sexta-feira, 13 de setembro de 2013

JEAHNNE D'ARC


 
I - O GÊNIO CÉLTICO E O MUNDO INVISÍVEL - LEON DENIS : Joana d'Arc, espírito céltico, anunciada por Jules Michelet.

 Amei a França e minh'alma foi iluminada por um ideal superior. Consignei meu modo de ver na minha obra Histoire de France. Com o auxílio de Joana d'Arc, que glorifiquei, este ideal me ajudou a desencarnar, a achar a minha estrada na luz celeste. Este espírito que, até o momento, chamais de "Espírito Azul" é sinônimo para vós de espírito de luz, de patriotismo e de amor. Ao pronunciar o seu nome, senti eflúvios radiantes que me indicam que Joana D'Arc tinha a possibilidade de vir até vós e participar da vossa próxima sessão.

O Celtismo, no meu parecer, é a centelha embrionária absolutamente necessária à irradiação da vida nacional francesa. É graças a esse esplendor da essência divina que a molécula que se transmite através das gerações francesas não está aniquilada. A alternância dos retornos de cepticismo e de materialismo com as efusões de luz idealista constitui um jogo de leis da reencarnação.

Joana d'Arc encarna no mais alto grau esta alma céltica que, de modo fundamental, se inspira em três grandes elementos: a fé na força divina, a fé na vida renascente através do espaço e a sensação de seus reflexos sobre a criatura francesa. O que se traduz pelo patriotismo nacional e pelo amor de Deus criador. Joana d'Arc recebeu durante toda a sua vida de missionária a irradiação provinda das moléculas de ordem divina. Se os olhos de seu corpo se recusavam a ver a luz astral, o seu subconsciente estava esclarecido pela via celeste. É por isso que ela teve uma força genial e que obteve a inspiração num ideal de beleza e amor.

Joana, como missionária e como francesa, veio trazer para os povos bárbaros, desorientados e desagregados, a iniciação que lhes devia servir de ajuda indispensável. No decorrer do tempo e das gerações é preciso que, de vez em quando, um pólo tão poderoso quanto puro receba as vibrações que formam a corrente da vida universal. Desde as épocas mais remotas, grandes iniciados vieram para os mundos; vós tivestes sobre vossa Terra: Buda, Cristo e Joana d'Arc.

O Celtismo é uma das formas da vontade divina visto que sua doutrina emana diretamente dos focos superiores e que os druidas foram, sobre vosso solo, os primeiros seres capazes de compreender e de transmitir as impressões e os ensinos recebidos pela iniciação, capazes, também, pela irradiação, de espalhar um ensino salutar para as massas populares.

Joana d'Arc foi inspirada por suas vozes do Bosque Chenu. Ela recebeu de espíritos superiores os ensinos que fizeram dela a heroína sagrada. O druida, com sua foice de ouro nas mãos, não via os anjos do Bosque Chenu, mas recebia o pensamento através da luz divina, em uma só palavra, eis a impressão sentida pelo druida. Ele entrava em êxtase inspirando-se na natureza, e via, num certo momento, todo seu ser entrar em vibração. Ele se sentia como que acima do chão e sua personalidade física estava cercada de uma auréola de eflúvios ora quentes, suaves ou fortes, fato este que vós podeis traduzir em linguagem moderna por atração extática, vibração constante e recepção de ondas radiantes em todo ser humano. O druida era, na realidade, um médium dotado de faculdades psíquicas e morais bem desenvolvidas.

Em certos momentos, o druida, não somente sentia a influência astral, mas via também luzes, vapores e condensações fluídicas. Se vivesse em vossa época atual, em razão do progresso da ciência, ele poderia explicar melhor e assimilar todos esses fenômenos, mas no seu tempo tudo lhe parecia maravilhoso. Quando via apenas condensações de vapores, tinha a impressão de que um primeiro círculo ocultava outras luzes. E quando sentia uma transmissão do ponto de vista da iniciação, parecia-lhe que um ciclo encoberto encerrava a presença da força das forças e que ele devia se inclinar ante essa vontade desconhecida.

Pelo desaparecimento dessas impressões, uma espécie de torpor, de desalento, de embotamento sucedia ao êxtase, e a vontade do ser humano, animada por um desejo formado antes do nascimento, levava ao druida a força de continuar o ensino e de espalhar em seu redor a fé nascente. Ademais, em geral, o druida tinha o dom de exteriorizar as radiações que influenciavam os seres que o cercavam. Joana d'Arc recebeu as mesmas impressões que o druida, mas num sentido ainda mais elevado.

O reconhecimento dos três ciclos alterava-se em planos bem distintos: o plano da ordem divina que espalha sua luz e anima os grandes espíritos; o todo envolvido de uma luz mais ou menos viva que toca as criaturas sob a forma de graça; o terceiro plano, perto da Terra, é mais humano. Joana d'Arc foi, então, na sua época, a grande iniciadora celta, pois ela veio em missão para disseminar em seu redor a fé que devia salvar na abnegação, a dor e a renúncia; sua irradiação humana foi grande, sua irradiação espiritual é imensa.

CADA PARCELA FLUIDICA QUE EMANA DE SUA ALMA TEM O DOM DE GUARDAR, ATRAVÉS DOS ESPAÇOS, OS RAIOS DE LUZ SUPERIOR QUE REPRESENTAM O ASTRAL DIVINO, E QUANDO O PENSAMENTO DE JOANA TOCA UM SER HUMANO, ELA FICA COMO ORNADA DE UMA PALHETA DE OURO SOBRE A QUAL BRILHA UMA GOTA DE LUZ DIVINA.

Joana veio na hora para restaurar uma atmosfera viciada pela frouxidão, pelo prazer e pelo materialismo. Se o druida deu o toque inicial, Joana d'Are revivificou, no seu tempo, o brilho de uma luz que se escurecia, peneirada por vitrôs, obscurecida pela franja da paixão e da matéria. É preciso, então, associar a luz de Domremy às luzes da Armorique. Aliás, os druidas não somente permaneceram na Bretagne, mas foram até as vertentes dos Vosges.

Eu concluo prostemando-me ante Joana, pois que ela obteve de seu solo regional a herança céltica transmitida por gerações. A fé divina está acima de tudo; os grandes missionários devem vos fazer compreender que o amor a Deus, o amor à humanidade e o amor à pátria são as essências das vibrações célticas.

 Jules Michelet

 

II - O LIVRO DOS MEDIUNS - ALLAN KARDEC - CAP. XXXI

 

Deus me encarregou de sua missão, que devo cumprir junto aos crentes favorecidos pelo mediunato. Quanto mais graças eles recebem do alto, mais perigos enfrentam e esses perigos são tanto maiores, quanto provêm dos próprios favores que Deus lhes concede. As faculdades de que gozam os médiuns lhes atraem os elogios dos homens, os cumprimentos e as adulações: eis o seu tropeço.

Esses mesmos médiuns que deviam sempre lembrar-se de sua incapacidade anterior, a esquecem. Fazem ainda mais: aquilo que só devem a Deus atribuem ao seu próprio mérito. Que acontece com isso? Os Espíritos bons os abandonam e eles se tornam joguetes dos maus, não dispondo mais da bússola para se guiarem.

Que acontece com isso? Os Espíritos bons os abandonam e eles se tornam joguetes dos maus, não dispondo mais da bússola para se guiarem. Quanto mais se tornam capazes, mais são levados a se atribuírem um mérito que não lhes pertence, até que Deus os castigue, retirando-lhes uma faculdade que já, então, só lhes poderia ser fatal.

Nunca seria demais lembrar-vos de pedir assistência ao vosso anjo da guarda, para que ele vos ajude a estar sempre vigilantes contra o vosso mais cruel inimigo, que é o orgulho. Lembrai-vos bem, vós que tendes a felicidade de ser intérpretes entre os Espíritos e os homens, que, sem o amparo do nosso Divino Mestre, seríeis punidos ainda mais severamente, porque fostes mais favorecidos.

Espero que esta comunicação produzirá os seus frutos e desejo que ela possa ajudar os médiuns a se manterem vigilantes contra o escolho em que poderiam quebrar-se. Esse escolho, como já vos disse, é o orgulho.

 

 Joana D'Arc

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