quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A VIDA É COMO UM ROSEIRAL


Amigo e irmão.
A vida aí é como um roseiral.
O cultivador vê do roseiral a terra que cultiva, o observador aprecia que as plantas são tanto mais viçosas e lindas quanto mais bem tratada e adubada está a terra; os tristes, os sonhadores, encontram só os espinhos das roseiras; os utilitaristas consideram só o valor mercantil do produto botânico; os homens bons e de coração procuram extrair só as essências para beneficiarem os que sofrem; os epicuristas e os felizes apreciam só a flor pela beleza e olor que os delicia; os poetas e os namorados pela metáfora que lhes proporciona; os simples e os crentes amam o roseiral no seu conjunto, com a sua utilidade e a sua podridão, com a sua beleza e com os seus espinhos, com a sua cor e com os seus perfumes, porque tudo constitui a poderosa harmonia da magnífica obra de Deus.
Quem apreciar o roseiral só sob o ponto de vista que o interessa, cometerá erro.
O que só vir que para se obterem lindas flores é preciso adubo, enausear-se-á; o que só lhe apreciar a parte prática e utilitária, tornar-se-á egoísta e mau; o que só lhe encontrar os espinhos, volver-se-á amargo e maldizente; os que só o admiram nas suas essências olorantes e benéficas, serão uns simples, uns bons e uns abnegados; e os que o amarem no seu conjunto, admirando o que tem de bom, aceitando o que tem de útil, perdoando o que tem de mau, esses serão os santos.

(Espírito de João de Deus).

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