segunda-feira, 27 de junho de 2011

PROPAGANDA ESPÍRITA

"Decerto que a Doutrina Espírita é luz da Vida Maior, acenando às criaturas aprisionadas na sobra da experiência terrestre, para que despertem e vivam...
Flama de verdade eterna a desfraldar-se, vitoriosa, reconstitui o Cristianismo em sua simplicidade, exumando o Evangelho das cinzas a que foi sentenciado pela incúria da tradição e pela casuística do sacerdócio...
Por isso mesmo, todas as suas atividades puras são nobres e respeitáveis, seja na pompa fenomênica da experimentação multiforme em que o terreno das convicções sadias surge corretamente pavimentado para a segurança da fé, ou seja, em sua exposição filosófico religiosa, em que a Justiça Divina se destaca, triunfante, alicerçada na soberania do discernimento e da lógica...
Ainda assim, é preciso considerar que toda idéia salvadora reclama arautos que lhe substancializem as lições e o Espiritismo não pode efetivamente fugir à regra.
Se foste, desse modo, chamado a servi-lo, em favor dos companheiros de Humanidade que clamam em desalento, por novas florações de fraternidade e esperança, não olvides que não te basta ao êxito nos compromissos abraçados a mera atitude intelectual dos que se convenceram quanto à imortalidade além-túmulo.
É imprescindível te faças o pregoeiro diligente das realidades redentoras que te enriquecem o modo de ser, motivo pelo qual apenas a tua própria renovação para o bem será mensagem convincente para quantos te observam a vida.
Versarás brilhantemente, os temas da Eternidade, discutirás com fervor, induzindo o próximo à modificação de pontos de vista, contemplarás, deslumbrado, as mais sublimes doações do Céu à Terra e guardarás contigo abençoadas certezas do espírito no rumo do amanhã que se te descerra divino, entretanto, só o teu próprio exemplo, ao clarão dos princípios que esposas, valorizará com segurança os recursos de que disponhas no campo de tua fé, porquanto somente a Luz na própria vida é linguagem suficientemente clara e exata para conduzir aos outros a Luz que o Senhor, através de nós, se propõe, generoso a cultivar e estender.
(Emmanuel, de "Doutrina De Luz", Francisco Cândido Xavier).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

FALSAS ALEGRIAS

Encarados Sob o Prisma do Espiritualismo, são os mais ilusórios os conceitos do homem sobre as coisas boas e más, apetecíveis e indesejáveis, tristes e alegres. Sob a luz do Espiritismo, então, esses conceitos se tornam mais que ilusórios, pois que se mostram em toda a nudez de sua falsidade.
Para o Homem Indiferente as Coisas espirituais, em cujo cérebro não passa nem de leve o significado da expressão «vencer o mundo», já que não tem outro interesse senão o de conquistar o mundo, cogitar de uma vida além da morte, ter que pensar em disciplinar a conduta segundo os ditames do Evangelho, ou conformar-se ante as aparentes injustiças que o circundam, é um verdadeiro «atraso de vida»...Não é por outra razão que o consenso predominante é o de «gozar a vida», extraindo dela o melhor quinhão de delícias e regalias, e isso o mais intensamente possível, mesmo porque, diz a «vox populi», a vida é curta...
Isso Explica o Frenesi em que se vive neste mundo sublunar, frenesi que se mostra sobre exaltado nestes últimos tempos, em que a busca do prazer leva as criatura, sob os mais estapafúrdios pretextos, a inventar maneiras inimagináveis de preencher as chamadas «horas de lazer» e a arquitetar tipos de diversão onde se dá vazão ao que o homem tem de mais baixo e instintivo, já que as diversões que realmente merecem esse nome perderam todo o sabor, passaram à categoria de «coisa quadradas». A correria vai num ritmo tal que dá para desconfiar de que os homens se estão apercebendo, inconsciente ou subconscientemente, de que o mundo marcha para o seu fim...
De Outro Angulo, a Questão se Mostra até paradoxal. Como resultado das grandes concentrações urbanas, estão desaparecendo aqueles divertimentos simples que realmente se destinavam a refazer o corpo e a alma das criaturas, e os poucos que subsistem exigem tais canseiras para serem desfrutados que já estão perdendo, realmente, suas características de diversão. Os novos meios de distração colocados ao dispor das grandes massas, os quais, em vez de exigirem o desconforto de sair de casa, entram pela casa adentro, como o rádio e a televisão, servem antes para trazer o desassossego e a apreensão aos espíritos, tais a quantidade e a qualidade das notícias e das imagens que veiculam, por disseminarem de preferência os lados nefastos e deseducativos do que acontece e se faz pelo mundo.
As Grandes Festanças de Carater popular, muitas vezes transformadas em objeto de folclore, se é que algum dia foram diversões, acabam, ou por sua origem, ou por efeito de distorção, constituindo-se, realmente, em mais um incentivo ao que os homens possuem de mais grosseiro e primitivo. Num mundo em que a licenciosidade já era uma chaga a erradicar, e que agora chega a tresvariar com os excessos da permissividade, parece improvável que se consiga implantar um clima favorável às alegrias sadias e espiritualizantes, já que a franca preferência, com bastantes argumentos a favor, é pela satisfação dos impulsos e apetites onde a carne grita, domina e enxovalha.
Não Resta Dúvida de que, Com essa mentalidade, o homem, por muito tempo ainda, continuará a julgar que o Evangelho, a ser observado, venha a constituir-se num «atraso de vida»; continuará a trocar, por considerá-las funéreas e amargas, as alegrias puras e imarcescíveis do espírito pelo aturdimento enganoso das falsas e torpes alegrias do mundo; e a muito custo é que se certificará de que, sem o Evangelho, continuará mergulhado no verdadeiro «atraso de vida»...
Reformador – Fevereiro de 1975

sábado, 4 de junho de 2011

PREFÁCIO DO LIVRO: TRANSIÇÃO PLANETÁRIA


Vive-se na Terra, o momento da grande transição de mundo de provas e expiações, para mundo de regeneração.
As alterações que se observam são de natureza moral, convidando o ser humano à mudança de comportamento para melhor, alterando os hábitos viciosos, a fim de que se instalem os paradigmas da justiça, do dever, da ordem e do amor.
Anunciada essa transformação que se encontra ínsita no processo da evolução, desde o SERMÃO PROFÉTICO anotado pelo evangelista Marcos, no capitulo XVIII do seu livro, quando o Divino Mestre apresentou os sinais dos futuros tempos após as ocorrências dolorosas que assinalariam os diferentes períodos da evolução.
Sendo o ser humano um Espírito em processo de crescimento intelecto-moral, atravessa diferentes níveis nos quais estagia, a fim de desenvolver o instinto, logo depois a inteligência, a consciência, rumando para a intuição que será alcançada mediante a superação das experiências primevas, que o assinalam profundamente, atando-o, não raro, à sua natureza animal em detrimento daquela espiritual que é a sua realidade.
Mediante as reencarnações, etapa, dá-se lhe processo de eliminação das imperfeições morais, que se transformam em valores relevantes, impulsionando-o na direção da plenitude que esta destinada.
Errando e corrigindo-se, realizando tentativas de progresso e caindo para logo levantar-se, esse é o método de desenvolvimento que a todos propele na direção da sua felicidade plena.
Herdeiro dos conflitos em que estorcegava nas fases iniciais, deve enfrentar os condicionamentos enfermiços, trabalhando pela aquisição de novas experiências que lhe constituíam diretrizes de segurança para o avanço.
Em face das situações criticas pelo carreiro carnal, gerando complicações afetivas, porque distante das emoções sublimes do amor, agindo mais pelos instintos, especialmente aqueles que dizem respeito à preservação da vida, à sua reprodução, à violência para a defesa sistemática da existência corporal, agride quando deveria dialogar, acusa, no momento em que lhe seria licito silenciar a ofensa ou a agressão, dando lugar aos embutes infelizes geradores do ressentimento, do ódio, do desejo de desforço, esses filhos inconsequentes do ego dominador.
O impositivo do progresso, porém é inarredável, apresentando-se como necessidade de libertação das amarras vigorosas que o retém na retaguarda, ante o deotropismo que o fascina e termina por arrebata-lo.
Colocado, pela força do determinismo, na conjuntura do livre-arbítrio, nem sempre lógico, somente ao impacto do sofrimento desperta para compreender quão indispensável lhe é a aquisição da paz, a conquista do bem-estar... Nesse comenos, dá-se conta dos males praticados, dos prejuízos causados a outros, nascendo-lhe o anelo de recuperar-se, auxiliando aqueles que foram prejudicados pela sua inépcia ou primitivismo em relação aos deveres que fazem parte dos soberanos códigos de ética da vida.
Atrasando-se ou avançando pelas sendas libertadoras, desenvolve os tesouros adormecidos na mente e no sentimento, que aprende a colocar a serviço do progresso, avançando consciente das próprias responsabilidades.
Infelizmente, esse despertar da consciência tem-se feito muito lentamente, dando lugar aos desmando que se repetem a todo momento, às lutas sangrentas terríveis.
Predominam, desse modo, as condutas arbitrárias e perversas, na sociedade hodierna, em contraste chocante com as aquisições tecnológicas e cientificas logradas na sucessão dos tempos.
Observam-se amiúde os pródromos dos sentimentos bons, quando alguém é vitima de uma circunstância aziaga, movimentando grupos de socorro, ao tempo que outras criaturas se transformam em seres-bomba, assassinando, fanática e covardemente outros que nada tem a ver com as tragédias que pretendem remediar por meios mais funestos e inadequados do que aquelas que pretendem combater...
Movimentos de proteção aos animais sensibilizam muitos segmentos da sociedade, no entanto, incontáveis pessoas permanecem indiferentes a milhões de crianças, anciãos e enfermos que morrem de fome cada ano, não por falta de alimento que o planeta fornece, mas por ausência total de compaixão e de solidariedade...
Fenômenos sísmicos aterradores sacodem o orbe com frequência, despertando a solidariedade de outras nações, em relação àquelas que foram vitimadas, enquanto, simultaneamente, armas ditas inteligentes ceifam outras centenas e milhares de vidas, a serviço da guerra, ou de revoluções intermináveis, ou crimes trabalhados por organizações dedicadas ao mal...
 São esses paradoxos da vida em sociedade que a grande transição que ora tem lugar no planeta irá modificar.
As criaturas que persistem na acomodação perversa da indiferença pela dor de seu irmão, que assinalarem a existência  pela criminalidade conhecida ou ignorada, que firmarem pacto de adesão à extorsão, ao suborno, aos diversos comportamentos delituosos do denominado colarinho branco, mantendo conduta egoísta, tripudiando sobre as aflições do próximo, comprazendo-se na luxúria e na drogadição, na exploração indébita de outras vidas, por um largo período não disporão de meios de permanecer na Terra, sendo exilados para mundo inferiores, onde irão ser úteis limando as arestas das imperfeições morais, a fim de retornarem, mais tarde, ao seio generoso da mãe-Terra que hoje não quiseram respeitar.
O egrégio codificador do Espiritismo, assessorado pelas Vozes do Céu, deteve-se, mais de uma vez, na análise dos trágicos acontecimentos que sacudiram a Terra e os seus habitantes, a fim de despertar os últimos para as responsabilidades para consigo mesmos e em relação à primeira.
Em O LIVRO DOS ESPÍRITOS, no capitulo dedicado à Lei de destruição, o insigne mestre de Lyon estuda as causas e razões dos desequilíbrios que se dão no planeta com frequência, ensejando as tragédias coletivas, bem como aquelas produzidas pelo ser humano, e constata que é necessário que tudo se destrua, a fim de poder renovar-se. A destruição, portanto, é somente produzida para a transformação molecular da matéria, nunca atingindo o Espírito, que é imortal.
Desse modo, as grandes calamidades de uma ou de outra procedência tem por finalidade convidar a criatura humana à reflexão em torno da transitoriedade da jornada carnal em relação à imortalidade.
As dores que defluem desses fenômenos denominados como flagelo destruidores, objetivam fazer a “HUMANIDADE PROGREDIR MAIS DEPRESSA. JÁ NÃO DISSEMOS SER A DESTRUIÇÃO UMA NECESSIDADE PARA REGENERAÇÃO MORAL DOS ESPÍRITOS, QUE, EM CADA NOVA EXISTÊNCIA, SOBEM UM DEGRAU NA ESCALA DO APERFEIÇOAMENTO? PRECISO É QUE SE VEJA O OBJETIVO, PARA QUE OS RESULTADOS POSSAM SER APRECIADOS. SOMENTE DO VOSSO PONTO DE VISTA PESSOAL OS APRECIAIS; DAÍ VEM QUE OS QUALIFICAIS DE FLAGELOS, POR EFEITO DO PREJUÍZO QUE VOS CAUSAM. ESSAS SUBVERSÕES, PORÉM, SÃO FREQUENTEMENTE NECESSÁRIAS PARA QUE MAIS PRONTO DE DÊ O ADVENTO DE UMA MELHOR ORDEM DAS COISAS E PARA QUE SE REALIZE EM ALGUNS ANOS O QUE TERIA EXIGIDO MUITOS SÉCULOS”.  (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Parte 3. Capitulo VI, questão 737, 29 edição FEB.)
Eis, portanto, o que vem ocorrendo nos dias atuais.
As dores atingem patamares quase insuportáveis e a loucura que toma conta dos arraias terrestres tem caráter pandêmico, ao lado dos transtornos depressivos, da drogadição, do sexo desvairado, das fugas psicológicas espetaculares, dos crimes estarrecedores, do desrespeito às leis e à ética, da desconsideração pelos direitos humanos, animais e da Natureza...
Chega-se ao máximo desequilíbrio, facultando a interferência divina, a fim de que se opere a grande transformação de que todos temos necessidade urgente.
Contribuindo na grande obra de regeneração da Humanidade, Espíritos de outra dimensão estão mergulhando nas sombras terrestres, a fim de que, ao lado dos nobres missionários do amor e da caridade, da inteligência e do sentimento, que protegem os seres terrestres, possam modificar as paisagens aflitivas, facultando o estabelecimento do REINO DE DEUS nos corações.
Reconhecemos que essa nossa informação poderá causar estranheza em alguns estudiosos do Espiritismo, e mesmo reações mais severas noutros... Nada obstante, permitindo-nos a licença de apresentar o nosso pensamento após a convivência com nobres mentores que trabalham no elevado da grande transição...
Equipes de apóstolos da caridade no plano espiritual também descem ao planeta sofrido, a fim de contribuir em favor das mudanças que devem operar-se, atendendo aqueles que se encontram excruciados pela desencarnação violenta, inesperada, ou padecendo o jugo de obsessões cruéis, ou fixados em revolta injustificável, considerando, considerando-se adversários da Luz, membros da sanha do mal, a fim de melhorar a psicosfera vigente, desse modo, facilitando o trabalho dos Mensageiros de Jesus.
Na presente obra, apresentamos três fases distintas, mas que se interpenetram, em torno do trabalho a que fomos convocado, mercê da compaixão do Amor, de modo a acompanharmos as ações de enobrecimento de dignos e valorosos Benfeitores, vinculados ao programa em desenvolvimento a respeito da transição planetária que se vem operando desde há algum tempo...
Não temos outro objetivo, senão estimular os servidores do Bem a prosseguirem no ministério, a qualquer custo, sem desânimo nem contrariedade, permanecendo certos de que se encontram amparados em todas as situações, por mais dolorosas se lhes apresentem.
Procuramos sintetizar as operações de socorro aos desencarnados vitimados pelo tsunami ocorrido no Oceano Índico, devastador e de consequências graves, que permanece ainda gerando sofrimento e desconforto, especialmente porque sucedido de outros tantos que prosseguem ocorrendo com frequência assustadora...
Logo após, referimo-nos ao contributo especial dos Espíritos dedicados às tarefas de reencarnação dos novos obreiros, terrestres ou voluntários de outra dimensão cósmica, passando à análise dos tormentos que invadem a Terra, assim como da interferência dos Espíritos infelizes, que se comprazem em manter o terrível estado atual de aturdimento.
Nada obstante, em todos os momentos, procuramos demonstrar a providencial misericórdia de Jesus, sempre atento com os Seus mensageiros a todas as ocorrências planetárias, minimizando as aflições humanas e abrindo espaço ao dia radioso de amanhã, que se aproxima, rico de bênçãos e de plenitude.
Agradecendo ao Senhor de nossas vidas e aos Espíritos superiores investidos da sublime tarefa da grande transição planetária, por haver-nos concedido a honra do trabalho ao seu lado, sou o servidor devotado de sempre.


Salvador, 09 de Abril de 2010.
Manoel Philomeno de Miranda