domingo, 9 de janeiro de 2011

INVIGILÃNCIA: A PORTA PARA A OBSESSÃO

‘Estai de sobreaviso, vigiai e orai; por¬que não sabeis quando será o Tempo.” —Jesus. (Marcos, capítulo 13, versículo 33.)

A existência dos fatores predisponentes — causas cármicas —facilitam a aproximação dos obsessores, que, entretanto, necessitam descobrir o momento propicio para a efetivação da sintonia completa que almejam.
Este momento tem o nome de invigilância. É a porta que se abre para o mundo intimo, facilitando a incursão de pensamentos estra¬nhos, cuja finalidade é sempre o conúbio degradante entre mentes desequilibradas, o inevitável encontro entre credor e devedor, os quais não conseguiram resolver suas divergências pelos caminhos do perdão e do amor.
É o instante em que o cobrador, finalmente, bate às portas da alma de quem lhe deve. E, sempre o faz, nessas circunstâncias, pela agressão, que poderá vir vestida de sutilezas, obedecendo a um plano habilmente traçado ou de maneira frontal para atordoar e desequi¬librar de vez a vitima de hoje.
Momentos de invigilância existem muitos. Todos os temos em incontáveis ocasiões.
Citaremos alguns dos estados emocionais que representam invi¬gilância em nossa vida: revolta, ódio, idéias negativas de qualquer espécie, depressão, tristeza, desânimo, pessimismo, medo, ciúme, avareza, egoísmo, ociosidade, irritação, impaciência, maledicência, calúnia, desregramentos sexuais, vícios — fumo, álcool, tóxicos, etc.
Adverte-nos Scheilla: “Toda vez que um destes sinais venha a surgir no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está presente, reco-mendando-nos a prudência de parar no socorro da prece ou na luz do discernimento.” (1)
Um momento de invigilância pode ocasionar sérios problemas, se este for o instante em que o obsessor tentar conseguir a sintonia de que necessita para levar avante os seus planos de vingança.
Convém ressaltar que um minuto ou um instante de medo, re-volta, impaciência, etc., não significa necessariamente que a pessoa esteja obsidiada. Mas, sim, que uma ocasião destas poderá ser utili-zada pelo obsessor como ensejo que ele aguarda para insuflar na vitima as suas idéias conturbadas. Desde que estes estados de invigi¬lância passem a ser constantes, repetindo-se e tornando-se uma ati¬tude habitual, aí obviamente estará configurada a predisposição para o processo obsessivo.
RecordemO-nos de que qualquer idéia fixa negativa que venha nos perturbar emocionalmente, é sempre sinal de alarme, ante o qual deveremos fazer valer em nossa vida o sábio ensinamento do Mestre: “Estai de sobreaviso, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo.”

(1) Ideal Espírita, Autores Diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, capítulo 27, 7ª edição CEC.

OBSESSÃO E DESOBSESSÃO
SUELY CALDAS SCHUBERT

Nenhum comentário:

Postar um comentário