sábado, 14 de agosto de 2010

CRENÇAS

Declara Allan Kardec: ”A crença é um ato de entendimento que, por isso mesmo, não pode ser imposta”.
E ousamos acrescentar que isso ocorre, porquanto cada consciência cultiva a fé segundo o degrau evolutivo em que se coloca ou de conformidade com a posição circunstancial em que vive.
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Não seria justo violentar o cérebro da criança, ao peso de indagações filosóficas, porque lhe não aceitemos as convicções infantis. Faz-se imperioso ouvi-la com paciência, guiando-lhe os raciocínios para os objetivos da lógica.
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É crueldade censurar o náufrago porque se agarre à tábua lodosa, provisoriamente incapaz de partilhar-nos a embarcação confortável. Ao invés disso, é forçoso lhe estendamos concurso fraterno.
Excesso dogmático lance de fanatismo, opiniões prepotentes, medidas de intolerância e injúrias teológicas podem ser hoje consideradas por enfermidades das instituições humanas, destinadas a desaparecer com a terapêutica silenciosa da evolução e do tempo, embora constituam para todos nós, os espírita-cristãos encarnados e desencarnados, constantes desafios o mais amplo serviço na sementeira da luz.
Sabemos que a individualidade consciente é responsável pelos próprios destinos; que a Lei funciona em cada espírito, atribuindo isso ou aquilo a cada um, conforme as próprias obras; que deus é o Infinito Amor e a justiça Perfeita, e que as forças do Universo não acalentam favoritismo para ninguém. Todavia, conquanto sustendo a fé raciocinada, nos alicerces do livre exame, cabem-nos, sem qualquer atitude louvaminheira para com os tabus e preconceitos que ainda enxameiam no campo religioso da Terra, o dever de clarear o caminho dos nossos irmãos de humanidade, em bases de auxílio, de vez, que o Criador concede a criatura os meios indispensáveis para que efetue por si mesma, á própria libertação.
É por isso que Jesus proclamou: ”Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”
Não disse o mestre que o mundo já conhecia a verdade, nem precisou a ocasião em que à verdade será geralmente conhecida entre os homens. Mas dando a entender que a verdade é luz divina, conquistada pelo trabalho e pelo merecimento de cada um, afirmou, simplesmente: ”conhecereis”.

Livro “Justiça Divina”-Psicografia Francisco Cândido Xavier - Espírito Emmanuel

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