domingo, 29 de agosto de 2010

JOANNA D'ARC


Cavalgava à frente do rei, armada dum arnês completo, com o estandarte desfraldado. Quando desarmada, trazia vestuário de cavaleiro, sapatos atados acima dos pés, gibão e calções justos, um capuz na cabeça; usava trajes muito nobres, de brocado de ouro e de sêda, bastante grossos.
Ela era bela e bem feita, robusta e infatigável, tendo ao mesmo tempo um ar risonho e as lágrimas fáceis. Tem bom porte quando em armas e o busto belo. Suas sobrancelhas finamente desenhadas, sombreando belos olhos pardos, davam-lhe unia expressão de doçura infinita ao olhar inspirado. Os cabelos eram prêtos e cortados curtos “em escudela”, de maneira a formarem na cabeça uma espécie de calota, semelhante a um tecido de sêda escura. O semblante da heroína, de traços regulares, tinha o cunho da doçura e da modéstia. Modelavam-lhe o corpo linhas cheias e harmoniosas. Desde os primeiros dias, surpreendem e encantam seus gestos desembaraçados de menina, sua graciosa flexibilidade em tôdas as circunstâncias e partícularmente em trajes guerreiros a cavalo, empunhando a lança ou a bandeira. Enfim, o cândido fulgor de sua virgindade e a chama da inspiração lhe espargiam por sôbre o conjunto “uma virtude secreta, que afastava os desejos carnais”, impondo respeito e atenção aos mais sensuais. Cobrem-na brilhantes atavios de guerra. As vestes e a bandeira são de alvos e preciosos tecidos, como convinha, para lembrarem sua castidade e a missão angélica a que esta se achava ligada. Um suave reflexo lhe irradiava do semblante iluminado por um pensamento íntimo. A alma, até certo ponto, esculpe os traços de seu invólucro. Por aí podemos fazer idéia da beleza daquele ser excepcional, do luzeiro nêle oculto e que, fulgurando-lhe na fisionomia, em todos os seus atos rebrilha. Dela emanava uma serenidade, um eflúvio que envolviam todos os que se lhe aproximavam, acalmando os mais insubmissos. No torvelinho das batalhas e dos acampamentos, conserva sempre a calma, que é o apanágio das almas superiores. Aparece como uma flor das campinas da França, esbelta e robusta, fresca e perfumada.
Em seu caráter se casam e se fundem as qualidades aparentemente mais contraditórias: a fôrça e a brandura, a energia e a meiguice, a providência e a sagacidade, o espírito arguto, engenhoso, penetrante, que em poucas palavras, nítidas e precisas, deslinda as mais difíceis questões, aclara as situações mais ambíguas.
Uma influência do Além lhe aureola a fronte bela e grave e à emoção que incute se agrega um sentimento de respeito. Sempre ponderada e circunspecta, alia a humildade da camponesa à nobreza da rainha, uma pureza absoluta a uma extrema audácia. A glória que a cinge parece-lhe tão natural que nunca lhe ocorre envaidecer-se dela.
Sob uma certa ingenuidade gaulesa que a enfaixa, nela se expande um senso profundo dos sêres e das coisas, o qual, nos momentos decisivos, lhe sugere as inflexões capazes de atear o ardor nas almas e de, nos corações, reavivar os sentimentos fortes e generosos.
Era muito circunspecta e pouco loquaz, mas, quando falava, sua voz tinha vibrações que penetravam no íntimo dos ouvintes, nos quais sensibilizava fibras que lhes eram desconhecidas e que nenhum poder lograva ainda espertar a tal ponto.
Simples e despretensiosa, preferia esquivar-se às “adorações” da multidão. Tinha paixão pelas belas armaduras e revelava um esmêro muito puro e distinto nas mais insignificantes minudências do trato de sua pessoa e de seu vestuário. Os cortesãos lhe admiravam esses cuidados e as próprias damas muito naturalmente a houveram tomado por uma de sua hierarquia, tais a graça e a distinção que se lhe notavam.
Valente ao ponto de, nos combates, desafiar alegremente a morte, sem jamais dá-la a quem quer que fôsse, adoravelmente mulher, não dissimulava o contentamento por possuir brilhantes armas e belos cavalos negros, sobretudo por serem êstes tais e tão maliciosos que ninguém se atreveria a montá-los.
Seu misticismo, de ordem elevada, associando o sentimento do belo ao do bem, nada tinha de comum com essa espécie de ascetismo que faz da negligência com o corpo e do exterior sórdido uma virtude e que parece ter por ideal o feio.
Tinha a pureza duma virgem e a intrepidez de um capitão; o recolhimento com que ora no templo e a viveza jovial nos acampamentos; a simplicidade de uma campônia e os gostos delicados de uma dama de alta estirpe; a graça, a bondade, de par com a audácia, a fôrça, o gênio. Era uma missionária, uma enviada, um médium de Deus e, como em todos os missionários do Céu, para salvação dos povos, três grandes coisas nela preponderam: a inspiração, a ação e, por fim, a paixão, o sofrimento, que é o fecho, a apoteose de tôda existência digna.
O que na sua personalidade, porém, predomina, é o espírito de sacrifício, é a bondade, o perdão, a caridade.•.

Léon Denis
(Do livro “Joana D’Arc” (Médium), de Léon Denis, págs. 244, 245, 247, 248, 249, 252, 255, 256 e 258 da 6ª ediçáo da FEB. Trata-se apenas de elementos retirados do próprio processo de Joana D’Arc, configurando, pois, descritivas e pareceres absolutamente históricos.)
Revista: Reformador, número 1, Janeiro 1972

sábado, 28 de agosto de 2010

SINTONIA VIBRATÓRIA



Ensina-nos a Doutrina Espírita, e confirmam os grandes e iluminados pensadores, que o mundo físico ou material vive imerso num mundo extrafísico ou espiritual, do qual as criaturas encarnadas não se apercebem pelos sentidos normais da natureza corpórea. Em virtude desse fato, estamos permanentemente rodeados de seres desvencilhados do corpo carnal, e com os quais, voluntária ou involuntariamente, permutamos pensamentos e sentimentos.
Em seu livro magistral O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis escreve na página 113 da 15a edição, referindo-se aos estados vibratórios da alma: “A vida é uma vibração imensa que enche o Universo, e cujo foco está em Deus. Cada alma, centelha destacada do Foco Divino, torna-se, por sua vez, um foco de vibrações que hão de variar, aumentar de amplitude e intensidade, consoante o grau de elevação do ser. Este fato pode ser verificado experimentalmente.
Toda alma tem, pois, a sua vibração particular e diferente. O seu movimento próprio, o seu ritmo, é a representação exata do seu poder dinâmico, do seu valor intelectual, da sua elevação moral.”
Conclui-se, da transcrição supra, que cada ser possui um estado vibratório peculiar, resultante do somatório das vibrações componentes; positivas as que se referem aos sentimentos superiores, negativas as correspondentes aos inferiores.
Esses estados vibratórios, variáveis ao infinito, correspondem aos pensamentos, palavras e atos que exteriorizamos a cada momento, e que são a expressão dos conhecimentos e sentimentos já incorporados ao acervo de conquistas, boas ou más.
Do inevitável convívio com a população extrafísica, resulta estarmos em constante contato com Espíritos que, como seres da Criação, também possuem um estado vibratório próprio. Sendo o poder de percepção dos desencarnados muito mais sensível que o dos encarnados; decorre daí perceberem eles com muito maior precisão nosso estado vibratório pessoal, estabelecendo conosco a sintonia por semelhança de ideais, identidade de pensamentos e acervo de conhecimentos.
Cada paixão, cada fraqueza, cada vício, cada sentimento, cada pensamento, cada gesto, quer seja de nobreza, de superioridade moral, de humildade, de fraternidade, ou de desprezo, indiferença, vaidade, prepotência, sensualidade, orgulho, displicência, rebeldia, desesperança, desânimo, descrença, ócio e tantos outros que lhes são equivalentes, têm sua freqüência vibratória própria.
Esta é a explicação para o problema das presenças espirituais à nossa volta.
Consoante o que exteriorizamos, estabelecemos a natureza de Espíritos que atraímos para nosso convívio.
O intercâmbio vibratório se faz perispírito a perispírito, de modo que, sendo ele o transmissor das sensações para a natureza física, seu efeito eclode no corpo somático sob a forma correspondente à natureza da freqüência recebida.
Temos, assim, as enfermidades, os estados mórbidos, as propensões para acidentes, as sensações que arrastam aos vícios, os estados depressivos, de cólera, desânimo, etc.
Ensina-nos Allan Kardec que a única maneira de vencermos a influência de um mau Espírito é nos fazermos mais fortes do que ele. Efetivamente, quando nos sentirmos assediados por Espíritos inferiores, o remédio será elevarmos nossa freqüência vibratória, interrompendo a sintonia estabelecida. Assim, perdido para ele o campo de ação, somente lhe restará a opção de afastar-se.
O tratamento pela desobsessão é, sem dúvida, valioso recurso para levar alívio a quantos se encontram atormentados pelas más influências espirituais.
Afastados os causadores do incômodo, o paciente sente-se aliviado, e imagina-se curado finalmente. Entretanto, o mais radicalmente beneficiado nestes trabalhos é o perseguidor. Ele recebeu dos que o atenderam conhecimentos novos que lhe trarão esperanças renovadas no futuro. Em geral, compreendendo o erro em que estava laborando, com prejuízo para si mesmo, afasta-se. O paciente, no entanto, não percebendo a parte que lhe cabe cumprir no tratamento, não busca compreender a causa daquela aproximação, e assim, não modificando seu estado vibratório para mais elevada freqüência, atrairá outro Espírito da mesma natureza, que ocupará o lugar do primeiro.
O sábio ensinamento de Jesus “vigiai e orai” está a nos alertar para a vigilância constante dos nossos pensamentos, palavras e atos, a fim de que não estabeleçamos sintonias vibratórias indesejáveis, trazendo, para nosso lado, influências de Espíritos malfazejos.

MAURO PAIVA FONSECA
REFORMADOR SET.2001

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PESADELOS


Pais que ficam extáticos e estarrecidos diante ao furor intenso dos fatos, e assim boquiabertos buscam em vão entender os acontecimentos, que pela dureza com que se revestem burlam a razão e entorpecem sentimentos. Evangelho de Jesus, pura e simplesmente como a grande proposta para um mundo melhor e pleno em paz!...

Mensagem recebida na Casa de Caridade Herdeiros de Jesus - Grupo da Fraternidade Espírita Francisca Paula de Jesus -

O mundo tem passado os seus dias a se revolver em constantes pesadelos, e as aflições têm se multiplicado tomando conta dos corações que se derramam em prantos doridas.
As lágrimas rolam pelas faces movimentadas pelas lamentações convulsas que dilaceram os corações de todos aqueles que assistem as mais duras cenas de barbárie no panorama das grandes degradações humanas.
Aqui e acolá encontramos os corações maternos que pranteiam os filhos, lamentando pela dura sina que muitas vezes se fazem presentes em algum momento da vida.
Pais que ficam extáticos e estarrecidos diante ao furor intenso dos fatos, e assim boquiabertos buscam em vão entender os acontecimentos, que pela dureza com que se revestem burlam a razão e entorpecem sentimentos.
Assim desperta a sociedade se une, nos mais dignos movimentos em torno de significantes protestos, cujos gritos eclodem do peito no afã de despertar consciências, e apressarem suas providencias que muitas vezes jazem inertes na linhas das soluções.
Nestes instantes de pesadelos, observamos comovidos a torrente dos sentimentos bastas vezes confusos, ao mesmo tempo em que também assistimos às mais diversas opiniões sobre o assunto, todas muito dignas e que fazem parte das mais louváveis manifestações do clamor popular, que tão somente atendem aos anseios de se colocar um fim nas ondas inclementes de pesadelos que por ora se fazem presentes.
Muitos gritam clamorosamente por justiça produzindo as maiores exigências, alguns clamam pela prisão perpetua, outros pedem o aumento das penas propondo um regime de detenção mais longo, muitos outros protestam contra as margens da maior idade balizando o contexto das responsabilidades, muitos clamam por penas mais severas a ser aplicadas aos mais jovens.
Toda essa gritaria nós entendemos louvável, pois parte da disponibilidade evolutiva de cada um, que coloca o coração no sentido de terminar, aniquilar, de destruir os pesadelos sociais.
Entretanto do lugar em que nos encontramos, em nossa acanhada posição evolutiva, observamos que todas as medidas corretivas por mais duras que sejam, serão plenamente inócuas em se tratando de medicar as chagas sociais que se avolumam por entre a humanidade e não lograrão a sua extinção.
Entendemos modestamente, que os pesadelos de hoje tem a sua origem no passado, nos refolhos das mentes atadas aos desmandos perpetrados no ontem, acumpliciadas que se encontra com a barbárie produzida pelos feixes de injustiças que emergem de um inconsciente coletivo, plantados nas revoluções, na ganância pelas riquezas produzidas pelo imediatismo da vida, pelas traições, pelas muitas guerras fratricidas que movimentaram os séculos e varam os milênios, se reproduzindo na sanha de vingança presente ainda nos dias de hoje.
E onde se encontraria então a solução?
Podemos afirmar que muito mais próxima a nós do que pensamos, cremos ou imaginamos, e perfeitamente executável no panorama presente.
Consiste em darmos ao homem primário, chances maiores nas linhas da auto evolução, ensejando a ele a oportunidades de tomar consciência de si na relação consigo mesmo e para com o seu próximo.
E qual seria então o caminho?
Ofertarmos ao homem um amplo projeto de Humanização, abrindo-lhe promissores espaços no contexto do crescimento individualizado, oportunizando para que coletivamente haja um crescimento comum.
Colocar em suas mãos o Evangelho de Jesus, abraçando a sua causa, a causa da Evangelização, levando-a ao homem criança desde a sua mais tenra idade.
É muito louvável o incentivo ao esporte que enseja sem duvida a saúde física e mental abrindo-lhes as portas das conquistas pessoais, é importantíssimo que se lhes descerrem as oportunidades para as artes, a musica encanta, o teatro engrandece, e a pintura molda mentes, e a arte num todo sensibiliza positivamente o coração humano, más todos estes esforços são incapazes de libertar o homem velho das algemas que os mantêm presos ao passado e escravos dos velhos hábitos.
Tudo isso se torna infrutífero se não tirarmos o homem do continuísmo mental em que se encontra, dando a ele oportunidades para alçar vôos mais promissores no sentido do progresso consciêncial seja pessoal ou coletivo
A tudo isto se torna então imprescindível disponibilizar o Evangelho de Jesus, pois somente ele humaniza, socializa e reforma, transforma e faz emergir um novo homem, capaz de reverter todas as tendências atuais e de fazer brotar um mundo regenerado e renovado em princípios.
Assim propiciamos aos nossos irmãos de jornada a misericordiosa oportunidade de aproximarem-se e adentrarem aos ensinamentos maravilhosos que brotam como a água cristalina nesta fonte fecunda chamada de "O Evangelho de Jesus" e que se encontra disponível entre nós a dois milênios, abrindo amplas oportunidades de esclarecimento e de amor.
Isto é tarefa de todos, onde quer que estejamos e como estejamos, abracemos assim com responsabilidade a tarefa da Evangelização Humana, ofertando a ela o melhor de nós mesmos, com seriedade, sinceridade e devotamento, lembrando que cada homem evangelizado será amanha um multiplicador de amanhã, levando consigo Jesus no coração, cidadão digno a plantar uma sociedade mais equilibrada e mais justa.
Será mais um trabalhador nas lides das atividades da Cristianização de Sentimentos!...
Assim ao invés de posicionamentos corretivos, das radicalizações usuais, dos exageros e das simples reedições da barbárie milenar, tomemos então posições preventivas, colaborando decisivamente para a reestruturação para um mundo novo, mais apto ao bem e em melhores condições para que todos sejam felizes.
Em regime de urgência abracemos esta proposta, trabalhemos diuturnamente no sentido de que nossas crianças, e os nossos jovens possam contar cada vez mais com os esforços sociais ora em curso, e aprimorando-os sempre no sentido de levá-los a viver Jesus através da firme aproximação às verdades transformadoras do seu Evangelho.
Levarmos nossas crianças e os nossos jovens a viver Jesus em cada ato de suas vidas, pois somente assim se tornarão cidadãos para si e para o mundo.
Na aplicação destes esforços, aliados aos muitos dignos programas espalhados pelo mundo, e contando com o apoio decidido dos corações dispostos a somar com Jesus na grande tarefa da "Humanização de Corações" tenhamos certeza que os pesadelos rapidamente se desfarão, e uma luz nova se fará entre nós, focalizando a paz, a harmonia e felicidade em sua plenitude.
A profilaxia contra os pesadelos está posta.
Evangelho de Jesus, pura e simplesmente como a grande proposta para um mundo melhor e pleno em paz!...
Filhos do meu coração, muita paz e muita alegria!...

Scheilla

sábado, 21 de agosto de 2010

ANTE O AMIGO SUBLIME DA CRUZ


Hoje, Senhor, ajoelho-me diante da cruz onde expiraste entre ladrões...
Amigo Sublime, digna-Te abençoar as cru-zes que mereço!...
De Ti anunciou o profeta que Te levanta-rias, junto do povo de Deus, como arbusto verde em solo árido ; que não permanecerias, entre nós, como os príncipes acastelados na glória humana, e sim como homem de dor, experimentado nos trabalhos e sofrimentos ; que passarias na Terra, ocultando Tua grandeza aos nossos olhos, à maneira de leproso humilhado e desprezível, mas que, nas Tuas chagas e nas Tuas pisaduras, sararíamos as nossas iniqüidades, redimindo nossos crimes; que poderias revelar ao mundo a divindade de Tua ascendência, demonstrando o Teu infinito poder e que, no entanto, preferirias a suprema renúncia, caminhando como a ovelha muda para o matadouro ; e que, embora assinalado como o Escolhido Celeste, serias sepultado como ladrão comum... Acrescentou Isaias, porém, que, depois de Teu derradeiro sacrifício, novas esperanças desabrochariam no plano escuro da Terra, através daqueles que seriam os Teus continua dores, na abnegação santificante!...
E as Tuas lágrimas, Senhor, orvalharam o deserto de nossos corações e as abençoadas sementes de Teus ensinamentos vivos germinaram no solo ingrato do mundo.
Mais de dezenove séculos passaram e tenho ainda a impressão de ouvir-Te a voz compassiva, suplicando perdão para os algozes...
Ah! Jesus, compadece-Te de minhas franquezas e vem, ainda, balsamizar-me o coração ferido e desalentado! ensina-me a despir a ultima roupagem de mundana esperança, dá-me forças para olvidar as últimas ilusões!
Sem que merecesses, atravessaste o caminho de dor, suportando o madeiro da ignomínia! Ajuda-me, pois, a suportar o madeiro de lágrimas que mereço, no resgate de meus imensos débitos!
Amigo Sublime, que subiste o monte da crucificação, redimindo a alma do mundo, ensinando-nos, do cume, a estrada de Teu Reino, auxilia-me a descer para o vale fundo do anonimato, a fim de que eu veja as minhas próprias necessidades, na solidão dos pensamentos humildes.
Mestre, que representa minha dor, diante da Tua? Quem sou eu, mísero pecador, e quem és Tu, Mensageiro da Luz Eterna?
De quantas chagas necessita o meu frágil coração para expungir os cancros seculares do egoísmo, e de quantos açoites precisarei para exterminar o orgulho impenitente?
Abre-me a porta de tuas consolações deteve, para que me renove à luz de Tua bênção!
Não Te peço, Senhor, como o rico da Parábola, a permissão de voltar ao mundo, a fim de anunciar aos que ainda amo a grandeza de Teu poder; entretanto, rogo o Teu auxílio, para que me não falte visão no caminho redentor. Não posso precipitar-me no abismo que separa a minha fragilidade da Tua magnificência; todavia, posso atravessá-lo, passo a passo, como peregrino de Tua misericórdia. Coração oprimido e cansado pelas sombras de minha própria alma, dá que me desfaça, sem custo, dos derradeiros enganos, antes de seguir mais firmemente a Teu encontro! Despojado de meus transitórios tesouros, mãos limpas das jóias que me fugiram dos dedos trêmulos, concede-me o bordão dos caminheiros, aparentemente sem rumo por se destinarem aos países ignorados do Céu!
Rendo-me, agora, sem condições, ao Teu amor infinito, confio-Te minhas ansiedades supremas e meus sonhos mais ternos de lutador, e já que é necessário abandonar o meu velho cântaro de fantasias, troca-me a túnica das ultimas vaidades literárias pelo burel humilde do viajor, interessado em atingir o berço distante, embora os atalhos difíceis e pedregosos!
Enche a solidão de meu espírito com a Tua luz, como encheste de perdão, um dia, a noite de nossa ignorância! Desvenda-me a Tua vontade soberana, para que eu me retive, sem esforço, das grades infelizes do capricho terrestre! Ainda que eu não possa divisar todos os escaninhos da nova senda, dá-me Tua claridade misericordiosa, para que meus olhos imperfeitos não andem apagados.
Mestre, atende ao peregrino solitário que Te fala, ao pé da cruz, com a dor sem revolta e com a amargura sem desesperação!
Amigo Sublime, Tu, que preferiste o madeiro do sacrifício, entre o mundo que Te repelia e o Céu que Te reclamava, por amor aos homens e obediência ao Pai, orienta-me na jornada nova! Se é possível, retira da cruz a, destra generosa, que cravamos no lenho duro da ingratidão com as nossas maldades milenárias, e abençoa-me para o longo roteiro a percorrer!
Tenho a alma sombria e enregelado o corarão!
E enquanto passam, inquietas, as multidões ociosas do mundo, no turbilhão de poeira venerada, fala-me, Senhor, como falavas aos paralíticos e cegos de Teu caminho:
– “Levanta-te e vai em paz! A tua fé te salvou!...”

Irmão X
Livro “Lázaro Redivivo”. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

DEPOIS DA MORTE SEREMOS OS MESMOS?

Estamos sempre assistindo nos noticiários uma ou outra rebelião nos presídios públicos. Alguns inclusive, considerados de segurança máxima, pois abrigam os que classificamos de “alta periculosidade”. Neles se encontram os indivíduos para os quais a vida, a propriedade e outros bens do próximo podem ser retirados sem o menor constrangimento, destaque para a vida humana, que para eles nada representa, pois por coisas insignificantes, matam uma pessoa.
Infelizmente, atualmente as condições de vida nos presídios estão muito abaixo da linha de dignidade humana, pois a sociedade só parece se preocupar em retirar o criminoso de “circulação”, colocando-o em reclusão, ao invés de reeducá-lo, como seria de se esperar. Certamente que poderíamos chamar tais lugares de verdadeiros infernos.
Explodindo-se uma rebelião em um estabelecimento penal qualquer, para lá se dirigem rapidamente as mães, os pais, os cônjuges, os filhos de vários detentos. Ficam, do lado de fora, angustiados, pois sempre temem pela vida da pessoa a quem dedicam seu afeto, não lhes importando a sua condição de ser um criminoso. Demonstram, assim, um sublime sentimento de amor ao parente caído na criminalidade. Só vêem neles um pai, um cônjuge, um filho, enquanto nós outros os vemos como criminosos.
Esse é o quadro que, normalmente, assistimos, e sobre o qual queremos fazer uma reflexão.
Tomaremos primeiro o pensamento de São Tomás de Aquino que, se referindo ao inferno, imaginado pelos cristãos, diz: “Os bem-aventurados, sem saírem do lugar que ocupam, dele sairão, entretanto, de uma certa maneira, em razão de seu dom de inteligência e de visão distinta, a fim de considerarem as torturas dos condenados, e, vendo-os, não somente não sentirão nenhuma dor, mas serão cobertos de alegria, e renderão graças a Deus por sua própria felicidade, assistindo à inefável calamidade dos ímpios1”.
Veja bem. Após a morte, não sentiremos “nenhuma dor” pela desgraça dos ímpios, só que entre eles nós podemos encontrar os nossos pais, nossos cônjuges, nossos filhos, enfim, aqueles mesmos pelos quais, numa rebelião aqui na Terra, ficaríamos diante dos presídios e chorando de angustia por temer pela sua integridade física.
E mais absurdo, ainda, é dizer que, quando formos para o reino dos bem-aventurados, nós ficaremos “cobertos de alegria” com o sofrimento de nossos entes queridos. Será que os nossos sentimentos em relação aos nossos parentes mudam depois que morremos?
E, se diante disso, “rendermos graças a Deus” por nossa própria felicidade, só poderá comprovar que somos os mais vis dos egoístas, já que a nossa preocupação é que somente nós sejamos felizes, não nos importando mais com as pessoas, a que durante a vida inteira dedicamos o nosso amor, muitas das quais juramos amor eterno. Será que no reino dos bem-aventurados nos tornaremos egoístas, mesmo que, quando vivos aqui na Terra, não o fossemos? Isso, com absoluta certeza, é contrário ao “amar ao próximo como a si mesmo”.
Por outro lado, se nós pensarmos assim, como afirma São Tomás de Aquino, estaremos admitindo que um ser humano - quando vivo, pois quando morre, segundo dizem, muda -, tenha mais amor a seus filhos que Deus aos seus!

Pense nisso!

Paulo da Silva Neto Sobrinho


1 “O Céu e o Inferno (ou a Justiça Divina) Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec, Araras, SP, IDE, 4ª edição, 1993.

sábado, 14 de agosto de 2010

CRENÇAS

Declara Allan Kardec: ”A crença é um ato de entendimento que, por isso mesmo, não pode ser imposta”.
E ousamos acrescentar que isso ocorre, porquanto cada consciência cultiva a fé segundo o degrau evolutivo em que se coloca ou de conformidade com a posição circunstancial em que vive.
*
Não seria justo violentar o cérebro da criança, ao peso de indagações filosóficas, porque lhe não aceitemos as convicções infantis. Faz-se imperioso ouvi-la com paciência, guiando-lhe os raciocínios para os objetivos da lógica.
*
É crueldade censurar o náufrago porque se agarre à tábua lodosa, provisoriamente incapaz de partilhar-nos a embarcação confortável. Ao invés disso, é forçoso lhe estendamos concurso fraterno.
Excesso dogmático lance de fanatismo, opiniões prepotentes, medidas de intolerância e injúrias teológicas podem ser hoje consideradas por enfermidades das instituições humanas, destinadas a desaparecer com a terapêutica silenciosa da evolução e do tempo, embora constituam para todos nós, os espírita-cristãos encarnados e desencarnados, constantes desafios o mais amplo serviço na sementeira da luz.
Sabemos que a individualidade consciente é responsável pelos próprios destinos; que a Lei funciona em cada espírito, atribuindo isso ou aquilo a cada um, conforme as próprias obras; que deus é o Infinito Amor e a justiça Perfeita, e que as forças do Universo não acalentam favoritismo para ninguém. Todavia, conquanto sustendo a fé raciocinada, nos alicerces do livre exame, cabem-nos, sem qualquer atitude louvaminheira para com os tabus e preconceitos que ainda enxameiam no campo religioso da Terra, o dever de clarear o caminho dos nossos irmãos de humanidade, em bases de auxílio, de vez, que o Criador concede a criatura os meios indispensáveis para que efetue por si mesma, á própria libertação.
É por isso que Jesus proclamou: ”Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”
Não disse o mestre que o mundo já conhecia a verdade, nem precisou a ocasião em que à verdade será geralmente conhecida entre os homens. Mas dando a entender que a verdade é luz divina, conquistada pelo trabalho e pelo merecimento de cada um, afirmou, simplesmente: ”conhecereis”.

Livro “Justiça Divina”-Psicografia Francisco Cândido Xavier - Espírito Emmanuel

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

DEUS, CRISTO E CARIDADE

"Foi após esta época, no último quartel do século XIV, que o Senhor desejou realizar uma de suas visitas periódicas à Terra, a fim de observar os progressos de sua doutrina e de seus exemplos no coração dos homens.
Anjos e Tronos lhe formavam a corte maravilhosa. Dos Céus à Terra, foi colocado outro símbolo da escada infinita de Jacob, formado de flores e de estrelas cariciosas, por onde o Cordeiro de Deus transpôs as imensas distâncias, clarificando os caminhos cheios de treva. Mas, se Jesus vinha do coração luminoso das esferas superiores, trazendo nos olhos misericordiosos a visão dos seus impérios resplandecentes e na alma profunda o ritmo harmonioso dos astros, o planeta terreno lhe apresentava ainda aquelas mesmas veredas escuras, cheias de lama da impenitência e do orgulho das criaturas humanas, e repletas dos espinhos da ingratidão e do egoísmo.
Embalde seus olhos compassivos procuraram o ninho doce do seu Evangelho; em vão procurou o Senhor os remanescentes da obra de um dos seus últimos enviados à face do orbe terrestre. No coração da Úmbria haviam cessado os cânticos de amor e fraternidade cristã. De Francisco de Assis só haviam ficado as tradições de carinho e de bondade; os pecados do mundo, como novos lobos de Gúbio, haviam descido outra vez das selvas misteriosas das iniqüidades humanas, roubando às criaturas a paz e aniquilando-lhes a vida.
- Helil - disse a voz suave e meiga do Mestre a um dos seus mensageiros, encarregados dos problemas sociológicos da Terra - meu coração se enche de profunda amargura, vendo a incompreensão dos homens, no que se refere às lições do meu Evangelho. Por toda parte é a luta fraticida, como polvo de infinitos tentáculos, a destruir todas as esperanças; recomendei-lhes que se amassem como irmãos, e vejo-os em movimentos impetuosos, aniquilando-se uns aos outros como Cains desvairados.
- Todavia - replicou o emissário solícito, como se desejasse desfazer a impressão dolorosa e amarga do Mestre - esses movimentos Senhor, intensificaram as relações dos povos da Terra, aproximando o Oriente e o Ocidente, para aprenderem a lição da solidariedade nessas experiências penosas; novas utilidades da vida foram descobertas; o comércio progrediu além de todas a fronteiras, reunindo as pátrias do orbe. Sobretudo, devemos considerar que os príncipes cristãos, empreendendo as iniciativas daquela natureza, guardavam a nobre intenção de velar pela paisagem deliciosa dos Lugares Santos.
- Mas - retornou tristemente a voz compassiva do Cordeiro - qual o lugar da Terra que não é santo? Em todas as partes do mundo, por mais recônditas que sejam, paira a bênção de Deus, convertida na luz e no pão de todas as criaturas. Era preferível que Saladino guardasse, para sempre, todos os poderes temporais na Palestina, a que caísse um só dos fios de cabelo de um soldado, numa guerra incompreensível por minha causa, que, em todos os tempos, deve ser a do amor e da fraternidade universal.
Prossegue o diálogo fraterno; a certa altura, volta Jesus a indagar:
- "Helil - pergunta ele - onde fica, nestas terras novas, o recanto planetário do qual se enxerga, no infinito, o símbolo da redenção humana?
- Este lugar de doces encantos, Mestre, de onde se vêem, no mundo, as homenagens dos Céus aos vosso martírios na Terra, fica mais para o sul.
E, quando, no seio da paisagem repleta de aromas e de melodias, contemplavam as almas santificadas dos orbes felizes, na presença do Cordeiro, as maravilhas daquela terra nova, que seria mais tarde o Brasil, desenhou-se no firmamento, formado de estrelas rutilantes, no jardim das constelações de Deus, o mais importante de todos os símbolos.
Mãos erguidas para o Alto, como se invocasse a bênção de seu Pai para todos os elementos daquele solo extraordinário e opulento, exclama Jesus:
- Para esta terra maravilhosa e bendita será transportada a árvore do meu Evangelho de piedade e de amor. No seu solo dadivoso e fertilíssimo, todos os povos da Terra aprenderão a lei da fraternidade universal. Sob estes céus serão entoados os hosanas mais ternos à misericórdia do Pai Celestial. Tu, Helil, te corporificarás na Terra, no seio do povo mais pobre e mais trabalhador do Ocidente; instituirás um roteiro de coragem, para que sejam transpostas as imensidades desses oceanos perigosos e solitários, que separam o velho do novo mundo. Instalaremos aqui uma tenda de trabalho para a nação mais humilde da Europa, glorificando os seus esforços na oficina de Deus. Aproveitaremos o elemento simples de bondade, o coração fraternal dos habitantes destas terras novas, e, mais tarde, ordenarei a reencarnação de muitos Espíritos já purificados no sentimento da humildade e mansidão, entre as raças africanas, para formarmos o pedestal de solidariedade do povo fraterno que aqui florescerá, no futuro, a fim de exaltar o meu Evangelho, nos séculos gloriosos do porvir. Aqui Helil, sob a luz misericordiosa das estrelas da cruz, ficará localizado o coração do mundo!"

Do livro Brasil, Coração do mundo, Pátria do Evangelho
Espírito - Humberto de Campos

domingo, 8 de agosto de 2010

A FORÇA DO AMOR

Amigos e irmãos, abraço-os fervorosamente.

Nesta oportunidade, desejo compartilhar com os companheiros um fato relacionado ao suicídio que resultou numa serie de ações, desenvolvidas ao longo de 18 meses, aproximadamente, mas cujo desfecho superou todas as expectativas, mesmo as inimagináveis.

As regiões de sofrimento onde vivem os suicidas, de todas as categorias, são inúmeras e vastas nos planos do Espírito. brotam de um dia para outro, pois os excessos da Humanidade tem reduzido o tempo de reencarnação para um numero significativo de pessoas. Os atentados contra a manutenção da saúde, mental e psicológica atingem cifras realmente assustadoras.

A campanha EM DEFESA DA VIDA, conduzida pelos Espíritas, é ação que ameniza a situação. Mas algo mais intenso e abrangente, que envolva a sociedade, urge ser desenvolvido.

Assim, passamos ao nosso relato.

Localizamos em determinado nicho, em nosso plano, uma comunidade de suicidas vivendo em situação precária, em todos os aspectos. Chamava a nossa atenção que tal reduto de dor nunca reduzia de tamanho. Ao contrario, contabilizávamos um numero crescente, dia após dia. Procurando analisar a problemática por todos os seus ângulos, verificamos que no local, incrustado em espaço de difícil acesso, existia uma espécie de “escola” – se este é o nome que se pode utilizar – cujos integrantes se especializaram em indução ao suicídio: técnicas, recursos e equipamentos sofisticados eram desenvolvidos para que encarnados cometessem suicídio.

O suicida era, então, conduzido à instituição e, sob tortura, a alma sofredora fornecia elementos mentais que serviam de alimento à manutenção de diferentes desarmonias que conduzem o homem ao desespero.

Fomos surpreendidos pela existência de tal organização e estarrecidos diante do fato, de como a alienação, associada a maldade, pode desestruturar o ser humano.

Após tomar conhecimento dos detalhes, um plano de trabalho foi definido, depois que um mensageiro de elevada região veio até nós.

Durante algum tempo pelejamos para sermos adequadamente preparados, inclusive aprendendo a liberar vibrações mais sublimadas, a fim de fornecer a matéria mental e sentimentos puros que pudessem erguer um campo de força energético ao redor do local.

Almas devotas estiveram conosco permanentemente, instruindo-nos, fortificando-nos e nos revelando a excelsitute do amor. Entretanto, era preciso fazer algo mais. Desfazer a organização não representaria, em principio, maiores problemas; o desafio seria convencer os instrutores a não fazer mais aquele tipo de maldade. Várias tentativas foram enviadas, neste sentido. Orientadores esclarecidos da Vida Maior foram rejeitados e até ridicularizados. Nada conseguíamos com os dirigentes daquela instituição, voltada para a prática do suicídio.

Mas, a vitoria chegou, gloriosa, no final da tarde de domingo último, (1) quando, convidados a participar do encerramento do Congresso, aqueles dirigentes presenciaram a luminosidade do amor. Conseguiram, finalmente, ver o significado da vida, a sua importância e fundamentos.

Foram momentos de grande emoção que envolveu a todos nós, quando um nesga de luz desceu sobre os encarnados e desencarnados no exato instante em que todos, em ambos os planos da vida, se deram as mãos e cantaram em prol da paz.

A nesga de luz se alargou, cresceu, envolveu a todos. A força do amor jorrou plena e, em sublime explosão, rompeu o ar, circulou sobre a cabeça de todos, espalhou-se como poderosa onda para o além do recinto, ganhando a cidade.

Brasília se nimbou de luz, no ar, no solo, nas águas. À nossa visão estupefata e maravilhada parecia que uma nova estrela estava surgindo. Os seres da Criação, vegetais, animais e hominais, os elementos inertes, rochas e minerais, as construções humanas, prédios, edifícios, avenidas, bancos, repartições publicas e privadas, residências, tudo enfim, foi banhado por luz pura e cristalina que jorrava do alto.

Célere, a bela luminosidade espalhou do coração da Pátria para todos os recantos do Brasil, das Américas, da Europa, África, mais além, no Extremo e Médio Oriente, atingindo a todos os continentes, países e cidades. Alcançou os polos do Planeta, girou, em bailado sublime, por breves minutos ao redor da Terra e se prolongou mais além, em direção ao infinito.

Jesus tinha se aproximado do Planeta, em brevíssima visita de luz, amor e compaixão.

Jamais presenciei tanta beleza e tanta paz!

Com afeto.

Yvonne Pereira.
Mensagem recebida por Marta Antunes de Moura, na Federação Espírita Brasileira em 22 de Abril de 2010.
Reformador Ago.2010

(1) Domingo, 18 de Abril de 2010: dia do encerramento do 3º Espírita Brasileiro. Todos os presentes cantavam, emocionados, a musica pela paz.