Espíritos Nobres tornem-no ambiente saturado por sutis vibrações, que proporcionam a paz e a renovação.
Lugar de reequilibrio e de harmonia, é, também, hospital de almas no qual terapias especializadas—passes água fluidificada (bioenergia), oração, desobsessão e iluminação de consciência —facultem a saúde do corpo, da mente e do espírito, emulando o paciente ao avanço, à vitória sobre si mesmo, sobre as paixões primitivas, que nele predominam.
Não pode ser confundido, porém, com Nosocômios, Casas de Saúde, Clinicas Médicas e semelhantes, competindo com as mesmas, portadoras de bases acadêmicas, pois que desvirtuaria a sua finalidade essencial passando a conflitar com as Entidades especializadas no mister, as quais deve auxiliar e não produzir perturbação.
No seu ambiente não há lugar para exibicionismo de natureza alguma que faça recordar os palcos do mundo, nos quais se projetam os conflitos do ego humano e as lutas características das naturais promoções competitivas do ser.
Tampouco, pode agasalhar ou dar curso às inovações que ressumam do orientalismo ancestral ou das terapias alternativas atuais, desfigurando-/he, entorpecendo-lhe a finalidade superior.
O Centro Espírita é laboratório para experiências, pesquisas mediúnicas elevadas e cumulativas, que confirmam sempre os postulados básicos exarados nas Obras fundamenteis que Allan Kardec divulgou, completando a Codificação
Não é estanque o trabalho que nele se desenvolve, também não é fruto dos modismos; é isento de ortodoxias ou de atavismos; não enseja novidades frívolas ou aterradoras, muito do agrado daqueles que pensam nas glórias vãs da Terra em detrimento da responsabilidade e da seriedade que sempre devem constituir os seus programas.
O Centro Espírita é campo de luz aberto a todos aqueles que tateiam nas trevas da ignorância, da presunção e do egoísmo apontando rumos de libertação.
Atualizá-lo, sem lhe modificar os objetivos básicos; desenvolver as suas atividades, sem lhe alterar as estruturas ético-morais; qualificá-lo para os grandes momentos da hora presente como do futuro é dever de todos os espíritas, preservando as bases doutrinárias que nele devam viger: amor e estudo, ação da caridade fora da qual não há salvação, assim confirmando a promessa do Consolador, feita por Jesus, que abriria os braços para albergar, confortar e libertar todos aqueles que o busquem.

Autor: Vianna de Carvalho (espírito)
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na sessão mediúnica da noite de 25 de julho de 1995, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ORAÇÃO DO NATAL


Rei Divino, na palha singela, porque te fizeste criança, diante dos homens, quando podias ofusca-los com a grandeza do Teu Reino?
Soberano da Eternidade, porque estendeste braços pequerruchos e tenros aos pastores humildes, mendigando-lhes proteção, quando o próprio firmamento te saudava com uma estrela sublime, emoldurada de melodias celestes?
Certamente o asilo de nossa alma, para converte-la em harpa nas Tuas mãos.
Preferias esmolar segurança e carinho, para que, em te amando, de algum modo, na manjedoura esquecida, aprendêssemos a amar-nos uns aos outros.
Tornavas-Te pequenino para que a sombra do orgulho se desfizesse, em torno de nossos passos, e pedias compaixão, porque não nos buscavas por adornos do Teu carro de triunfo, como vassalos de Tua Glória, mas, sim, por amigos espontâneos de Tua causa e por tutelados de Tua bênção...
E modificante assim, o destino das nações. Colocaste o trabalho digno, onde a escravidão gerava a miséria, acendeste a claridade do perdão, onde a noite do ódio assegurava o império do crime, e ensinaste-nos a servir e a morrer, para que a vida se tornasse mais bela...
É por isso que, ajoelhados em espírito, recordando-Te o berço pobre, ofertamos-Te o coração...
Arranca-o, Senhor, da grade do nosso peito, enferrujado de egoísmo, e faze-o chorar de alegria, no deslumbramento de Tua luz!... Conduze-nos, ainda, aos tesouros da humildade, para que o poder sem amor não nos enlouqueça a inteligência, e deixa-nos entoar o cântico dos pastores, quando repetia, em prantos jubilosos, a mensagem dos anjos:
- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens!...

Meimei
LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL - Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A JUSTIÇA E A BONDADE

Dionísio, o Velho (430-367 a.C.), general astuto e hábil, salvou Siracusa do domínio de Cartago, tornando-se rei.
Sua fama era péssima.
Impunha-se pela força e a crueldade.
Não obstante, tinha seus temores.
Como todos os tiranos, trazia as barbas de molho; desconfiava de tudo e de todos. Imaginava-se prestes a ser envenenado ou apunhalado por covardes traidores e implacáveis inimigos.
Um de seus cortesãos, Dâmocles, incensava a vaidade do tirano, situando-o como alguém invejável por suas riquezas e poderes.
Dionísio dispôs-se a demonstrar-lhe que não era bem assim…
Certa feita o convidou a tomar seu lugar numa festividade. Seria rei por uma noite, a fim de experimentar as delícias do poder.
Em plena euforia, cercado de aduladores, Dâmocles sentia-se o dono do Mundo, ainda que por breves horas.
Extasiava-se, quando, ao olhar para o teto, pôs-se trêmulo e apavorado.
Viu uma espada afiadíssima, suspensa sobre sua cabeça, tendo a sustentá-la frágil crina de cavalo.
Dionísio explicou-lhe que essa era sua própria condição.
Permanentemente ameaçado por incontáveis perigos.
Já que Dâmocles quisera desfrutar os prazeres do poder por uma noite, experimentaria, também, a perspectiva apavorante:
A espada poderia desabar sobre sua cabeça, perfurando-lhe os miolos.
Podemos imaginar o que foi aquela noite para o pobre cortesão…

***

A espada de Dâmocles simboliza a precariedade das situações humanas.
Doenças, dificuldades, problemas, desilusões, amarguras, dores, acidentes, roubos podem nos atingir inesperadamente.
A própria morte, não raro, aproxima-se sorrateira.
Age como um ladrão.
Não sabemos quando, onde e como se apresentará.
Viver é um risco. É por isso que muita gente situa-se inquieta, tensa, nervosa, à maneira do apavorado cortesão.

***

Não obstante, podemos conservar, em qualquer situação, a capacidade de viver tranqüilos e felizes.
Basta lembrar que, acima das contingências humanas, há a presença soberana de Deus, o Senhor Supremo.
Diz o salmista (Salmo 23):

O Senhor é o meu pastor.
Nada me faltará.
Deitar-me faz em pastos verdejantes.
Guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma.
Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo…

Proclama o apóstolo Paulo (Romanos, 8:31):

Se Deus estiver conosco, quem estará contra nós?

É exatamente assim, amigo leitor.
Considerando que Deus está sempre conosco, não há por que temer absolutamente nada, nem mesmo a morte. O Senhor nos amparará quando ela nos embarcar, inexorável, no comboio para o Além, desdobrando-nos novas experiências.
Devemos considerar apenas uma questão pertinente, algo de que devemos cogitar todos os dias, ajudando-nos caminhar sem desvios e com segurança:
Estamos com Deus?

Richard Simonetti
Livro Rindo e Refletindo com a História

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O PRESÉPIO DE GÚBIO



Engastada nas faldas dos Apeninos, a modorrenta e pequenina Gúbio de vez em quando acolhia amorosamente o homem que iluminava toda a Úmbria. Quando Francisco de Assis chegava, os pastores largavam os cajados, o gado parava de mugir, os regatos cantavam alegremente, os passarinhos pulavam contentes de ramo em ramo, e os velhos, as mulheres e as crianças olhavam o céu azul, agradecendo a JESUS a vinda do mensageiro da paz e da bondade.
Um dia o Francisco chegou triste. Era véspera de Natal, Andava peregrinando por Perusa, estivera em Assis e Espoleto e, por toda parte vira a mesma febre, o mesmo entusiasmo, a mesma alegria. Eram os preparativos para a comemoração do dia de JESUS. Eram os assados, os bolos, as compotas, as frutas, as massas e os vinhos que deveriam enfeitar as mesas na tão esperada hora da ceia. Eram roupas vistosas tiradas das arcas e passadas a ferro com esmero, pois todos queriam mostrar-se brilhantes na grande festa.
Francisco porém, estava triste. Em nenhum semblante vislumbrara piedade cristã; estava triste. Em nenhuma casa notara recolhimento; em nenhum coração sentira JESUS. Sentou-se, abatido, num banco tosco, fechou os olhos, e deixou que o pensamento o levasse à antiga Palestina. Esteve em Belém, no Tiberiades, em Cafarnaum, na Samaria, em Jericó, na Betânia, em Caná, no Jordão, em Jerusalém, no Calvário ... E viu JESUS pobre, sem ter onde nascer; viu José mourejando de sol a sol; viu Maria, humilde e sofredora; viu JESUS pregando a caridade e o amor ao próximo; viu JESUS caluniado e esbofeteado; viu JESUS orando no Monte das Oliveiras, na véspera da crucificação. E ouviu JESUS dizer: "Eu sou a ressurreição e a vida"; "Ninguém vai ao Pai senão por mim"; "Não ajunteis tesouros na Terra"; "Olhai os lírios do campo, não fiam nem tecem; não obstante, vestem-se com mais pompa do que os áulicos de Salomão"; "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Francisco abriu os olhos, e duas lágrimas rolaram pelas faces pálidas. Eis, então, que se levantou, e nos lábios antes contraídos, um sorriso aflorou. Uma idéia, uma idéia de Santo, fê-lo correr por toda a aldeia. Por que não erguer, numa pequenina praça de Gúbio, um presépio vivo? Por que não reunir toda a gente e comemorar o Natal recordando o Salvador? Foi a todas as casas, a todos convenceu, e à tardinha tudo estava pronto. Maria, José, o boi, o carneiro, o burrinho, a manjedoura. Só faltava JESUS. A pequenina igreja de Gúbio não tinha uma imagem do Menino. Um bebê não suportaria o duro frio que gelava a cidadezinha. Um pastor quis ir, correndo, a uma aldeia próxima, na esperança de conseguir a imagem tão desejada. Francisco porém, não consentiu. E a noite chegou, alumiada por uma multidão de estrelas.
E, ajoelhados ao pé do presépio vivo, todos ouviriam-no exclamar com ardor: Glória a DEUS NAS ALTURAS! Paz na terra aos homens de boa vontade! No mesmo instante, uma figurinha de imensa doçura apareceu deitada na palha que Maria delicadamente afofara. Era o Menino JESUS... Era o Menino JESUS que entrava no coração da gente simples de Gúbio.
Há dois mil anos, uma ESTRELA, de primeira grandeza, brilhou no firmamento. Era JESUS que nos trazia a sua LUZ DO EVANGELHO.
Feliz natal.

JOAQUIM S. THIAGO

Federação Espírita Brasileira

domingo, 6 de dezembro de 2009

PASSANDO PELA TERRA

Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra.
Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.
Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem.
Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes.
Aceita os companheiros do caminho, qual se mostram, sem exigir-lhes a perfeição da qual todos nos vemos ainda muito distantes.
Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os espíritos ainda vinculados à Terra, não nos achamos isentos de imperfeições.
Levanta os caídos e ampara os que tropecem.
Não te lamentes.
Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de que se façam portadores.
Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência.
Desculpa, sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas avançar, estrada afora, livre do mal.
Auxilia ao outros, quanto estiver ao teu alcance, e repete semelhante benefício, tantas vezes quantas isso te for solicitado.
Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo as calamidades e provas em que te vejas, já que te reconheces passando pela Terra, a caminho da Vida Maior.
Louva, agradece, abençoa e serve sempre.
E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de tudo aquilo que doamos ou fazemos na Terra, teremos a justa equação na Vida Espiritual.

CALMA - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (EMMANUEL)

sábado, 5 de dezembro de 2009

NO CAMINHO DO AMOR

EM LEMBRANÇA AOS 75 ANOS DE DESENCARNE DE HUMBERTO DE CAMPOS VERAS ( IRMÃO X), OCORRIDO EM 05.12.1934, NO RIO DE JANEIRO.

Em Jerusalém, nos arredores do Templo, adornada mulher encontrou um nazareno, de olhos fascinantes e lúcidos, de cabelos delicados e melancólicos sorriso, e fixou-o estranhamente.
Arrebatada na onda de simpatia a irradiar-se dele, corrigiu as dobras da túnica muito alva; colocou no olhar indizível expressão de doçura e, deixando perceber, nos meneios do corpo frágil, a visível paixão que a possuíra de súbito, abeirou-se do desconhecido e falou, ciciante:
-Jovem, as flores de Séforis encheram-me a ânfora do coração com deliciosos perfumes. Tenho felicidade ao teu dispor, em minha loja de essências finas...
Indicou extensa vila, cercada de rosas, à sombra de arvoredo acolhedor, e ajuntou:
-Inúmeros peregrinos cansados me buscam a procura do repouso que reconforta. Em minha primavera juvenil, encontram o prazer que representa a coroa da vida. E' que o lírio do vale não tem a carícia dos meus braços e a romã saborosa não possui o mel de meus lábios. Vem e vê! Dar-te-ei leito macio, tapetes dourados e vinho capitoso ... Acariciar-te-ei a fronte abatida e curar-te-ei o cansaço da viagem longa! Descansarás teus pés em água de nardo e ouvirás, feliz, as harpas e os alaúdes de meu jardim. Tenho a meu serviço músicos e dançarinas, exercitados em palácios ilustres!...
Ante a incompreensível mudez do viajor, tornou, súplice, depois de leve pausa:
-Jovem, porque não respondes? Descobri em teus olhos diferentes chama e assim procedo por amar-te. Tenho sede de afeição que me complete a vida. Atende! Atende!...
Ele parecia não perceber a vibração febril com que semelhantes palavras eram pronunciadas e, notando-lhe a expressão fisionômica indefinível, a vendedora de essências acrescentou uma tanto agastada:
-Não virás?
Constrangido por aquele olhar esfogueado, o forasteiro apenas murmurou:
-Agora, não. Depois, no entanto, quem sabe?!...
A mulher, ajaezada de enfeites, sentindo-se desprezada, prorrompeu em sarcasmos e partiu.
Transcorridos dois anos, quando Jesus levantava paralítico, ao pé do Tanque de Betesda, venerável anciã pediu-lhe socorro para infeliz criatura, atenazada de sofrimento.
O Mestre seguiu-a, sem hesitar.
Num pardieiro denegrido, um corpo chagado exalava gemido angustioso.
A disputada marcadora de aromas ali se encontrava carcomida de úlceras, de pele enegrecida e rosto disforme. Feridas sanguinolentas pontilhavam-lhe a carne, agora semelhante ao esterco da terra. Exceção dos olhos profundos e indagadores, nada mais lhe restava da feminilidade antiga. Era uma sombra leprosa, de que ninguém ousava aproximar.
Fitou o Mestre e reconheceu-o.
Era o mesmo mancebo nazareno, de porte sublime e atraente expressão.
O Cristo estendeu-lhe os braços, tocados de intraduzível ternura e convidou:
-Vem a mim, tu que sofres! Na Casa de Meu Pai, nunca se extingue a esperança.
A interpelada quis recuar, conturbada de assombro, mas não conseguiu mover os próprios dedos, vencida de dor.
O Mestre, porém, transbordando compaixão, prosternou-se fraternal, e conchegou-a, de manso...
A infeliz reuniu todas as forças que lhe sobravam e perguntou, em voz reticenciosa e dorida
-Tu?... O Messias nazareno?... O Profeta que cura, reanima e alivia?!... Que viste fazer, junto de mulher tão miserável quanto eu?
Ele, contudo, sorriu benevolente, retrucando apenas:
-Agora, venho satisfazer-te os apelos.
E, recordando-lhe a palavra do primeiro encontro, acentuou, compassivo:
-Descubro em teus olhos diferentes chama e assim procedo por amar-te

Espírito Irmão X
Do livro Contos e Apólogos. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O FRADE E O ESPIRITISMO



“Uma vez que a alma não pode ser encontrada sem o corpo e todavia não é corpo, pode estar neste ou naquele corpo e passar de corpo em corpo.” – Giordano Bruno.

1. No dia 17 de fevereiro deste ano, completaram-se quatrocentos e um anos da execução de Giordano Bruno, queimado vivo, juntamente com suas obras, em virtude de sentença da Inquisição Italiana, que o condenou pela prática de heresia. O crime que lhe foi imputado decorreu do fato de as suas idéias se colocarem em total desacordo com a ortodoxia católica, principalmente no que diziam respeito à pluralidade dos mundos habitados, à reencarnação e à salvação do homem através de seu relacionamento direto com Deus, cuja imanência também defendia. A decisão condenatória, retrato característico da intolerância e da ignorância da época, entendeu que se tratava de “um herege obstinado e impenitente ” e determinou sua expulsão da “santa e imaculada igreja porque se tornara indigno de sua misericórdia”. Suas obras, tidas também à conta de “heréticas e falsas”, foram devidamente inscritas no Index.
Não obstante todo o rigor com que se houve o Tribunal Eclesiástico, os cardeais que o integraram, num rasgo de fingida generosidade, acrescentaram um adendo à sentença e, hipocritamente, apelaram ao Tribunal Secular, “a fim de que não pusessem em perigo a sua vida, nem que sofresse perigo de mutilação”. Nesse instante, ao perceber a pusilanimidade dos juízes e o enorme remorso que já lhes carcomia, por antecipação, a relaxada consciência, disse-lhes, alto e bom tom: “Talvez vós que pronunciais a minha sentença, estejais mais aterrorizados do que eu que a recebo.”
Como era de se esperar, a “piedosa súplica” nenhum efeito produziu e dez dias após o julgamento foi executado no Campo das Flores, em Roma.

2. A Igreja não podia admitir idéias semelhantes às que o teimoso ex-frade dominicano insistia em sustentar, defender e divulgar, nem com elas conviver, uma vez que isso significava o total desmantelamento de sua estrutura, construída à custa de imposições e coerções, de concessões de favores e privilégios temporais, e até de vidas e sacrifícios alheios.
Os interesses e ambições das classes dominantes, em que os poderes civil e religioso se confundiam numa verdadeira e única amálgama, edificaram uma sociedade egoísta e corrupta, alicerçada sobre um fanatismo religioso e uma ignorância quase que institucionais. Essa situação convinha ser mantida a qualquer preço, porquanto era a que melhor se prestava ao comércio das vantagens materiais e espirituais em que o Vaticano se achava empenhado. Os meios empregados para sustentá-la e defendê-la não se preocupavam jamais em respeitar os direitos de todos que se atreviam a pensar de modo diferente do adotado pelos seguidores do credo romano. Sob esse particular aspecto, os pretensos adeptos do Cristo legaram à Humanidade tristes e lamentáveis exemplos, ainda hoje relembrados, com horror e repulsa, como é o caso das Cruzadas e do lugubremente famoso Tribunal da Inquisição.

3. Foi uma época caracterizada pelo terror religioso, em decorrência, sobretudo, da atuação desse tribunal. A Europa vivia intimidada pelas verdadeiras atrocidades praticadas em nome de Deus. Dominicanos e Jesuítas pontificavam em matéria de fé, imposta, inexoravelmente, à custa do “crê ou morre”.
As perspectivas de um mundo melhor eram mínimas e todos que ousavam lutar por este ideal tiveram o mesmo destino que teve Giordano Bruno. Aliás, ele previu o seu fim, exatamente em face dessa situação que imperava na civilização ocidental. Nos proêmios do Despacho da Besta Triunfante e Sobre o Infinito, o Universo e os Mundos, declarou-se perfeitamente consciente de que seria “odiado e censurado, perseguido e assassinado”.
Não lhe faltou a percepção de que não poderia esperar êxito com seu estudo e trabalho.
Ao contrário, sabia que o prudente seria “calar-se antes de falar”, mas a sua convicção na eternidade, que não via com as nuanças de um lugar de tédio, ociosidade e de omissão, o levou a esforçar-se para “fender a corrente adversa do rio impetuoso, quando mais vê aumentada a veemência da mesma por seu trajeto agitado, profundo e precipitado”.
Por isso, empenhou-se em luta encarniçada contra a ignorância, o preconceito, o dogma e a intolerância, achando “ser digno de mercenários ou escravos e contrário à dignidade humana sujeitar-se e submeter-se” (Os Pensadores, Abril Cultural, São Paulo, 1972, Vol I, p. 230).

4. Giordano Bruno retornou ao mundo físico, vivendo esse ambiente, na pequena cidade de Nola, perto de Nápoles, no ano de 1548. Seu nome de batismo era Filipe, mais tarde mudado para Giordano quando vestiu o hábito de clérigo no Convento napolitano de São Domingos. Depois de dez anos de vida conventual, doutorou-se em Teologia, em 1575. Estudou, nesse período, entre outros assuntos e matérias, toda a filosofia grega e medieval, a cabala judaica e a obra de Copérnico, ao qual dedicava profunda admiração.
Impressionou-se também com Ário, principalmente em virtude de sua postura contrária à divindade de Jesus, e foi um leitor incansável de Erasmo de Rotterdam. Esses estudos e essas companhias teriam que fatalmente afastá-lo da ortodoxia católica, o que lhe ensejou constantes censuras e admoestações de seus superiores. Como não se curvava às mesmas, foi, afinal, processado por heresia, mas conseguiu salvar-se fugindo para Roma. A partir daí sua vida foi uma aventura constante, porquanto, depois de pequena demora nessa cidade, abandonou as vestes sacerdotais e passou a peregrinar pelo norte da Itália ensinando Astronomia. Desterrado por força da perseguição das autoridades eclesiásticas, viveu em Genebra, onde aderiu ao Calvinismo. Todavia, sua permanência na nova corrente religiosa foi muito pequena. Dela logo se afastou em face da intolerância sectarista dos seus adeptos. A seguir, peregrinou pela Europa, acabando por dar com os costados em Veneza, onde finalmente foi preso, em maio de 1592, graças à traição de João Mocenigo, em cuja casa se achava hospedado. Esteve recolhido ao cárcere até a sua execução. Durante todo esse período se viu sob a tutela do Santo Ofício, sendo que a maioria do tempo – sete anos – em Roma.

5. Seu temperamento, combativo e resoluto, talvez tenha sido o seu maior adversário, numa época em que, mais do que em outras, predominavam a covardia e a subserviência em face dos poderosos.
O seu vínculo inicial com a Igreja, principalmente a sua condição de integrante da Ordem de São Domingos, foi outro fator primordial de acentuado antagonismo que as autoridades do clero romano lhe dedicaram. A cúpula da Igreja depositava uma grande confiança nos “frades negros”, como eram chamados os dominicanos. A defecção de Bruno significava um abalo profundo na sistemática campanha que a ordem, como principal agente da Inquisição, mantinha contra os hereges de todos os tipos. Ela abria uma brecha na fortaleza, até então tida como inexpugnável, que havia sido erguida em defesa da fé que os “cães do senhor” (domini canes) – como eram chamados pelo populacho – haviam erguido graças à violência e à crueldade.
Jamais poderiam, pois, admitir a hipótese de que algum de seus membros se insurgisse contra o que sustentavam e defendiam, em nome de possíveis interesses superiores da ortodoxia (a respeito, H. G. WELLS, História Universal, Companhia Editora Nacional, SP, 1968, Vol. VI, p. 437).

6. Seus conceitos, seus pontos de vista e suas idéias falam muito de perto ao Espiritismo.
Muitos, guardadas as devidas proporções e levando-se em conta o desenvolvimento científico, filosófico e religioso do momento histórico em que viveu, harmonizam-se profundamente com os ensinamentos que os Espíritos transmitiram a Allan Kardec na Codificação. A sua concepção de Deus era extremamente adiantada para a época e está muito mais para O Livro dos Espíritos que para os erros e enganos do Escolasticismo dominante. “Fascinado pela imensidão do universo, que a astronomia do seu tempo estava revelando, afirmou que Deus é imanente nesse universo infinito, o princípio da atividade.
Doutrinava que Ele é a união de todos os opostos no universo, uma união sem opostos que o espírito humano não pode alcançar.” (S. E. Frost. Jr., Ensinamentos Básicos dos Grandes Filósofos, Ed. Cultrix Ltda., SP, 1958, p. 120.)
Esse seu pensamento foi várias vezes reafirmado. Segundo Victor Matos de Sá, um de seus estudiosos (Introdução a Giordano Bruno, que antecede a tradução portuguesa de Acerca do Infinito e dos Universos dos Mundos, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1967, p. 9 e seguintes) a imanência de Deus se estendia a “um universo infinito e actual como conseqüência natural do poder divino e criador”. Daí ele partiu para afirmar que a natureza é divina e para a conclusão de que o Universo é um todo em que nada é imóvel. Nessa movimentação universal, incluía a Terra, assumindo a “execrável” postura de defensor da Teoria de Copérnico, embora não compartilhasse da visão que este tinha do mundo. Concordava com ele a respeito de a Terra não ser o centro do universo, mas não acatava o seu raciocínio de este centro ser ocupado pelo Sol.

7. A pluralidade dos mundos habitados, fato que, ainda hoje, não é bem recebido pela ortodoxia romana, configurava uma heresia praticamente indefensável. Ele teve a coragem de sustentá-la, bem como a doutrina das vidas sucessivas. Entendia que o conceito da existência de mundos infinitos abria as portas para o conceito de infinitas possibilidades humanas. A respeito escreveu: “Se existem mundos infinitos, então por que não poderá haver infinitas oportunidades para explorá-los? Uma pessoa, quer esteja dentro ou fora do corpo, nunca será completa. Ela tem a oportunidade de experimentar a vida de muitas formas diferentes. Assim como existe à nossa volta um espaço infinito, também a potencialidade, capacidade, receptividade, maleabilidade e matéria são infinitas” (Giordano Bruno, in Sobre o Imenso e o Inumerável, citado por Elizabeth Clare Prophet, Reencarnação, o Elo Perdido do Cristianismo, Nova Era, Rio, 1999, p. 22-23).
Ainda sobre a mesma questão, afirmou em Acerca do Infinito: “Existe apenas um espaço único, uma imensidão única e vasta a que podemos chamar Vácuo; nele existe uma infinidade de mundos como este em que vivemos e nos desenvolvemos. Consideramos este espaço infinito; nele existem mundos infinitos semelhantes ao nosso” (op. cit. p. 22).

8. Um de seus argumentos que mais incomodou a Igreja era o que dizia respeito à possibilidade de os homens se salvarem independentemente de qualquer vínculo com ela, uma vez que a salvação poderia operar-se através do relacionamento direto com Deus. A questão já não se resolvia mais apenas em torno de um tema de teologia, mas passava a interessar de perto à própria sobrevivência econômica do Catolicismo, que se sustentava, em grande escala, na venda de indulgências ou de lugares no céu, de favores e benefícios divinos, numa autêntica exploração da credulidade pública. A aceitação de sua tese implicaria um sensível e irreparável desfalque na arrecadação de Roma, porquanto atingiria uma das mais rentáveis de suas fontes. Instituições, normas, usos, costumes e determinações pontifícias – como é o caso do sempre lembrado Livro das Taxas da Sagrada Chancelaria e da Sagrada Penitenciaria Apostólica, editado sob o pontificado de Leão X, em 1518 e que, segundo Emmanuel (A Caminho da Luz, psicografado por F. C. Xavier, 25. ed. FEB, p. 175) continha “o preço de absolvição para todos os pecados, para todos os adultérios, inclusive os crimes mais hediondos” –, perderiam sua eficácia e todo o esforço despendido para que fossem coercitivamente impostos ao homem nenhum resultado haveria de produzir...
Contudo, nada há de novo nesta postura de Bruno, porquanto ele apenas observou o que Jesus pregara a respeito, sobretudo quando deixou muito claro que a verdadeira religião prescinde de formalismos e de rituais e que se encontra livre de todo e qualquer liame ou compromisso com agrupamentos organizados e dirigidos pelos homens (Mateus, 6:5-8, e João, 4:23-24). Giordano Bruno entendeu, ao contrário da maioria dos pensadores da época, que o homem, na sua escalada evolutiva, prescinde de filiar-se a esta ou àquela seita religiosa, competindo-lhe, apenas e tão--somente, a fiel observância dos postulados fundamentais de nova lei que Ele veio enunciar: – “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos.” (João, 8:31.)

9. Não se pretende elevar a figura de Giordano Bruno a patamares hierárquicos incompatíveis com a sua própria realidade. A toda evidência, ele não pode, sob o prisma dos dados referentes à sua história, ser tido à conta de possuidor de um elevadíssimo grau de evolução, circunstância que o situaria entre os “Espíritos Superiores” da classificação kardequiana. Isso implicaria o mais rematado açodamento, fruto, quem sabe, de uma análise superficial de sua controvertida e impulsiva personalidade. Não há dúvida, contudo, que foi um espírito bastante adiantado para a época, tendo em vista não só o seu vasto conhecimento nos campos das ciências e da filosofia, mas, também, a ousadia e desassombro com que defendia e divulgava as suas idéias. Se não foi um “Espírito Sábio”, nos termos da mencionada classificação de Allan Kardec, esteve muito próximo disso. Altamente significativo foi o fato de que as suas conclusões acerca do Universo, principalmente aquelas que dizem respeito à infinidade dos mundos, decorreram do seu misticismo e de seus conhecimentos filosóficos. Esse detalhe que, aos olhos da crítica materialista, poderia implicar um demérito na análise de sua obra, cresce de importância sob a ótica espírita, uma vez que configura uma das primeiras tentativas concretas de se reconhecer, como realidade natural, a aliança da Ciência com a Religião. Verificou-se, pois, na hipótese, uma antecipação de algumas centenas de anos do início da missão a que, neste sentido, o Espiritismo se propõe, conforme se vê do pronunciamento de Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, no 8, Ed. FEB).
A física moderna, no que tange às novas conquistas sobre o infinito e o universo, corrobora inúmeras de suas idéias. Estas, por sua vez, estão em profunda conformidade com os ensinamentos transmitidos a respeito do assunto pela Espiritualidade. Dentro, pois, de uma linha de raciocínio lógico, a conclusão a que se chega é que a reencarnação de Bruno, juntamente com a de outros Espíritos de categoria semelhante, teve, entre outros objetivos, a preparação de terreno por onde o Espiritismo haveria de, três séculos depois, dar os seus primeiros e definitivos passos. E, no caso específico de sua obra e de sua vida, elas não se limitaram apenas a um dos três aspectos com que a Doutrina se apresenta, porquanto, embora não tenha cuidado da elaboração dos princípios científicos que regulam a comunicação entre os dois planos da vida, entreviu diversos ângulos que interessam ao Espiritismo como ciência e tratou expressamente de temas que se filiam à filosofia e à religião espíritas.

10. Inimigo declarado da ignorância e da superstição – detalhe que, mais uma vez, o aproxima de Kardec e do Espiritismo –, imputou às duas a responsabilidade por considerável número dos males da Humanidade. Os seus juízes acabaram por, involuntariamente, dar a este fato uma importância que, parece, nem sequer foi por eles percebida.
Na farsa de que se constituiu o seu julgamento, a única obra de sua autoria nele mencionada foi a Expulsão da Besta Triunfante. A Igreja, preocupada em salvaguardar a qualquer preço a figura do Papa, assestou contra ela suas mais poderosas e beatíficas baterias.
Errou, porém, o alvo. A “besta” nenhuma relação possuía com o chefe do Catolicismo, porquanto “representava o lado malévolo da natureza humana, como a superstição e a ignorância. Ele defendia uma religião baseada na razão, através da qual o homem pudesse purgar-se da ‘besta’ existente dentro de si” (Arthur D. Imert, in Introdução para The Expulsion of the Triumphant Beast, tradução inglesa, Nova Brunswick, N. J. Rutgers, University Press, 1964, p. 70). Há, iniludivelmente, entre o pronunciamento de Geordano Bruno e aqueles dos Espíritos e do Codificador, exaltando a necessidade premente de se processar a reforma íntima do homem, uma total e absoluta semelhança.
Todavia, não por esse motivo, que jamais foi objeto de maior cuidado de sua parte, mas pelas razões retroenumeradas, a Igreja viu nele um artefato perigosíssimo. Reuniu, então, sob a presidência do Cardeal Bellarmino, um grupo de oito cardeais, cujo único objetivo era destruir tão mortífera arma. Não se tem notícia do êxito de tal comissão.
Sabe-se apenas que o temido cardeal se impressionou vivamente com os heréticos argumentos da obra. Seu orgulho e vaidade foram excitados ao máximo, tanto que fez questão que se gravasse, em sua lápide, a frase: “Pela força subjuguei o cérebro dos orgulhosos.”
Mal sabia ele que, três séculos depois, um professor francês haveria de abalar os carcomidos alicerces religiosos vigentes, proclamando, entre outras verdades, a excelência
da religião natural, a possibilidade do intercâmbio direto da criatura com o Criador e a absoluta e incontestável necessidade de superação do “lado malévolo da natureza humana” através da observância plena das imorredouras lições do Mestre da Galiléia.

11. O “ex-frade negro” levantou dúvidas quanto à Santíssima Trindade, impugnou a encarnação do Filho, o que importa na negativa da divindade de Jesus, e reafirmou, por várias vezes, sua crença na reencarnação, usando, para tanto, a conhecida passagem do Eclesiastes: – “Nada há novo debaixo do Sol.”
Seria, portanto, uma grande ilusão esperar-se para ele outro fim que não a fogueira do auto-de-fé. Queimaram seu corpo, queimaram seus livros, mas não conseguiram queimar as suas idéias, que, na verdade, não eram exclusivamente suas, mas de todos os Espíritos, encarnados ou não, que lutam para erradicar deste planeta as sombras da ignorância e do atraso que tanto concorrem para a infelicidade de seus habitantes. Duzentos e sessenta e um anos depois, tendo como cenário a Espanha de tantos e tantos radicalismos e atrocidades religiosas, um novo auto-de-fé tentava também sufocar ideias semelhantes. Só que, desta feita, a sociedade já não mais aceitava o bárbaro espetáculo das tochas humanas e os algozes da Inquisição tiveram de limitar o seu inconformismo e a sua violência à queima dos dois primeiros livros da Codificação Kardequiana.
Nos dois episódios, as idéias ressurgiram mais fortes das cinzas e permaneceram vivas e atuantes, conclamando os homens a encarar de frente a verdade, a razão e a fé, única forma que os irá libertar de seus erros e vícios e permitir a implantação do Reino de Deus entre nós.

Reformador Dez.2001
JOSÉ CARLOS MONTEIRO DE MOURA

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SEMEAR ESPERANÇA


Eles existem aos milhões.
Habitam casebres e palácios.
Muitos ocultam-se sob o verniz de posições transitórias.
São os desesperados do mundo.
Você os encontrará nas ruas, no local de trabalho, em seu próprio lar.
Criaturas que se viram colhidas pela provação e perderam o ânimo e o equilíbrio.
Este viu o afeto partir para o além, sem compreender que a vida continua.
Aquele foi alcançado pela enfermidade de longo curso.
Outro se viu ante decepções e passou a desacreditar de todos.
Diante deles, não critique nem questione. Ajude. Ouça com interesse e auxilie com amor.
Cada espírito é um campo a ser cultivado.
Semear esperança é dever de todo aquele que já encontrou a luz da verdade.
Por certo, a Misericórdia Divina sabe como amparar os sofredores.
Entretanto, Jesus não dispensa a colaboração de todos os aprendizes do bem, para amenizar o sofrimento e recuperar a esperança para quem chora.

Autor: Scheilla
Psicografia de Clayton B. Levy. Do livro: A Mensagem do Dia

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ENCONTRO DE NATAL

Recolhes as melodias do Natal, guardando o pensamento engrinaldado pela ternura de harmoniosa canção...
Percebes que o Céu te chama a partilhar os júbilos da exaltação do Senhor nas sombras do mundo.
Entretanto, misturada ao regozijo que te acalenta a esperança, carregas a névoa sutil de recôndita angústia, como se trouxesse no peito um canteiro de rosas orvalhado de lágrimas!...
É que retratas no espelho da própria emoção o infortúnio de tantos outros companheiros que foram inutilmente convidados para a consagração da alegria. Levantaste no lar a árvore da ventura doméstica, de cujos galhos pendem os frutos do carinho perfeito; entretanto, não longe, cambaleiam seguidores de Jesus, suspirando por leve proteção que os resguarde contra o frio da noite; banqueteias-te, sob guirlandas festivas, mas, a poucos passos da própria casa, mães e crianças desprotegidas aguardando o socorro do Cristo, enlanguescem de fadiga e necessidade; repetes hinos comovedores, tocados pela serena beleza que dimana dos astros; no entanto, nas vizinhanças, cooperadores humildes do Mestre choram cansados de penúria e aflição; abraças os entes queridos, desfrutando excessos de reconforto; contudo, à pequena distância, esmorecem amigos de Jesus, implorando quem lhes dê a bênção de uma prece e o consolo de uma palavra afetuosa, nas grades dos manicômios ou no leito dos hospitais...
Sim, quando refletes na glória da Manjedoura, sentes, em verdade, a presença do Cristo no coração!
Louva as doações divinas que te felicitam a existência, mas não te esqueças de que o Natal é o Céu que se reparte com a Terra, através do eterno amor que se derramou das estrelas.
Agradece o dom inefável da paz que volta, de novo, enriquecendo-te a vida, mas divide a própria felicidade, realizando, em nome do Senhor, a alegria de alguém!...

Meimei
LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL - Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos