domingo, 11 de março de 2012

A PERSONALIDADE DE JOANNA D'ARC

 

O motivo que nos leva a escrever sobre a Donzela de Orleans, não é o de pormenorizar a sua vida, cheia de heroísmo e estoicidade, porque se acha descrita de modo magnífico na obra monumental de Léon Denis, que se intitula "Joana D'Arc Médium".  Essa obra é toda apoiada em documentos insofismáveis, da qual respigamos alguns dados para a elaboração desta despretensiosa monografia.

Foi com vistas ao período agudo por que passa a humanidade, pejada de sofrimentos e apreensões, que achamos de bom alvitre lembrar, aqui, a figura da grande guerreira que foi Joana D'Arc.

Os seus feitos nobilíssimos na expulsão dos ingleses da França, no século XV, foram decisivos para a independência e liberdade desta grande e portentosa nação, graças ao feliz desempenho da sua mediunidade.

Não é possível, a quem quer que seja, recordar esta criatura, sem citar algumas das suas inúmeras realizações alevantadoras.

É o que, com a devida vênia, tentaremos fazer, embora resumidamente.

O que torna mais admirável esta jovem extraordinária é a evidência das faculdades mediúnicas de que era possuidora, quais sejam: as da visão, audição e premonição, às quais obedecia sem discrepância.

Sem tais faculdades, de per si ela nada teria realizado, tendo-se em vista a sua pouca idade e a sua nenhuma cultura.

Joana D'Arc nasceu em Domremy (França) em 1412. Era filha de pobres lavradores. Quando não fiava a lã junto de sua mãe, apascentava o rebanho às margens do Vale do Mosa, tendo, muitas vezes, ladeado seu pai no manejo da charrua.

Joana era morena, alta, forte e bela; a sua voz era suave, a expressão graciosa, o todo modesto.

Em uma moça como quase todas de sua idade, sonhadora. Comprazia-se em contemplar o céu, à noite, quando pontilhado de estrelas; apreciava vaguear pelas frescas campinas, pelas manhãs e, à tarde, sentar-se sob o carvalho anoso, fronteiriço à sua casa, onde ouvia, embevecida, o tanger dos sinos da igreja de sua aldeia.

Joana frequentava assiduamente essa igreja, onde orava com devoção.

Próximo à sua casa havia um jardim, bem cuidado, onde igualmente costumava orar.

A sua primeira visão, segundo Léon Denis, teve-a ela nesse local, quando se achava em prece.

Nessa visão, aparece-lhe um espírito de grande formosura, cujo esplendor deslumbra-a. Em seguida, é S. Miguel que lhe surge com urna corte de espíritos puros, que lhe fala da situação angustiosa de seu país e lhe revela a missão que lhe estava destinada de salvá-Ia.

A princípio, Joana reluta, confessando sua incapacidade para tão alto desígnio, sendo encorajada  com a promessa de ajuda dos bons espíritos que a guiariam nesse arrojado empreendimento.

As entidades que mais frequentemente se comunicavam com ela, eram os espíritos boníssimos de Sta. Catarina, Sta. Margarida e S. Miguel, assim designados por ela, em virtude dos ensinamentos católicos, adquiridos naquela época em que o Catolicismo Romano imperava quase absoluto.

É de se notar que Joana jamais saiu de sua aldeia. Adorava seus pais, aos quais ajudava dedicadamente nos seus misteres e nunca ia deitar-se sem antes depositar-lhes na fronte seu ósculo filial.



Joana aceita a Missão

Um dia, na sua visão, reaparece lhe S. Miguel que lhe diz: "Filha de Deus, tu conduzirás o Delfim a Reims, a fim de que receba aí sua digna sagração". A essas palavras Joana junta-lhes ação. Assim, antes do romper da aurora, em plena estação hibernal, Joana se levanta da cama e, pé ante pé, sem fazer ruído para não trair o sono de seus pais que a impediriam, por certo, de realizar seu intento divino, faz uma mala de roupas, salta a janela de seu quarto e vai para onde mandam suas vozes.

Quando sua fuga se deu, para cumprimento dessa missão, contava Joana a idade de 17 anos.

Só, ignorante, contando unicamente com o auxílio de seus espíritos, nos quais depositava toda a fé, ela deixa a aldeia que muito amava e onde nascera, e que não veria mais. Deixa ainda, o seu rebanho do qual nunca se tinha apartado e, conforme suas vozes, segue em direção a Paris, passando, antes, por Vaoucoleres, onde põe seu tio ao par do que lhe cumpria fazer por determinação do Alto.

Até então, sua vida havia transcorrido entre o trabalho, que muito amava, e o repouso.



A França no Século XV

Descrever a situação trágica, horrível, da França no século XV, não é fácil.

Tão somente lembraremos o leitor que, a luta contra a Inglaterra durava Já cem anos. Quanto à nobreza da França, esta tinha sido aniquilada em quatro derrotas sucessivas. Toda a França se achava dividida em partidos rivais, que se hostilizavam por querelas de somenos.

A França já se ressentia da sua insegurança. Ao seu Rei, então Carlos VII, falecia autoridade para as necessárias providências, por ter sido deserdado pelo pai, Carlos VI, que passou a coroa, num momento de demência[2], a Henrique da Inglaterra, o qual viu assim, com satisfação, que não demoraria a alargar-se seu Império.

Nessa situação miserabilíssima, é que aparece em cena Joana D'Arc.



Na prisão

Não foi fácil, a Joana, convencer Carlos VII, "rei de Bourges", (assim chamado por escárnio ) da sua alta missão de libertar a França.

Inúmeras provas foram-lhe pedidas por esse rei orgíaco, indiferente à sorte da Nação, que se chafurdava, e com ele o seu reino, nos prazeres das bacanais.

A muito custo, depois de satisfeita a corte e o Rei quanto às exigências de provas da sua missão divina, à Joana foi entregue o comando de um poderoso exército, com o qual deveria escrever a mais brilhante página da história militar do mundo.

Quando Joana surge na Iiça, Rouen capitula após encarniçadas batalhas, inimagináveis pelo horror com que se verificaram ..

A população de Paris, alquebrada pela fome e epidemias, achava-se nas mãos dos ingleses. Só Orleans, que mais tarde Joana libertaria, resistia com denodo.

Na França, reinava o pânico, o terror, as misérias e os incêndios oriundos das devastações da guerra.

Os campos, abandonados; as cidades, evacuadas pelos seus habitantes que, acovardados pelas constantes derrotas, buscavam no mato o abrigo que aquelas não lhes ofereciam.

Era esta, em rápidas palavras, a situação que Joana defrontou não sem grande pavor. Da fidelidade da sua missão ia depender o salvamento da França e do seu grande povo ao qual muito amava.

Joana, graças às suas faculdades mediúnicas, conseguiu entusiasmar esse povo desmoralizado, abatido pelos reveses anteriores, dando-lhes novas esperanças.

Todos os franceses queriam combater ao seu lado, após inteirados do seu papel providencial.

Assim é que, com Joana à frente de um grande exército, Orleans foi livrada do cerco dos ingleses, no domingueiro dia 8 de Maio de 1429, depois de terem suas fortificações sido tomadas uma a uma.

(sic.) Cada assalto era uma vitória.

Jargeau, Meung, Beaugency, são retomadas pelo seu exército.

Em Patay, os ingleses são batidos em campo raso e o Gal. Talbot, cognominado o "Aquiles da Inglaterra", que os comandava, cai prisioneiro. Seguem então, as tropas vitoriosas, sob o comando de Joana, para Reins, onde Carlos VII é sagrado Rei da França, cumprindo-se, assim, as palavras de S. Miguel, ditas à Joana, numa de suas visões

Apesar de todos esses triunfos, Joana não se deixa envaidecer. Continua sendo a mesma criatura de Domremy: humilde, bondosa e caritativa.

Após todos os sacrifícios por que passou nos campos de batalha, como se isso não bastasse, começa para ela um novo ciclo de outros mais acerbos, quando a ingratidão e a perfídia de alguns juízes se patenteiam de modo desumano e cruel.

Queremos nos referir aos interrogatórios execráveis que se seguiram às suas lutas heroicas, quando juízes mercenários, de conivência com os inimigos de sua Pátria, urdiram para perdê-Ia.

Um número superior a 60 juízes compõem o tribunal, sob a presidência do Bispo de Beauvais, a quem os ingleses prometeram o arcebispado de Rouen se desempenhasse seu papel conforme seus interesses. Soldados de má catadura guardavam as portas desse iniquo tribunal.

Os juízes, porém, nada conseguiam com as ciladas que armavam a Joana D'Arc nesses interrogatórios, porque, esta, sempre amparada por suas vozes, respondia-lhes à altura, confundindo-os muitas vezes, apesar da fadiga que lhe infligiam, deixando-a longo tempo de pé.

Assim procediam para desmoralizá-la no seio do seu povo, porque temiam-na quando pegava em armas.  Julgavam-na possuída de algum "encantamento".

Ansiavam seus inimigos, livrar-se dela a todo custo, porque só assim, pensavam, poderiam retomar a França. O clero não se sentia menos interessado na sua perda. Queria que ela renegasse à sua missão. Para isso, usavam de meios os mais hediondos, porque o clero sentia-se diminuído diante da superioridade dessa jovem que, com apenas 19 anos, salvava a França sob o influxo divino que intimamente reconhecia.

Em 1430, os Borgonheses tentam contra Compiégne.  Joana, diante disso, decide libertar essa praça, mas cai prisioneira de seus inimigos, que a vendem aos ingleses.

Carlos VII teve conhecimento de sua prisão, porém, nem sequer tentou resgatá-la.

Segundo a obra já referida, na prisão começa para Joana uma paixão de seis meses. Imaginem os leitores, a situação de uma moça de dezenove anos, posta sob a guarda de soldados sem brios, sensualistas, estúpidos. Atribuíam-lhe, eles, a causa de seus reveses , por isso, cevavam nela o seu ódio.

Nesse cárcere, acorrentada, indefesa, batiam-lhe, dirigiam-lhe desaforos e impropérios, tendo Joana resistido sempre às contínuas tentativas de animalesco sensualismo. Por isso não consentia ela em privar-se dos trajes masculinos, que lhe permitiam segurança contra esses ignóbeis atentados.

Apesar de todos esses sofrimentos, suportados com resignação inaudita, a sua fé em Deus e nas suas vozes permaneceu inabalável.

Momentos houve em que suas vozes a abandonaram, como que para sondar, no íntimo dessa criatura, até onde ia sua fé no Criador, sua perseverança no desempenho da missão que lhe fora confiada.



Joana é conduzida ao suplicio

O dia 30 de Maio de 1431, assinala o término da sua gloriosa missão na Terra. Nesse dia, os sinos bimbalham o dobre fúnebre desde á 8 horas da manhã. É que anunciam a morte de uma inocente criatura, cujo único crime fora ter amado e servido fielmente à sua Pátria.

Diante de tanta injustiça, de tantos sofrimentos, que iriam, dentro em breve, culminar numa fogueira, Joana chora amargamente. Preferiria, ela própria o diz, ser decapitada sete vezes, a morrer queimada.

Os monstros conduzem-na numa carreta. Oitocentos soldados ingleses escoltam-na até ao local do suplício. Grande multidão se comprime na praça onde Joana deveria receber o gênero de morte destinado aos piores assassinos.

Na praça Vieux-Marché, em Rouen, são erguidos três palanques, para serem ocupados pelos altos dignitários. Entre eles achavam-se presentes o Cardeal de Wenchester, o Bispo de Beauvais e o de Bolonha, e todos os juízes e capitães ingleses.

Entre os palanques ergue-se um monte de lenha, de grande altura, dominando toda a praça. A intenção dos verdugos era aumentar o sofrimento de Joana, espetacularizando-Ihe a morte, a fim de que ela renegasse, pela dor, à sacrossanta missão e às suas vozes.

Nessa ocasião, é lido um libelo acusatório, composto de 70 artigos, no qual transparece todo o ódio, toda a calúnia dos seus inimigos.

Joana ora com fervor, em voz alta, e pede, nessa prece, Q Deus, que lhe dê a coragem precisa para suportar a prova final, sem queixumes, sem tergiversar.

Em seguida, implora o perdão divino aos seus algozes, tal como fizera Jesus quando pregado ao madeiro.

Em dado momento, suas palavras comovem aquela gente, em número superior a 10 mil pessoas, que soluçam ante os horrores daqueles momentos. Os próprios juízes, sentindo o remorso morder-lhes a consciência, choram diante dessa cena.

A um aceno do cardeal, Joana é amarrada ao poste fatídico, com fios de ferro.

A vítima dirige-se, então, a uma pessoa que se achava perto e pede-lhe que vá buscar uma cruz na igreja mais próxima. Ao ter o símbolo da dor entre as mãos, cobre-o de beijos e lágrimas. É que nesse momento trágico, ela queria ter diante de seus olhos a imagem do Crucificado, para inspirar-lhe a coragem de que carecia.

Naquele momento, Joana reviveu todo o seu passado de glórias, cheio de gratas recordações, que só pode acudir à mente das criaturas verdadeiramente puras, como ela, que ia, daí a instantes, sacrificar sua vida pela verdade.



Queimada Viva

Eis que o momento azado chega. Ao monte de lenha que se ergue da praça, os carrascos lançam fogo. As labaredas começam a subir atingindo a vitima. Já lambem suas carnes. O Bispo de Beanvais aproxima-se da fogueira e grita: "Joana! Abjura!" ao que lhe responde: "Bispo, morro por vossa causa, apelo de vosso julgamento para Deus!"

Quando o fogo começa a chamuscar seu corpo, Joana, estorcendo-se nos ferros onde se achava presa, grita à multidão: "Sim, minhas vozes vinham do Alto! Minhas vozes não me enganaram. Minhas revelações eram de Deus. Tudo que fiz, fi-Io por ordem de Deus!"

Seu corpo arde-se todo. Eis q:ue novo grito abafado pelo crepitar da fogueira, ecoa de dentro dela; era seu apelo ao mártir do GóIgota: "JESUS".

Seu corpo fora carbonizado nessa fogueira e reduzido a cinzas, as quais, depois foram lançadas ao Sena.

Desta forma, negaram-lhe seus inimigos uma sepultura onde pudessem seus admiradores ir pranteá-Ia!

Os ingleses pensavam terem vencido com a morte de Joana, Mas, enganavam-se. Carlos VII consegue reorganizar rapidamente suas tropas e ganhar as batalhas de Formigni e Castillon, findando-se, assim, a guerra com o triunfo dos franceses.

Seus inimigos mataram-na tal como queriam, isto é, lentamente, com requintes de crueldade.

Joana morreu para os ingleses, para a Terra; porém, viveu para o céu. É a recompensa divina.



Canonização de Joana

Alguns anos mais tarde, Joana é canonizada pela Igreja Romana, a mesma que a tinha acusado de herética. A sua santificação foi mais por conveniência política, que por outro motivo qualquer, porquanto Joana sempre inspirou à Igreja sentimento de repulsão em virtude da sua mediunidade; e por isso, era tida, pelo clero, como "feiticeira", por não querer obedecer-lhe negando a origem extraterrena da sua missão.

O processo de reabilitação de Joana, levado a efeito no século XV, marca a queda da Inquisição na França. Eis o que os franceses devem, ainda, a Joana D'Arc.

A vida de Joana D'Arc, verdadeiro martirológio, continuará sendo sempre a fonte inexaurível de supremos consolos a todos os que sofrem neste vale de dor.

Mártir da mediunidade, a sua fé em Deus, o seu amor a Jesus, cujo nome fora a sua derradeira palavra, reavivará a fé nos corações atribulados que a ela Se voltarem.

Formosa flor de Lorena! Donzela santa! Alma Iirial! Destas plagas sombrias e expiatórias, eu, humilde rabiscador destas linhas, saúdo-te ó pastora -de Domremy, heroína de OrIeans, mártir de Rouen!



Conclusão

Por que, dirão, Joana teria sofrido tanto? A verdade é que, ninguém sofre se não pecou. Esta é uma das leis divinas que cabia ao Espiritismo revelar aos homens, mostrando-lhes que Deus não é um experimentador de almas, concedendo, a umas privilégios, e a outras martírios.

A reencarnação, ensinada pelo Cristo e sancionada pelo Espiritismo, veio patentear aos homens a misericórdia Divina. Assim é que se numa existência o homem vem a falir, desarmonizando-se com as leis naturais estabelecidas por Deus, outra lhe é facultada, para que ele possa resgatar (mais duramente em virtude da sua reincidência no mal) o passado delituoso, e ascender, assim, a outros mundos mais felizes, que Deus destinou a todas as suas criaturas. Deus não criou estes mundos que gravitam no espaço imensurável, inutilmente. E o Cristo dissera que "nenhuma ovelha do seu rebanho se perderá,", o que equivale dizer: não existe o tão lendário inferno com a eternidade de suas penas.

O que existe, e isto é muito justo, porque se concilia perfeitamente com a justiça de Deus, é a reparação de erros; em seguida, provação, para ficar evidenciado se o pecador incorrerá ou não no mesmo erro ; após o que - redenção, uma vez triunfante da prova.



Uma encarnação passada de Joana, segundo um Espírito

H. de Campos, chamado com justeza o repórter do Além, lançou um pouco de luz sobre a vida da grande personagem de quem acima tratamos.

Das páginas de um de seus livros post-mortem, depreende-se que Joana fora a reencarnação do espírito de Judas Iscariotes.

Não deve causar estranheza aos espíritas, a diferença de sexos dessas duas existências, porquanto, o sexo, conforme nos ensina a Doutrina dos Espíritos, não é mais que um acidente na vida humana, necessário à execução dos desígnios divinos.

O ter sido, Joana D'Arc, a reencarnação do espírito de Judas Iscariotes, conforme revelação do espírito citado, deve ser motivo de júbilo, principalmente para os espíritas, porque isso vem demonstrar que o perdão de Jesus concedido a Judas, que o traiu, não foi em vão.

Consoante a concepção católica, Judas é um espírito errante, sem probabilidades de remissão, cuja eterna existência ele arrastará penando.

Assim sendo, perguntamos, de que valeu, então, ter Jesus perdoado a Judas? Felizmente assim não é. O perdão de Jesus não foi inútil. Judas penitenciou-se, pedindo a Deus uma nova existência, cheia de renúncia e de sofrimentos dolorosos, que se epilogou numa fogueira, na pessoa de Joana D'arc.

Que o espírito de Judas Iscariotes, emancipado aos olhos de Deus pelo seu martírio de Rouen, se compadeça dessas infelizes criaturas que, desconhecedoras da lei reencarnacionista, e da misericórdia do Pai ainda queimam - "o Judas de pano" - como desagravo à sua alta traição, ocorrida no passado remoto.

Não encerraremos esta página sem antes louvarmos a ideia do nosso amigo e confrade, José Russo, de dar ao Centro Espírita que fundou na cidade de Franca, o nome de "Judas Iscariotes".

Esse Centro, que traz no seu frontispício o nome de Judas Iscariotes, será, sempre, um protesto permanente aos detratores de sua memória.



 Demetri Abrão Nami

“Páginas Espíritas’ (Ed. Alarico 1960) publicado, pelo autor, em formato de opúsculo, em 1949.

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